ANO 9 Edição 98 - Novembro 2020 INÍCIO contactos

Autor Vários autores ; Carvalho Júnior, org.


12 poetas brasileiros do Maranhão    

POEMA N.1 |Adriana Gama de Araújo

                Sabes Ana? Já o sabes?
                    Kurt Schwitters

 

o tremor, a hesitação
sobretudo, a insistência

a vida inteira escrevo
o mesmo poema
com os ruídos e silêncios
de uma floresta noturna

a palma da minha mão é suja
meu corpo tem a altura do chão
um salão iluminado alegra
uma balada triste
deixe que teus olhos me vejam
na cidade dos edifícios.

 

 

 

 

 

 

CARTA À FILHA |Antonio Aílton

 

O mundo é sujo, filha, estende o teu vestido
e então por dois dias espera teu marido
se ele não vier, vive tua lenda
respeita a ti mesma e costura tua renda

Que dos maridos o inferno está cheio
o inferno, o Outro da ordem caseira
De muitas mulheres eu mesmo fui vampiro
eu mesmo fui o estrago, o pinto o trouxa o pato

Toda palavra pode ser mais doce
e algumas são tão doces quanto a passa
da madura fruta e refletida

Explode as palavras, e o silêncio
insiste em que trabalhe a teu favor
para ouvires o que nasce e pulsa em ti

 

 

 

 

 

 

PASTO |Bioque Mesito

quando fernando pessoa
ensaiava o livro do desassossego
minha avó debulhava juçara
nos brejos do interior

quando manuel bandeira
modernizava as cinzas das horas
meu avô galopava cavalos
pelas manhãs infinitas

quando jorge luis borges
ilustrava a história universal da infâmia
meu pai ainda caminhava
dentro da voz do meu avô

quando carlos drummond de andrade
apresentava a rosa do povo
o mundo se diluía entre guerras
meu pai carregava água nos ombros

quando pablo neruda
apaixonava com cem sonetos de amor
minha mãe descascava coco babaçu
para ajudar a renda da família

quando bandeira tribuzi
se mostrava em pele e osso
meus pais se encontravam
nos clubes de dança de são luís

quando cecília meireles
despetalava flor de poemas
eu nascia na benedito leite
com muita gritaria

quando luís augusto cassas
concatenava rosebud
eu nos primeiros versos
tomava um espanto

quando hagamenon de jesus
emplacava the problem
minha poesia começava a trilhar
entre as transições do mundo

quando ricardo leão
palpitava em primeira lição de física
meu combustível se expandia
em anticópias de paixão

quando antonio aílton
fulgurava com cerzir
há tempos já acreditava
na desordem das coisas
poesia essa ponte de significados
que trisca os olhos necessários
como se o tempo fosse incrustado
no penso parâmetro do porvir

 

 

 

 

 

 

UMA FLAUTA PARA DÉO SILVA E BRUNO CATALANO |Carvalho Junior

há um buraco, bem fundo,
na sombra que me acompanha,
e mais um na corcunda hereditária
que me descansa nas costas,
e mais um no coração aleijado
da rua José Feitosa Mourão,
e tantos mais, inumeráveis,
no útero seco do meu cadáver.

algumas das lágrimas que escondo,
sem lhes escandir as sílabas,
trabalharam, sem greve,
nesse esburacamento do mundo.

sou, ainda, aquele menino teimoso,
adiando o dia de ir embora de casa,
da casca, da margem do rio.

serei um viajante de Catalano,
em corrida para a secura do mar,
antes que as arcas ocas da noite se abram?

uma criança, sem olhos, encontrou uma flauta
— a mesma que faltou ao muro de Déo —
em um corpo de estátua, aberto, na praça,
oito séculos depois da minha última morte.

