Cultura

Poema | Wesley Sá Teles

Miña saudade é súa morriña 

Minha saudade é sua morriña

 

En Brasil hai unha palabra

Que dician ser só miña

Do inmigrante lava a alma

Salgada amarga nostalxia

Dixéronme que era saudade

Mais aquí era morriña

 

Polo mar que viaxa

e onde os ventos unía

Traendo consigo palabras

E no corazón a ladaíña

Dixéronme que era saudade

Mais aquí era morriña

 

Nos brazos que alzas

Nas maletas levo vida

No corazón esperanza

A doce terra de Galicia

Dixéronme que era saudade

Mais aqui era morriña

 

Onde meiga é meniniña

Onde ondas no mar ruxían

Voo de prata levoume

Cara a terra agora miña

Dixéronme que era saudade

Mais aqui era morriña

 

Onde a terra descansa

E o mundo aqui remata

Onde viven as rapazas

Que cantigas cantaban

Agora é vida miña

Dixéronme que era saudade

Mais aquí era morriña

 

Brasil agora lonxe

Quedóu a simpatia

Unha irmá sempre galega

E a miña nova familia

Dixéronme que era saudade

Mais aquí era morriña

 

Portugués canta galego

Agora nova sinfonía

Dun rapaz brasileiro

Que se enamorou de Galicia

Dixéronme que era saudade

Mais aquí é morriña

 

 

**

 

 

No Brasil há uma palavra

Que diziam ser só minha

Que do imigrante lava a alma

Salgado e amarga nostalgia

Me diziam que era saudade

Mas aqui era morriña

 

Pelo mar que viaja

E onde os ventos unia

Trazendo consigo palavras

e no coração a ladainha

Me diziam que era saudade

Mas aqui era morriña

 

Nos braços que alças

Nas maletas levo vida

No coração esperança

A doce terra de Galiza

Me diziam que era saudade

Mas aqui era morriña

 

Onde meiga é menininha

Onde ondas no mar rugiam

Vou de prata me levou

Para a terra agora minha

Me diziam que era saudade

Mas aqui era morriña.

 

Onde a terra descansa

E o mundo aqui termina

Onde vivem as moças

 

Que cantam cantigas

Agora é minha vida

Me diziam que era saudade 

Mas aqui era morriña

 

Brasil agora longe

Restou a simpatia

Uma irmã sempre galega

E minha nova família

Me diziam que era saudade 

Mas aqui era morriña

 

Português canta galego

Agora nova sinfonía

De um rapaz brasileiro

Que apaixonou de Galiza

Me diziam que era saudade

Mas aqui é morriña

 

Wesley Sá Teles Guerra, brasileiro, residente em Ourense (Galicia), PHd Candidate em Sociologia e Mudanças da Sociedade Contemporânea, Mestre em Políticas Sociais e Migrações, autor do livro Cadernos de Paradiplomacia e do estudo Brasil Galicia. Membro associado do IGADI – Instituto Galego da Análise e Documentação Internacional, do OGALUS – Observatório Galego da Lusofonia e da Associação Impulsora da Casa da Lusofonia. Fundador do Think tank CERES – Centro de Estudos das Relações Internacionais do Brasil. Contato: Wesleysateles@hotmail.com web: www.wesleysateles.com

 

Qual é a sua reação?

Gostei
0
Adorei
9
Sem certezas
0

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Próximo Artigo:

0 %