Cultura

Dois poemas sobre maçãs: um olhar sobre o mínimo na criação poética de Sophia de Mello Breyner e Manuel Bandeira | Nuno Brito

Pôr a mão expectante sobre o coração que não parava, olhar, olhar com força para uma pedra, para um pássaro, para o próprio pé.

Clarice Lispector

 

 

Pensemos neste olhar com força (para uma pedra, para um pássaro, para o próprio pé) e em como a atenção é um olhar que intensifica, um olhar que acolhe e se move, que faz   mover: na sua origem etimológica, a palavra atenção deriva do latim: “attendere”, que significa literalmente estender-se, esticar-se, mover-se para. Movimento num determinado sentido, a presença do mundo se sente mais vívida e nítida; ela é um ângulo que se partilha e que se aproxima ao ato de agarrar, de colher, que sugere, por isso mesmo, aqui, as mãos e os braços. 

 

Estar atento. Uma Perceção intensificada.

 

Sobre esse olhar incide o início de Arte Poética III de Sophia de Mello Breyner Andresen:

 

A coisa mais antiga de que me lembro é dum quarto em frente do mar dentro do qual estava, poisada em cima duma mesa, uma maçã enorme e vermelha. Do brilho do mar e do vermelho da maçã erguia-se uma felicidade irrecusável, nua e inteira. Não era nada de fantástico, não era nada de imaginário: era a própria presença do real que eu descobria. Mais tarde a obra de outros artistas veio confirmar a objetividade do meu próprio olhar. Em Homero reconheci essa felicidade nua e inteira, esse esplendor da presença das coisas. E também a reconheci, intensa, atenta e acesa na pintura de Amadeo de Souza-Cardoso. Dizer que a obra de arte faz parte da cultura é uma coisa um pouco escolar e artificial. A obra de arte faz parte do real e é destino, realização, salvação e vida. Sempre a poesia foi para mim uma perseguição do real. Um poema foi sempre um círculo traçado à roda duma coisa, um círculo onde o pássaro do real fica preso. E se  a minha poesia, tendo partido do ar, do mar e da luz, evoluiu, evoluiu sempre dentro essa busca atenta. Quem procura uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, é necessariamente levado, pelo espírito de verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem. Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo. Aquele que vê o fenómeno quer ver todo o fenómeno. É apenas uma questão de atenção, de sequência e de rigor.

(Breyner 893 Obra poética)

 

A atenção é apresentada por Sophia de Mello Breyner como um olhar intensificado que possibilita um estado de completude e de unidade, ela afirma-se também como o recurso que permite um verdadeiro encontro com o real, um contacto pleno com as coisas, um atingi-las verdadeiramente (as mãos e o movimento de recolher), o poema como “um círculo traçado à roda duma coisa”, um espaço que preenche, para onde se estende o olhar. Doutra forma diria Maurice Blanchot “Escrever é inscrever no interior de um círculo o exterior de todos os círculos”. É também um círculo a atenção – a barata de Clarice – dentro do círculo do olhar. Isolar um objeto é nesta aceção, não um fechamento, mas a possibilidade, através de um ato de atenção e estranhamento, de um mover-se e ritmar-se com o mundo e por isso um ato de abertura ao mundo – Nisso, num contexto de apatia e excesso de informação, a  atenção é sempre revolucionária. 

 

O olhar descrito em relação à maçã, é também descrito como um olhar objetivo, e atentemos, aqui, ao vocabulário que expressa uma rede em torno da unidade da perceção e de uma felicidade que dela emana: o estado de inteireza e completude de uma “felicidade irrecusável, nua e inteira”, passa por um encontro e um contacto direto com o objeto, uma assonância mimética, de pleno encontro com a “própria presença do real”, questão de atenção, sequência, rigor, que intensifica a relação com a realidade, no qual a  atenção é apresentada não só como um estado de direcionamento de consciência, mas também como um gesto de concentração mental e emocional diante da realidade, um mover-se que atua sobre diferentes corpos e esferas; que reposiciona a nossa relação no mundo através da possibilidade de uma nova perspetiva.