 

 

 

 

 

 

ANTICAGE |Celso Borges

 

a poesia é, de fato, o fruto
de um grito meu, teu, de todos nós
voz que acende um barulho
dentro da noite feroz
por isso tenho que gritar,
leitores surdos, ouvintes mudos
com versos, línguas, punhais, absurdos

porque a poesia é, na verdade, um mito
palavra que salta do papel e ousa
ave que pousa no risco do atrito

porque a poesia é uma bomba
susto que o homem ouve quase
como um avião cai
no corpo de um kamicase
e o silêncio é nada
argila seca, poeira disciplinada

por isso o poeta tem que gritar
gritar em suma
porque o silêncio, porra,
é porra nenhuma

 

 

 

 

 

 

O TORCEDOR |Dyl Pires

se passaram vinte e quatro anos 
depois que o autor de os conjurados morreu
tanto naquela época quanto agora
a poucas horas da missa de sétimo dia de Johnny Alf
o mundo não entristeceu
o mundo nunca entristece
com desaparecimentos assim
Matheus sim
Matheus sim sempre
o mundo não
o mundo não nunca
os conjurados de agora
estão aqui em Botafogo
assistindo o morcego da porta principal
estão por toda a Paulista
vendo o homem que engarrafava nuvens
os conjurados de agora
estão na Feira da Praia Grande
amontoados nos pés sujos da tia Amélia e da tia Lulu
discutindo as miudezas do belo
para próxima temporada de inverno das toadas de Boi
os conjurados de agora
aprenderam a rezar
e já são sensíveis

 

 

 

 

 

 

PÉS |Hagamenon de Jesus

Os meus pés no chão.
Os meus pés no chão também podem ser poesia.

Os homens e os seus pés plantados.
Mas mesmo com os seus pés plantados,
Os homens têm suas fantasias.
E não se sentem apenas terra,
E aceitam a espada da vertigem.

Somos feitos de terra e ar,
E a lama
Sobre o sopro não predomina.

Não adianta
Há algo que sempre te atrai
Para o disperso,
para o inconsistente,
Que afinal é sempre mais para cima.

Plantados,
Os meus pés no chão,
Eles nunca me enxergam,
No entanto, eu os contemplo
De baixo para cima.
E compreendo
Que não possuem paixão.
São pés,
Apenas caminham.
São bois,
Que jamais concebem o que é ser asa.

(Os teus pés te amam e caminham
E falam mal dos teus cabelos
Que se entregam impensadamente
Ao bom senso dos ventos, todos os dias)

O problema é que o homem pensa – imagina:
Asas de ser, asas de ser de cera, morte e maravilha!

Os meus pés
Me socorrem e me tolhem
Do perigo que em mim eu poderia...

 

 

 

 

 

 

INVENTÁRIO |Lindevania Martins

nem megera, nem vaca
nem vira-lata sem classe
nem bruxa na tapera
nem víbora ou puta de saia curta
nem sovaco peludo ou útero dócil
nem fóssil de Lucy ou Luiza
nem buraco fedido
nem cheiro de peixe
nem o olho da sogra
num feixe de espinhos
nem encarnação de Lilith
nem feminazi em fase kamikase

 

mas o começo do mundo

 

 

 

 

 

 

TREINAMENTO |Luiza Cantanhêde

Na barriga da minha mãe
Eu andava pelos babaçuais
Do Maranhão
Não sabia ainda a função
Do Machado
O coco aberto e ferido
O azeite
Depois conheci a fome
E a lâmina

 

 

 

 

 

 

Rixa |Neurivan Sousa

 

Não vejo as palavras
Como espuma ou pétalas Nem como aço ou brasas Porque seu peso e nit
Têm a estirpe do silêncio

O meu medo não consiste
Em que elas se desgastem
Na cronologia das línguas
Na surdez dos incrédulos
Mas que deste seu súdito
Se desgostem e se apartem

Eu quero uma palavra Nova intacta e físsil
Para desfazer o mundo
Porque o ofício do poeta
É rivalizar com Deus.

 

 

 

 

 

 

PASSWORD |Ricardo Leão

 

A tua senha deve conter, ao menos,
Uma letra maiúscula e máscula,
A linguagem de todas as palavras,
A firma reconhecida de Marx.

