Cultura

Santiago | Manuel Marcelino

SANTIAGO: excertos

 

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Os cães raivosos precisam de ser abatidos. Andam por aí uns espertinhos a ver se me lixam a vida, mas vão acabar como o engraçadinho que me tentou tramar com a merda dos bilhetes de lotaria. São demasiados os autos de inquirição de MP sobre as minhas contas. Até uma juizinha anda metida no complot contra mim. Pensa que me vai por a ver o sol aos quadradinhos quando é ela que vai deixar de ver o sol!!! No mínimo vai ser expulsa da magistratura. Não posso parar neste momento tão decisivo não só para os meus negócios como para o resto. Os laranjinhas podres querem luta vão tê-la!!! 

 

48

 

Isa dorme. Embora o seu estado de cansaço não o fizesse prever, os fortes orgasmos de hoje ajudaram-na a passar rapidamente ao sono profundo. Sonha: está sentada numa grande cadeira de tesoura de Monchique, num salão sem fim nem princípio, a preto e branco. À sua volta há fumo por todo o lado, um ambiente sem cor, irreal e gélido. Ela não tem frio.

 

No tecto toma forma uma tela, que preenche todo espaço. É o “Jardim das Delícias”, de Hieronymus Bosh. O centro onde Bosh celebra os prazeres da carne, toma uma forma tridimensional e preenche todo o tecto. O paraíso terrestre e o Inferno nas asas laterais da pintura cobrem do mesmo modo, a parede direita e esquerda da sala. As fortes cores desta utópica história, contrastam violentamente com o gélido local onde a Isa está descansadamente sentada.

 

Só algumas mulheres e dois homens saem da pintura. Ganham as três dimensões. São os mais curiosos e intrigados por esta paragem no tempo. Os outros ficam expectantes mas ao fim de alguns minutos, retomam as suas rotinas no tríptico. As seis pessoas que saíram da tela do mestre, aproximam-se da Isa num andar imperceptível. Deslocam-se como a brisa ligeira.

 

– Onde estamos? Diz uma bonita jovem de cabelo castanho curto. Onde viemos parar? Andamos há anos à procura de uma boa terra, bela, bonita, como a da tela do mestre Hieronymus onde vivemos. É aqui?…

 

Uma segunda mulher loira de olho muito azul, aproxima-se da Isa para a sossegar.

 

– Não se assuste. Não somos espíritos do mal, nem almas penadas perdidas no tempo. Vivemos no “Jardim das Delícias”, onde o mestre nos desenhou, num espaço de terra, água, fogo, ar…

 

Eu vivo desde 1505 ao pé da fonte da vida, rodeada de corujas, corvos e de belos homens. Sorri, faz-lhe uma pequena festa na cara.

 

– Vivo num universo de felicidade, sem dor, nem doenças, nem mortes. Beija-a na testa.

 

– Quem é, o que faz aqui? Porque está no nosso cais? Foi o mestre que a desenhou para nos guiar?

 

Isa não responde, está em sono profundo. Está a sonhar. Há sonos em que o sonhador toma parte na acção. Não é o caso presente.

 

Uma terceira mulher de fartos seios e de formas arredondadas, acabada de chegar diz-lhe ao ouvido que anda há anos e anos a deambular na tela do mestre, à espera do grande dia.

 

– Hoje parámos aqui, que terra é esta? Quem é você? Em que ano estamos?

 

Ouve-se um sussurro: 2015.

 

– 2015!? Eia! Tanto tempo que nem sei calcular quanto é.

 

Uma ruiva nua de cabelos compridos, assinala que ao lado delas, bem escondidos na tela, o mestre desenhou curandeiros e estudiosos seus amigos, iluminados com a irreverência de poetas e dos trovadores.

 

– Proscritos, minha querida. Diz um homem com ar vencido, cheio de sofrimentos, vindo da parede do lado direito. Do lado do inferno. Num grito lancinante, anuncia:

 

– Eu venho do lado da tormenta e da dor. Raios e coriscos adornam o céu por onde ando. Carrascos mascarados arroçam-nos a água, infringem-nos sevícias sem piedade. Quando regressamos do trabalho forçado, acorrentam-nos às paredes. Não nos podemos mexer ou deitar, por ali ficamos ao lado dos nossos dejectos. Nem os animais tratam assim.