 

 Se um poeta da China do século IV escreve que uma maçã está a cair de uma árvore, esse será um posicionamento poético perante a realidade, que isola uma perspetiva, mas que também a expande e a torna absoluta e plural, porque as maçãs continuaram a cair no século V e VI e neste preciso momento são centenas ou milhares de maçãs que estão a cair de árvores em todo o mundo. Aquilo que um ato de atenção proporcionou foi uma vivência intemporal e que ocupa ao mesmo tempo um espaço múltiplo. Um olhar que não apenas o olhar de um corpo físico, mas que é também um olhar mental, emocional, uma experiência absoluta, que dialoga também vitalmente  com o poema Maçã de Manuel Bandeira:

 

Por um lado te vejo como um seio murcho;

Pelo outro, como um ventre de cujo umbigo pende ainda o cordão placentário.

 

És toda vermelha, como o amor divino.

 

Dentro de ti, em pequenas pevides,

Palpita a vida prodigiosa,

Infinitamente.

 

E quedas tão simples

Ao lado de um talher

Num prato pobre de hotel.

(BANDEIRA, 1966, p. 157)

 

 Pelo predomínio das sensações visuais, pelo apelo à cor, à forma e ao enquadramento, o poema lembra aqui uma pintura, um quadro estático que sugere a ideia de uma natureza morta, fazendo invocar, a fórmula de Horácio, Ut pictura poesis: “assim como a pintura, a poesia”.  A maçã impõe-se como um objeto para o olhar, vista por fora através de comparações em que se distinguem suas formas por lados opostos, para depois ser enfatizada a vivacidade da sua cor. A visão da maçã invoca também uma técnica de criação cubista, ao observar o objeto nos seus diferentes planos e ângulos, a visão torna-se assim uma visão de conjunto, que contorna o objeto, na sua totalidade, primeiro do exterior, e logo do interior: “dentro de ti em pequenas pevides / Palpita a vida prodigiosa / Infinitamente”. Na última estrofe gera-se um olhar de zoom out, que confere um enquadramento da maçã no espaço, ao lado do talher e depois no quarto “pobre” de hotel, entre utensílios e espaços humanos, sugerindo uma humildade e perecibilidade que contrasta com a penúltima estrofe, dando-lhe maior força e poder de concreção. 

 

Através da atenção, a perceção é intensificada, gerando um olhar de aprofundamento e fascínio. A aparente simplicidade da maçã oculta algo maior; a latência da vida infinita que está concentrada nas suas sementes, o apelo à eternidade que elas contêm enquanto condensação de diferentes tempos, enquanto materialização de um tempo já futuro, de uma vida continua: a ênfase está agora nas entranhas do fruto, no seio da sua dimensão mínima. Em contacto com Davi Arrigucci, podemos falar neste poema de um sublime oculto que o exterior, aparentemente simples da maçã, esconde. (ARRIGUCCI, 2009, p. 21) Sob esta aceção o poema dá a ver, alumbra: desoculta o sublime mostrando a continuidade das coisas e a sua singularidade. 

 

Se a maçã esconde no seu interior a potencialidade e o milagre da vida, ela não deixa de ser apresentada entre coisas humanas – presente num quarto pobre de hotel, ela mostra-se pobre, partilhando com o poeta uma condição humilde. O sublime manifesta-se assim humanizado, também ele precário, tornado visível, através do poema, numa condição de finitude e perecibilidade. Nesta aceção a poesia desvenda, humaniza e desentranha. Este último verbo é particularmente querido a Manuel Bandeira na sua reflexão sobre a poesia: “desentranhar a poesia das coisas” é observá-las além das suas formas externas, enfatizando um olhar que vai para além da superfície, que atinge o objeto na sua essência, que produz ênfase, no sentido originário da palavra:  in-phos (Na luz) – Iluminar, mostrar, destacar, ato de fazer ver claramente. Sob esta ideia a poesia ilumina, dá a ver mais claramente, extrai o eterno do transitório e do fugaz, permitindo senti-lo pulsar no mínimo, no ínfimo, no residual – sem cair nos perigos de uma abstração genérica e superficial – o poema dá-nos um fundo, mostra-nos um caminhar terreno, uma visão rasante, para o chão ou a partir do chão.