Deve caber todo signo e zodíaco,
Todos os centauros, musas e grifos,
Um pouco também da alma do diabo,
E as sete chagas de Cristo e Mefisto.

Deve conter um número incógnito,
O enigma da esfinge e um mistério,
Uma série de mantras inaudíveis,
Os segredos do cosmo e do eterno.

A tua senha deve ter um símbolo,
Repleto de aliterações sinestésicas,
Um tratado completo de poética,
Uma filosofia sem ética e estética.

Em tua senha deve conter sonhos,
A sanha de lírios e de delírios,
A galáxia em volta de toda órbita,
A orbe e a urbe, o ubre e a obra.

A tua senha deve ser um hieróglifo,
Uma escrita rúnica e cuneiforme,
Onde caibam papiros e alfarrábios,
E também o sangue de uma virgem.

A tua senha deve conter o sonho.

 

 

 

 

 

 

 

ÍNDICE |Viriato Gaspar

[Para Ferreira Gullar]

O homem é a matéria do meu canto,
qualquer que seja a cor do que ele sente.
E não importa o motivo do seu pranto,
é um homem, meu irmão, e estou doente
de sua dor, e é meu o seu espanto
do mundo e desta hora incongruentes.
Na trincheira do Verbo me levanto
contra o que contra o homem se intente.
O homem é o objeto e o objetivo
de quanto sei cantar, e o canto é tudo
que pode me explicar porque estou vivo.
Às vezes sou ateu, noutras sou crente,
em outras sou rebelde, em algumas mudo:
— sou homem, e canto o homem no presente.

 

 

(I). Adriana Gama de Araújo [São Luís-Maranhão]. Poeta, editora e historiadora. Mestre em História pela UFRN. Professora da Rede Pública Estadual e Municipal.  Vencedora, em 2017, do III Festival Poeme-se de Poesia Falada. Publicou, em 2018, pela Editora Penalux, seu primeiro livro de poesia, “Mural de Nuvens para Dias de Chuva”. Publicou, em 2019, seu mais recente livro de poemas, “TRaNSiTo”, pela Olho D'água Edições. Participou da antologia “Babaçu Lâmina – 39 poemas”. Org. Carvalho Junior, em 2019. Tem poemas publicados na Variações – Revista de Literatura Contemporânea, Revista Revestrés e Mallarmargens – Revista de poesia e arte contemporânea, todas em formato digital. 
 
(II). Antonio Aílton [Bacabal – MA, 1968]. Poeta, professor e pesquisador da poesia contemporânea. Tem participado nos últimos 30 anos, mais diretamente, do cenário cultural e literário da cidade de São Luís do Maranhão. Doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de    Pernambuco (UFPE). Livros publicados: Cerzir – livro dos 50 (Poesia, Penalux, 2019), Martelo & florhorizontes da forma e da experiência na poesia brasileira contemporânea (Tese-ensaio, EDUFMA, 2018), Os dias perambulados e outros tOrtos girassóis (Poesia, Fundação de Cultura do Recife, 2008), Compulsão Agridoce (Poesia, Paco Editorial, 2015), Humanologia do Eterno Empenho (Ensaio sobre a poesia de Nauro Machado, FUNC, 2003), As Habitações do Minotauro (Poesia, FUNC-MA, 2001). Membro da Academia Ludovicensse de Letras, cadeira de Maranhão Sobrinho.
 
(III). Bioque Mesito. Poeta, nascido sob o sol de aquário em 3 de fevereiro de 1972. Possui vários prêmios em concursos de poesia em âmbito local, regional e nacional. É autor dos livros de poesia A inconstante órbita dos extremos (Editora Cone Sul-SP, 2001); A anticópia dos placebos existenciais(Edfunc-MA, 2008); A desordem das coisas naturais(Editora Penalux-SP, 2018) e Odisseia do nada registrado(Editora Penalux-SP, 2020).
 