 

A Ruiva não para quieta. Está desconfiada com esta súbita paragem da sua viagem no mundo da utopia.

 

– O mestre quando delicadamente me pintou as mamas disse: minha querida daqui a muitos anos vais ver, o mundo será uma coisa muito bonita onde as pessoas viverão sem medo, sem brutalidade, em harmonia com a natureza e em Paz de espírito umas com as outras. Um mundo sem desigualdades. Um mundo que tens dificuldade a imaginar, mas vai existir!!! É aqui, não é verdade? Só pode ser!!! O mestre disse que um dia chegaríamos à beira da terra desejada e pararíamos, tal como aconteceu hoje. Era só sair da tela e ir em frente correndo de felicidade nos campos floridos do amor…

 

Senhora que se passa? Não estou a ver os campos floridos!?

 

Ficou a olhar para a Isa, suspensa numa palavra que não saiu da sua boca.

 

Um jovem alto bem musculado e de cabelo preto, um verdadeiro Adónis, incita-a a perguntar.

 

– Pergunto o quê?

 

– Pergunta-lhe quem é, o que faz aqui no meio deste nada, parada como está, à beira do nosso “Jardim das Delícias.” Vá, porque esperas!

 

– Pergunto eu, deixa diz a loira. Não discutam, não vale a pena. Num tom melodioso: É aqui a terra onde as pessoas vivem em harmonia com a mãe natureza e em Paz de espírito? Amam-se livremente sem tabus? E vivem sem mentiras, geradoras do medo? É esta a terra onde o riso venceu a estupidez e a luz as trevas?

 

A segunda mulher gira muito lentamente à volta da Isa, como se andasse sem pisar o chão. Conta-lhe que em 1500 donde vieram, a vida não é fácil sobretudo para as mulheres.

 

– O mundo está a mudar, mas não para nós. Temos de trabalhar nas terras dos senhores, tratar as roupas deles e delas, fazer-lhes comida, amamentar e cuidar-lhes dos filhos. Pertencemos-lhes… É difícil de explicar, mas é assim! E somos abusadas. Tenho três filhos do senhor dos nossos campos. Quando lhe dá as vontades, arrasta-me para o campo e põe-se em mim. Trabalhamos de sol a sol, não recebemos nada em paga. Apenas restos ou o que nos querem dar.

 

O homem sofrido na sua melopeia ardente, volta a falar dele e de todos os outros.  Fizeram a guerra porque um senhor os levou com ele, porque sim. Morreram muitos, porque assim devia ser, para os senhores conquistarem terras, subjugarem os gentios, ficarem mais ricos e mais satisfeitos.

 

– Agora já não é assim, pois não? Fica à espera da resposta que não vem. Não diz nada?

 

A Ruiva também se espanta com o silêncio da Isa.

 

– O mestre disse-me quando eu acordasse podia continuar a boa vida do “Jardim das Delícias” onde tenho vivido e conhecido belos homens. Era só desembarcar da tela, ir em frente pelos belos e cheirosos campos, floridos de amor.  É aqui não é?  É por aqui o caminho? No Jardim do mestre falamos de coisas belas, ouvimos os cantos dos pássaros, a música dos poetas e dos cantores que por ali rondam. Contam-nos histórias de pasmar. Passamos os dias felizes à espera de sair da tela, para a realidade das coisas belas que Hierónymus nos segredava: “Um dia o mundo será feito só de coisas belas, todos os dias, eu não vos minto!”

 

Insiste.

 

– Só pode ser aqui! Foi por isso que parámos, não foi!? Então? É aqui o cais do nosso desembarque!? Porque esperamos? Por detrás de si não vejo os campos floridos, que se passa???

 

A primeira jovem acredita que a Isa não diz nada, porque está surpreendida. Desloca-se à sua volta, olha-a com muita atenção, fala pausada e interrogativamente.

 

– A senhora tem ar de quem está bem na vida, de não passar fome, nem andar em guerras. Até frui de uma expressão feliz repleta de traços de doçura e paz de espírito! Que  nos conta do seu mundo?