 

Tanto em Sophia como em Manuel bandeira temos um objeto (a maçã) que se observa de uma forma intensificada, com atenção, num exercício de contemplação que atinge a sua nudez, uma realidade despida e essencial, de aproximação. Em Manuel Bandeira podemos vê-la de todos os seus ângulos, captada numa perspetiva total, (por dentro e por fora, por diferentes centros percetivos), Atentemos na rede semântica que se cria na terceira estrofe em torno da palavra vida, palpita, infinitamente, pevides, são palavras que centralizam e condensam uma ideia de vibração, de movimento puro e ininterrupto, potenciado pela utilização do advérbio de modo. O movimento e a fluidez perpassam a ideia de um estranhamento do objeto. Tanto em Sophia de Mello Breyner como em Manuel Bandeira, esta maçã pousada, captada na sua totalidade, não nos remete visualmente para a ideia de uma natureza morta, que se pudesse configurar do lado de um objeto estanque. A maçã, pousada em cima do prato no quarto do hotel e a maçã pousada em cima da mesa parecem nos dois casos tomadas pela força absoluta do movimento, insufladas por um poder vital que as aproxima, por uma força que não cabe nuclearmente só em si, mas       que é um reflexo da vida mesma.

 

 Um mínimo plural.

 

 Esta maçã que o olhar atento atinge é em si um reflexo da      própria vida, um elemento erotizado da natureza; o objeto configura-se como potência, devir, encontro com um estado de totalidade que se transcende a si próprio quando tocado pela visão poética. 

 

A atenção configura-se tanto em Sophia como em Bandeira como a potência de uma centralidade, que atinge as coisas no seu estado de movimento puro. Nessa apreensão há um gesto de simplicidade e de assonância mas também uma potência de mudança, um cruzamento de tempos. A nitidez e a objetividade da memória (a primeira memória) de Sophia de Mello Breyner é, em contacto com “Arte Poética IV”, o resultado de uma busca atenta, demorada, silenciosa e livre; os mesmos movimentos cruzam estes dois poemas, a partilha de um mesmo batimento do tempo. Procura que se realiza no interior do objeto e no interior de si mesma, num contacto e num ato de simplicidade, de assonância. Reflexionar sobre a perceção e sobre a intensidade da perceção é algo que está presente em todas as Artes Poéticas de Sophia de Mello Breyner; é de salientar o elevado número de vezes que o substantivo “atenção” ou o adjetivo “atenta” nos aparecem no conjunto destes textos. Fixar com força ou olhar com força um objeto não é criar simplesmente uma notação do exterior através da atenção, mas procurar uma relação justa com o mundo, um equilíbrio que se faz através de um balanço de forças diferentes e convergentes: “Quem procura uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, é necessariamente levado, pelo espírito de verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem” (Sophia 893), nesse sentido a relação com o objeto é um reflexo da relação com o outro, um ato de continuidade, o contacto com o mínimo e o ínfimo produz uma relação justa com a ideia e a concretização de uma só pessoa. Podemos sentir, vividamente, essa relação no poema de Manuel Bandeira e na arte poética de Sophia de Mello Breyner. Nos dois casos há uma procura atenta que circula o objeto, que distingue, que separa do seu próprio fundo, que isola, que destaca, mas que nesse delimitar procura um encontro e uma relação com o todo; nesse exercício de justiça e nivelamento há um olhar para o mínimo que     o celebra em toda a sua unidade e potencialidade de mudança. O objeto configura-se assim como o centro de uma imanência; tocado pela singularidade e pelo estranhamento ele é um objeto único, irrepetível e indivisível. Pensemos, aqui, no tríplice significado que Giordano Bruno confere ao conceito de mínimo na sua obra “De tríplice Minimo et mesura”:

 

“1) o ‘mínimo’ indica um lugar de unidade divina que está acima de tudo e em tudo; 2) o ‘mínimo’ é identificado como ponto matemático (punctum); 3) o ‘mínimo’ representa o átomo físico (atomus).”