(IV). Carvalho Junior [Caxias/MA, 1985]. Professor, ativista cultural, gestor público e poeta brasileiro. Vencedor do Troféu Nauro Machado, categoria poema, no I Festival Maranhense de Conto e Poesia (Universidade Estadual do Maranhão, 2015). Publicou os livros de poemas Mulheres de Carvalho (Café & Lápis, São Luís, 2011), A Rua do Sol e da Lua (Scortecci, São Paulo, 2013), Dança dos dísticos (Editora Patuá, São Paulo, 2014), No alto da ladeira de pedra(Editora Patuá, São Paulo, 2017) e O homem-tijubina & outras cipoadas entre as folhagens da malícia (Editora Patuá, São Paulo, 2019). Organizou a antologia Babaçu Lâmina – 39 poemas (Editora Patuá, São Paulo, 2019), tendo organizado, também, anteriormente, em parcerias, a Antologia Poetas Locais Integrantes da Noite Universal (e-book, 2019, org. com Ricardo Leão) e a antologia/caderno de poemas Quibano: 15 poetas do Maranhão (Appaloosa Books, 2017, org. com Antonio Aílton). Membro da Academia Caxiense de Letras e da ASLEAMA, pesquisa vida e obra do poeta Déo Silva. Realiza, com algumas parcerias, o sarau/encontro de poesia Na Pele da Palavra e faz parte dos coletivos de autores Academia Fantaxma e Os Integrantes da Noite. Participou com o poema Abrigos da Exposição POESIA AGORA (Itaú Cultural, Rio de Janeiro, 2017).  Foi o curador da Exposição Sementes de Poesia, em Caxias/MA, no espaço do Caxias Shopping Center (2018). Edita a página de poesia Quatetê. Integra o Conselho Editorial do Círculo Poético de Xique-Xique. Tem poemas publicados em jornais, antologias literárias e revistas do Brasil e do exterior. Possui poemas vertidos para o espanhol por Antonio Torres e Clarissa Macedo.
 
(V). Celso Borges. Poeta, jornalista e letrista, parceiro de Zeca Baleiro, Chico César, Assis Medeiros, Nosly e Criolina entre outros. Tem 11 livros publicados, entre eles NRA (1996), XXI (2000), Música (2006) e Belle Époque (2010). Desenvolve projetos de poesia no palco desde 2005: Poesia Dub, com Otávio Rodrigues; A Posição da Poesia é Oposição, com Christian Portela e Luiz Claudio Farias; e Sarau Cerol, com Beto Ehongue. Tem poemas publicados em revistas de literatura, entre elas Coyote, Oroboro e Poesia Sempre. Foi curador da Feira do Livro de São Luís (FeliS) em 2013 e 2014.
 
(VI). Dyl Pires [São Luís/MA, 1970]. Poeta e ator, vive em São Paulo. Esteve em cartaz nos espetáculos: Terra dos Outros Felizes (2017), Você Está Livre (2015), Não Vencerás (2014), Não Saberás (2014), Édipo na Praça (2013), Edifício London (2013), Satyros Satiricon (2012), Roberto Zucco (2010), entre outros. Publicou os livros de poesia: Queria falar do deserto dos dias apressados (Chiado books, 2019), Éguas (Pitomba, 2017), O Torcedor (Pitomba, 2014), O Perdedor de Tempo (Pitomba, 2012) e O Círculo das Pálpebras (Func, 1999). Tem ainda, poemas publicados no Jornal Rascunho, Revista Pitomba, Acrobata, Quatetê e Germina – Revista de literatura e arte. Como ator, recebeu em 2014 da câmara municipal de São Paulo, a Outorga de Salva de Prata pelos 25 anos da Cia de Teatro Os Satyros, da qual integrou o elenco de 2009 a 2014.
 
(VII). Hagamenon de Jesus [São Luís/MA]. Poeta e ensaísta brasileiro. É o autor do livro THE PROBLEM e/ou os poemas da transição. A presente seleção de poemas foi publicada no caderno/antologia QUIBANO: 15 poetas do Maranhão. (Org. Carvalho Junior & Antonio Aílton).
 