 

O homem sofrido não cala a sua revolta. Interrompe-a.

 

– Eu que venho do lado da tormenta, da dor, desconfio. Os carascos que nos infringem as sevícias, acorrentam-nos às paredes, não nos deixam mexer ou deitar. Começaram a falar connosco com palavras mansas, depois foi o que foi. Trabalho forçado, porrada no lombo a torto e a direito. Nem podemos olhar para eles a direito. Devemos colocar-nos na frente deles de cabeça descoberta e o olhar plantado no chão. Ai do que ousar olhá-los de frente!

 

Directamente para a Isa, ao seu ouvido.

 

– A senhora desconfie do que parece! Às vezes o que parece não é!

 

Impacientemente a jovem de cabelo curto pergunta-se.

 

– Porque parámos então?!

 

O jovem Adónis de frente para Isa, num tom inseguro com laivos de desespero na voz e com medo da resposta, questiona-a.

 

– Já não há guerra, pois não? As pessoas já não morrem porque alguém quer ficar com os bens dos outros e conquistar terras só para si, pois não? O cheiro da morte é uma coisa horrível, ainda o sinto nas minhas narinas e durmo mal dos crimes que cometi, matando mulheres, crianças e velhos. Fale por favor! Porque não diz nada? Há ou não há guerras!?    !?

 

– Deixa-a em Paz!!! Não te responde porque não entende o que lhe dizes, sabes lá que língua falam nesta terra! Corta a jovem ruiva.

 

A mulher de fartos seios e mãe de muitas crianças, chega-se à frente.

 

– Os senhores das terras assim como os da Igreja, obrigam-nos trabalhar de sol a sol, dão-nos uma ínfima parte da colheita para não morrermos de fome, porque precisam da força dos nossos braços e do nosso trabalho, de nós. Os nossos filhos têm de trabalhar desde que se põem de pé. Muitos não passam dos dois anos, morrem de fome, de doença e nós não podemos fazer nada por eles, só chorá-los! Os vossos filhos também têm de trabalhar desde que se mexem?

 

Não diz nada!? Estranho! A surpresa estampa-se na sua face. Olha atenta para a Isa.

 

– Não parece ser uma Senhora, como as que conhecemos. Nem tem ar de trabalhadora?… Quem é, afinal?

 

– Também tu? Diz desagradada a jovem ruiva. A nossa paragem não foi obra do acaso, o mestre programou-a. É aqui, só pode ser aqui o nosso destino, ou!? E fica muito perturbada com o pensamento que lhe atravessou a mente. O traçado do mestre estará errado? Não acredito, o mestre não se enganou!

 

O jovem interrompe-a nervosamente. 

 

– Ou encontramos a resposta que procuramos ou vamo-nos embora. Não podemos perder mais tempo.  Devemos rumar ao nosso destino, encontrar o bom mundo visionado pelo mestre. Quero respirar o ar  desse  mundo, já.

 

O homem sofrido vindo do lado da tormenta, da dor, do lado dos carrascos que lhe infringem sevícias, o acorrentam às paredes e não o deixam mexer ou deitar-se, diz com vivacidade.

 

– Não troco o lugar onde vivo por outro igual. Não! Na tela tenho muitos amigos e cúmplices. Resistimos cada um à nossa maneira, mas resistimos! Não estou disposto a recomeçar tudo de novo!

 

– Tens razão, meu querido. Suspira a loira de olhos azuis

 

– O mestre disse: um dia! Julgávamos ser hoje, esse dia, mas já deu para perceber que não é!!! Que nos está a acontecer, porque desviámos da nossa rota? (roça o desespero). Não foi, nem é hoje esse dia! Está à vista de todos. Vamos. Vamo-nos embora, na esperança de outro dia, será esse dia. O dia do amor, da verdade e da tolerância, o sonho do mestre. O tal dia em que os corpos se amam em liberdade total e a mãe terra ri alegremente connosco, como o mestre tão bem soube dar-nos vida. Senhora olhe para ali.

 

Beija ternamente o Adónis. A Ruiva ao pé da Isa, sussurra-lhe ao ouvido.