 

Para Giordano Bruno, o mínimo é ao mesmo tempo um conceito matemático, físico e metafísico, algo que não pode existir independentemente do plano ou espaço infinito, uma unidade que faz coexistir polaridades contrárias: “No mínimo todas as coisas contrárias coincidem, os pares e os ímpares, o muito e o pouco, o finito e o infinito; porque o mínimo é o máximo e qualquer coisa entre eles é o intermédio)” 1. Nesse sentido o mínimo não se separa do máximo, ele é uma força que compõe e inclui em si, todas as coisas físicas e geométricas: “Se o ponto não difere do corpo, o centro da circunferência, o finito do infinito, o máximo do mínimo, seguramente podemos afirmar que o universo é todo centro(Bruno, 1980) Esta ideia de centro é aqui de vital importância. O mínimo contém nesta aceção toda a totalidade, nas suas forças opostas, nas suas convergências. A atenção face ao mínimo  é, sob esta ideia, uma atenção face ao todo, ao completo, à unidade, disso, nos fala precisamente o poema “Auguries of innocence” de William Blake:

 

To see a World in a Grain of Sand And a Heaven in a Wild Flower,

 

Hold Infinity in the palm of your hand And Eternity in an hour.

(BLAKE, 2007, p. 75)

 

O grão de areia, no qual se observa o mundo inteiro, representa essa unidade onde o universal se reflete, dessa forma, pelo microcosmos podemos aceder ao macrocosmos, no mínimo podemos sentir e tocar o todo, vislumbrar e perceber a totalidade  – O infinito na palma da mão que refere Blake, é a soma de forças contrastantes, das polaridades que se sentem no      objeto: o universo num grão de areia de Mia Couto ou o de “Consideração do Poema” de Carlos Drummond de Andrade: “Como fugir ao mínimo objeto / ou recusar-se ao grande?” (DRUMMOND, 2004, p. 116). A diferença entre mínimo e máximo parece desvanecer-se neste verso para surgir uma dissolução e um encontro, uma despolarização, algo a que, pelo menos poeticamente, não se pode fugir ou recusar. Como fugir a uma totalidade, a um encontro?

 

O grão de areia de Blake, a flor de Drummond, a rosa de Bandeira, a maçã de Sophia refletem             uma convergência em que o mínimo se une invariavelmente e de forma indissociável com o universal, em que ele é em si, não só o reflexo do todo, mas a sua expressão, visível e condensada, em que ele se afirma como uma unidade irrepetível e irreduzível. Disso nos fala também o poema “Vida menor” de Carlos Drummond de Andrade:

 

A fuga do real,

ainda mais longe a fuga do feérico, mais longe de tudo, a fuga de si mesmo, a fuga da fuga, o exílio

sem água e palavra, a perda voluntária de amor e memória, o eco

já não correspondendo ao apelo, e este fundindo-se, a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada, todos os gestos afinal impossíveis, senão inúteis,

a desnecessidade do canto, a limpeza

 

da cor, nem braço a mover-se nem unha crescendo. Não a morte, contudo.

Mas a vida: captada em sua forma irredutível, já sem ornato ou comentário melódico,

vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte),

vida mínima, essencial; um início; um sono;

 

menos que terra, sem calor; sem ciência nem ironia; o que se possa desejar de menos cruel: vida

em que o ar, não respirado, mas me envolva; nenhum gasto de tecidos; ausência deles;

confusão entre manhã e tarde, já sem dor,

 

porque o tempo não mais se divide em secções, o tempo  elidido, domado.

Não o morto nem o eterno ou o divino,

 

apenas o vivo, o pequenino, calado, indiferente e solitário vivo.

Isso eu procuro.

(ANDRADE, 2004, p. 144)

 

Um Olhar que humaniza: (Um sublime precário e humanizado)

 