(VIII). Lindevania Martins. Poeta e contista. Mestre em Cultura e Sociedade. Defensora pública de Defesa da Mulher e População LGBT. Autora dos livros: Anônimos, Zona de Desconforto, Longe de Mim e Fora dos Trilhos.
 
(IX). Luiza Cantanhêde. Poeta, natural de Santa Inês/MA. Reside em Teresina-Piauí. Possui formação em Contabilidade, membro fundadora da Academia Piauiense de Poesia. Membro da Academia Poética Brasileira. Membro da Associação de Jornalistas e escritoras do Brasil, coordenadoria Maranhão.  Tem poemas publicados em antologias nacionais e internacionais. Publicou pela Editora Penalux os livros de poesia: Palafitas (2016), Amanhã, serei uma flor insana (2018) e Pequeno ensaio amoroso (2019). Recebeu menção honrosa no Prêmio H. Dobal da Academia Piauiense de Letras, no Prêmio Vicente de Carvalho (2018) e no Prêmio Álvares de Azevedo (2019), estes dois últimos pela União Brasileira de Escritores. Recebeu, em Pernambuco, o prêmio Destaque Nordeste (2019). Tem poemas traduzidos para o italiano e para o espanhol.
 
(X). Neurivan Sousa. Poeta e professor, natural de Magalhães de Almeida-MA (1974), mas radicado em Santa Rita. Membro fundador da Associação Maranhense de Escritores Independentes (AMEI) e Membro Correspondente da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes (AICLA). É autor de Lume (2015), Palavras sonâmbulas (2016), Minha estampa é da cor do tempo (2018) e da trilogia infantojuvenil O pequeno poeta.
 
(XI). Ricardo Leão é o nome literário de Ricardo André Ferreira Martins. Nasceu em São Luís do Maranhão, aos 2 de março de 1971. Poeta, ficcionista, ensaísta, professor universitário. É autor dos seguintes livros: Simetria do parto(2000, poesia, Editorial Cone Sul, Prêmio Xerox de Poesia), Tradição e ruptura: a lírica moderna de Nauro Machado (2002, ensaio, SECMA), Primeira lição de física (2009, poesia, SECMA, Prêmio Gonçalves Dias de Poesia), Os dentes alvos de Radamés (2009, 1ª. edição, SECMA, Prêmio Gonçalves Dias de Ficção; 2016, 2ª. edição, Benfazeja), No meio da tarde lenta(2012, poesia, Paco Editorial) e Os atenienses e a invenção do cânone nacional(2011, ensaio, 1ª. edição, Ética, Prêmio de Ensaio da Academia Brasileira de Letras de 2012; 2013, 2ª. edição, Instituto Geia), A plumagem do silêncio (2015, poesia, Nobres Letras), Minimália ou O Jardim das Delícias(2017, poesia, Penalux), A episteme do efêmero(2020, poesia, Patuá).

(XII). Viriato Gaspar [São Luís/MA]. Poeta e jornalista brasileiro, radicado em Brasília-DF desde agosto de 1978. Funcionário de carreira do Superior Tribunal de Justiça. Possui participações em relevantes antologias poéticas nacionais. Vencedor de muitos prêmios literários com uma bibliografia do mais alto nível. Ao lado de outros poetas como Luís Augusto Cassas, Chagas Val e Raimundo Fontenele, fundou e integrou o Antroponáutica, movimento literário do Maranhão de grande destaque na década de 70. É o autor de Manhã Portátil (1984), Onipresença (versão incompleta, 1986), A Lâmina do Grito (1988), e Sáfara Safra (1996) entre vários outros títulos inéditos. Os poemas desta seleção foram extraídos do caderno/antologia Quibano, organizado por Carvalho Junior e Antonio Aílton.

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Revista InComunidade, Edição de Novembro de 2020


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Foto de capa:

WALTER MOLINO, 'Cartoon publicado no jornal Domenica del Corriere', 16 de Dezembro de 1962.


Paginação:

Nuno Baptista


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