 

– Na casa de pasto onde vou, alguns dos homens quando estão a beber cerveja e a falar em segredo, dizem que a vida podia ser boa. Uma vida de trabalho para todos sim, mas sem problemas, um mundo sem donos é possível? Falam muito, mas às vezes o que dizem é quase imperceptível, têm medo das paredes os ouvirem. Não percebo muito bem onde querem chegar, mas é tão bom sonhar nas suas palavras.

 

A minha tia curandeira, confidenciou-me numa noite de luar: ”Acredita sobrinha vai haver um dia sem senhores a mandar em nós! Como se nós não fossemos como eles. Entende o que te digo, guarda este tesouro na tua cabeça, para o teu bem não te esqueças rapariga!

 

Dias depois vieram do inferno uns homens encarapuçados e levaram-na. Queimaram-na viva numa fogueira e chamaram-lhe bruxa! O futuro bom para todos, é só para alguns e para os outros, só bom quando sonhamos?

 

O jovem Adónis ficou radiante com a ideia.

 

– Era bom muito bom vivermos sem senhores a mandarem em nós, como se nós não prestássemos e não fossemos feitos da mesma carne e ossos  como eles. Para isso acontecer, como se faz? No seu tempo ainda não fizeram essa mudança? Fica à espera da resposta que não vem! Eles têm tudo do lado deles. Do nosso lado, só nos resta a fome! Que podemos fazer? Nada? Tudo? Senhora, ajude-nos! 

 

A ruiva está desesperada.

 

– Meu querido não compreendo porque parámos aqui, nem este erro de navegação ou de calendário. O mestre não nos mentia, passei tantas e boas horas amada pelas suas mãos.

 

A mãe das crianças decide-se.

 

– Vamos embora. Deve ter sido algum vento que nos empurrou para aqui. Mais tarde encontraremos esse bom porto quem sabe, noutros mares, noutro dia! A primeira jovem, depois de fitar a Isa com tristeza, fala-lhe numa última tentativa de obter resposta.

 

– Leio no seu coração que ao fim de tantos anos ainda há uns a mandar nos outros. É ainda assim tão difícil, termos todos uma vida boa? Só há esta escolha: Eu mando, tu obedeces?! Não acredito. Nalgum lugar deste mundo, deve haver uma terra boa e sem amos, como nos disse o mestre. Que dia mais triste da nossa história. Também me vou-me embora. Estou melhor no sonho do mestre, na sua quimera, do que aqui!

 

Volto para o meu Jardim das Delícias. Não é aqui a nossa prometida paragem.

 

Começa a afastar-se da Isa que no sono profundo em que está não se mexe. Está na mesma posição em que se sentou. A loira acha que as coisas parecem melhores que no tempo delas, lá isso parecem, mas…

 

– Ainda há muito para fazer, não é verdade? Bem me parecia. Definitivamente não é aqui o nosso destino final. Vou andando que se faz tarde. Tenho de ir buscar água à fonte do amor. A rir desata a correr para o tecto.

 

– Mulher, espera. Diz o jovem Adónis. Começava a afeiçoar-me a este lugar, a esta pessoa que parece ser boa gente. Vou contigo. Vamo-nos amar.

 

Esfumam-se os dois e ficam estampados na tela. O homem sofrido continua na sua melopeia fitando a adormecida Isa:

 

– Eu que venho do lado da tormenta, da dor, digo-lhe: Desconfie! Quando nos habituamos às mentiras, a verdade tem um ar suspeito…

 

O fumo dissipa-se lentamente assim como os homens e as mulheres que por  ali  andaram.  As pinturas  mantêm-se  mais  uns  segundos desaparecendo no momento em que uma forte e crua luz ilumina todo o espaço. É quando a Isa sai do sono profundo. O sonho terminou mas ela continua a dormir descansadamente até ao amanhecer. Ao acordar não se lembrará do que sonhou. De manhã sem saber porquê procurará a pintura do mestre Hierónimos Bosh. Ficará largos minutos a olhá-la, a deliciar-se com a beleza e a complexidade que a compõe. Depois corre para o emprego. Vai chegar atrasada.