A procura do mínimo que este poema exalta é também a procura de uma unidade, de uma completude.  Possível através da contemplação a vida é apreendida em sua forma irredutível, na sua unidade mínima, que não pode ser mais dividida ou decomposta – que é, por isso mesmo, unitária e total. Atentemos aqui na definição matemática da palavra irredutível: aquilo em que o radical não consegue admitir uma forma mais simplificada; nessa aceção o encontro, total e omnipresente, com o mínimo  é também o encontro com um estado de simplicidade, de um contacto direto com o mundo, de uma relação com ele que não está contaminada, que não está viciada, que é simples, direta e verdadeira. Em diálogo com Sophia, de um contacto justo com o objeto que dita um contacto justo com o homem. Pensemos na produção poética de Manuel Bandeira, e naquilo que o poema “Vida menor” de Drummond nos sugere, na desnecessidade do canto, na fuga do feérico, naquilo que se procura exprimir sem um excesso de retórica, “de ornato ou de comentário melódico”, sem um aparato artificial. Pensemos em como neste poema Drummond estabelece dois grupos semânticos opostos, um no campo do mínimo, do ínfimo e do residual e outro do lado do desproporcional, do excesso, do desmedido e do afastado, o excessivamente ambicioso, aquilo que faz perder o chão e se afasta da nitidez plástica e concreta da vida. Contra o excesso e a pretensão o poema de Drummond afirma um gesto de simplicidade, de condensação, de redirecção, um gesto de procura de uma relação justa, proporcionado por um olhar que faz lembrar um coração que bate muito perto da terra, (pensemos em Derrida), um coração pequeno, separado do chão apenas por uma finíssima camada de pele, o coração de um ouriço, que se eriça, que se contrai, que se condensa, e como este batimento se aproxima de um olhar para baixo, que procura estabelecer uma consonância com o mundo, um ato de simplicidade, olhar que reduz, mas que nesse ato de reduzir amplifica até ao infinito, e que desequilibra por isso uma escala, qualquer medição, qualquer contabilidade; olhar que desconstrói as noções de quantidade, que aproxima, que atinge aquilo que é irrepetível, na sua possibilidade geradora de diferença; olhar despojado, livre, silencioso, que se afirma como um exercício de rigor. Olhar que humaniza o objeto e nos humaniza (de novo Bandeira). Pensemos nesse olhar para o mínimo como um lugar de celebração e agradecimento, um gesto impessoal. comunitário e partilhável, um ato que que nos reconfigura. Que nos dá poder de concreção e visualidade. Um olhar com força. Que traça um círculo à volta de uma coisa, admitindo nele tudo o que lhe está ao redor, um ato de preenchimento que se confunde com o próprio ato de escrever.

 

REFERÊNCIAS:

 

ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Obra Poética. Porto: Assírio & Alvim, 2020.

 

ARRIGUCCI, Davi. Humildade, paixão e morte: A poesia de Manuel Bandeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

 

ANDRADE, Carlos Drummond. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004.

 

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

 

BLAKE, William. The complete poems. London: Pearson / Longman, 2007.

 

NEVES, Marcos Cesar Danhoni. Do infinito, do mínmimo e da inquisição em Giordano Bruno. Ilhéus BA: Universidade Estadual de Santa Cruz, 2004.

 

 

Nuno Brito nasceu no Porto em 1981.  É autor dos livros de poesia: Delírio Húngaro (2009), Antologia (2011), Crème de la Crème (2011), Duplo-Poço (2012), As abelhas produzem sol (2015), Estação de serviço em Mercúrio (2015) e O Desenhador de Sóis (2017).É leitor do Instituto Camões na Universidade da Califórnia em Santa Barbara onde vive desde 2015 e onde obteve o Doutoramento em Literaturas Brasileiras e Portuguesas, foi professor de Literatura Portuguesa na Universidade Nacional Autónoma do México onde viveu entre 2012 e 2014. Foi editor da revista literária Cràse e publicou em diversas antologias de poesia em Portugal, Espanha, México e Grécia, entre as quais a Antologia da Jovem Poesia Portuguesa (Atenas, Valkixon, 2021), a Antologia Lluvia Oblicua: Poesía Portuguesa Actual. (México: Círculo de Poesía, 2018), O Binómino de Newton e a Vénus de Milo: Poesia e Ciência na Literatura Portuguesa, organização de Vasco Graça Moura e Maria Maria Bochicchio (Lisboa: Aletheia, 2011) e Antologia Jovens Escritores 2008 (Lisboa, Clube Português de Artes e Ideia). Foi distinguido por duas vezes com o Prémio da Associação de estudantes da Faculdade de Letras do Porto na categoria de Poesia e Conto e foi selecionado para a Mostra Jovens Criadores (Literatura) 2008 em Lisboa.   É coordenador editorial juntamente com Maria Bochicchio da colecção Novíssima da editora Exclamação.Ode Menina é o seu quarto livro publicado pela editora Exclamação e reúne textos escritos entre 2018 e 2021, assim como alguns textos publicados anteriormente em livro.

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