 

***

SANTIAGO: ALGUMAS NOTAS CRÍTICAS

 

 Representando algo triunfalista do mundo dos negócios em tempos de selvagem liberalismo económico, o Senhor Comendador submete todos que lhe cercam a seus caprichos, desconhecendo fronteiras para as suas ambições empresariais, sobretudo as estabelecidas pela ética nas relações entre o poder privado e o público, e a sociedade no geral. Eis o mote que levou o actor e dramaturgo Manuel Marcelino -autor dos Retratos Teatrais– à construção de um quadro no qual ele expõe, a seu modo por vezes caricatural, corrosivamente irónico, as veias abertas do mundo contemporâneo, em versão portuguesa, com certeza.

 

 

Há aqui, sim, muito de romance político de extracção farsesca, mas também de comédia de costumes, entre conflito de classe, tensões à direita e à esquerda, nostálgicas utopias (de que a cena do Jardim das delícias é exemplar), dramas existências, crise, incluindo a de valores, pitadas de um didactismo assumidamente panfletário. Tudo para a sua reflexão – e diversão, que ninguém é de ferro.

 

 

Palmas para Manuel Marcelino, cujo talento artístico este aqui conhece desde menino.”

 

ANTÔNIO TORRES

 

***

Prefácio

 

O meu amigo Mané está de parabéns! Perdoem-me a familiari- dade, mas para mim o Manuel Marcelino é, há muitos, muitos anos, o Mané!

 

Santiago é um romance escrito em tom satírico, mordaz e de crítica social e política que está subliminarmente entendida. A his- tória base está datada, mas poder-se-ia passar em qualquer altura: a ganância pura e dura; os compadrios (grandes e pequenos); a “coisificação” da mulher; a pequena e a grande corrupção; os pe- quenos e grandes poderes.

 

Espero que as “Eduardas” deste mundo ao lerem este romance parem para pensar nas suas vidas e se não serão capazes de passar pela vida sem serem escravas e “coisas”! Faz-me muita confusão como se pode permitir aos homens que usem e abusem das mulheres a seu bel-prazer.

 

As descrições das reuniões de sociedades secretas são, em meu entender, um alerta para se perceber como estas reuniões de compagnons de route existem e têm muito poder e influência.

 

Os poemas do Joaquim merecem ser musicados e cantados por um rapper tal o ritmo e cadência postos neles, características que, de resto, encontramos em todo o romance. Claro que para quem conhece as peças de teatro e os contos do autor, isso não é novidade!

 

E que dizer do final? É inusitado! E mais não digo para não o estragar!

 

Mais uma vez: Parabéns, Mané!

M.

Tyverskaya Marlova

 

 

***

Outras opiniões

 

…o livro é um trabalho de anatomia. Um bisturi que rompeu o manto que cobre alguns figurões….Carlos Garrido



“…Ao entrarmos tranquilamente na sua leitura, quando menos esperamos estamos metidos numa grande caldeirada, confeccionada com requinte de malvadez gastronómica e literária pelo seu narrador/chefe. São inúmeras as pitadas de tempero que o autor vai lançando neste cozinhado social onde nada escapa à sua sátira e onde ninguém se livra da acidez dos temperos…

Luis Filipe Sarmento

 

 

Manuel Marcelino, (1944) estudou medicina na FML, mas não concluiu o curso. Foi colaborador do Dl juvenil, da página cultural do Alavanca e do Jornal da Voz do Operário. Sócio fundador do grupo teatral A Barraca e actor até 1989. Estive ligado a grupos de teatro amador, participou como actor em muitos programas e séries da RTP. Foi actor e produtor do Kilas, filme de Fonseca e Costa. Tem  4 livros publicados: Teatro Instantâneo; A Mosca; Teatro de Rua  (edições do autor 1975/76).  “Retratos Teatrais” (Poética Editora, que reúne 3 peças escritas entre 2012/14).e da mesma editora: “Santiago, mais conhecido por Senhor Comendador” (maio2021). A publicar 5 peças de teatro para dois actores e um monólogo, um conto ficção. Em 2023 “Maria” romance.

 

 

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