ANO 9 Edição 97 - Outubro 2020 INÍCIO contactos

NILMA LACERDA


NOCTURNO EM MACAU    

Para Manuel de Almeida
“Veio a noite do baile e a baronesa vestiu-se.”
Machado de Assis.

Do outro lado do mundo, essa Macau de que falo, dia e meio para chegar, viajando a 900km/h, e uma escala. Pode ser maior a viagem, dois dias inteiros, dependendo do roteiro escolhido. A língua portuguesa, tão improvável que a falem tão longe. E não falam mesmo, foi o que Leila assegurou. Esteve lá, 15 dias, foi a um simpósio de língua portuguesa. Viajou por mim, me trouxe retratos, postais, até um diário de viagem, que chique. Não gosto de viajar, enjoo muito. Tanto faz navio, avião, ônibus, mesmo com medicação bem antes da viagem acabo sucumbindo às vertigens, chego ao local um farrapo, passo dias na cama, tentando me recuperar. Hora de voltar, e as paredes ainda se movem à minha volta. Busquei tratamento, não consegui bons resultados.

A alma não se conforma com essa limitação. Amarguei por muito tempo a impossibilidade, até decidir que o mal tinha remédio. Sou estilista, tenho invejável carteira de clientes, mulheres com dinheiro, amantes ou maridos que gostam de tê-las longe, algumas vezes ao ano. Viaja por tédio, a maioria delas.  Por que não injetar um pouco de animação no roteiro?

Comecei a trocar parte de meus serviços, o modelo que acabou de sair na Vogue, por relatos, postais, fotografias, os mil papeizinhos que são recolhidos ao longo das viagens, tíquetes de metrô, ônibus, entradas de teatro, folhetos de museus, guardanapos. Estranham, a princípio. Minhas clientes são sofisticadas, e me sabem refinado. Por que não viajava eu mesmo? Abolia as explicações, expunha o trato: podiam escolher a peça que quisessem, sem precisar pagar por ela caso o material trazido fosse interessante. No caso dessas lembranças estúpidas que sequer justificavam o sacrifício de andar pendurado pelos céus uma dúzia de horas, o preço seria dobrado. Retirava-me da sala, deixando-as com minha assistente para, em liberdade, tomarem sua decisão. Quando aparecia de volta e mandava servir o chá, cerca de meia hora depois, a resposta costumava ser
 positiva. O cobiçado presente e a vaidade do encargo excitavam a todas.

Com o que me chega, componho meus álbuns de viagem. Sem rei a quem servir, não alimento ambição de me comparar aos escrivães de bordo dos velhos navegantes, nem aos cibernautas com seus blogs de viagem, posts contínuos e mil fotos por dia nos sites de relacionamento. Mas corre entre meus dedos o desejo de estender um destino de viagem como tecido flexível, cortado e costurado de maneira adequada, o que a maioria de minhas clientes não sabe fazer. Umas preguiçosas. Entregam tudo aos fiapos, acaso não sabem de agulha e linha? Eu é que recorto, ajusto e monto. Quero os álbuns de viagem impecáveis, como cada roupa que assino.

São ignorantes também. Veem mal, recolhem pior. Tenho que me desdobrar para verificar o que é verdade, o que é invenção ou restos de antigas viagens que me entregaram de forma a garantir o modelo grátis. Faço isso com prazer, recordando a profissão anterior. Estudei Letras, fui ser editor, profissão de homem. Até minha mãe morrer. Aquele coração frágil desligou-se do mundo como um aparelho a que puxassem a tomada. Voltei-me para meu pai, ao sair da missa de sétimo dia:
– Amanhã é meu último dia como editor. Vou me dedicar à vocação de estilista.

— Sua mãe gostaria disso, achava você muito infeliz ultimamente.

Não entendi nada. Tudo o que sufoquei por ela.

– Mas para mim isso é coisa de maricón, como dizem os espanhóis. Faça-me o favor de não aparecer em casa enquanto não mudar de ideia.

Eu estava na rua, e por causa dos espanhóis, deduzi. Mas não guardei raiva deles, o primeiro álbum que montei foi de uma viagem a Madri e Santiago de Compostela. Quem me trouxe fotos estupendas, observações inteligentes e uma história deliciosa sobre uma tarde chuvosa em Pontevedra foi María Teresa, uma argentina casada com um empresário. Estava com uma amiga cubana, de pai espanhol, e decidiram cumprir a promessa que a outra fizera a ele de um dia visitar sua terra natal. Pontevedra em tarde de chuva forte e constante, duas horas entre o trem de chegada e o de partida, a catedral fechada, as ruas desertas, a pedra das ruas e das casas debaixo d’água, livrando-se da poeira. Mal abrigadas com um pequeno guarda-chuva, viram um portão aberto, um pequeno pátio, um corredor, vamos por aí, decidiram. Entraram em um lugar magnífico, “Doctor Livingstone ¿supongo?”, perguntava o letreiro. Não eram Livingstone, e diriam que sim. Uma cervejaria como se estivessem nos anos 1950, fotos das expedições de Livingstone, uma África de filmes de Tarzan, mesas, cadeiras, espelhos e uma antiga simpatia! Que sabor tinha a cerveja, me assegurava María Teresa, mostrando fotos, alinhando cartazes e postais, notas tomadas no caderninho que sempre a acompanhava. 

María Teresa fez outras viagens, compusemos belos álbuns. Funcionávamos como parceiros em uma bicicleta Tandem, essas que têm dois assentos e quatro pedais para que duas pessoas pedalem juntas.  Parece fácil, mas é necessário um ajuste muito grande entre os parceiros para uma bicicleta dessas andar sem incidentes. Pena não ter sido ela a ir a Macau. Estaria tranquilo, atestando a veracidade do diário de viagem, entregando-me a um mundo estrangeiro de fato. Leila foge ao padrão de minhas clientes. Paga ela própria suas viagens, apesar de bem casada e, embora não seja rica, faz pelo menos duas viagens internacionais por ano. Assim me contou Carmen, uma de minhas socialites preferidas. 

Não queria, como os outras, uma boa quantidade de roupas novas. Escolheu três peças que fariam com que estivesse bem vestida em qualquer ocasião. Isso me agradou, apesar da reserva entre nós. Macau não era um destino de desprezar, fiz a oferta de sempre, e ela não aceitou. Me disse que traria seus apontamentos espontaneamente, viaja tomando notas.

Leila honrou sua palavra e me trouxe o diário. Começa com a citação de um romance, quem conta uma viagem assim? Me trouxe também algumas fotos, postais, um souvenir. A “Travessa da Paixão”, o azulejo branco com bordas e letras em azul cobalto usado para sinalizar as ruas em Macau, assinala um canto especial de meu ateliê. Fotografei-o e virou capa para o

Álbum de Macau

Nisto, no cruzamento à direita, a fachada de São Paulo.  [...]E entretanto as mais desordenadas ideias a atormentá-la:  se o suicida teria se atirado lá de cima de um golpe como uma estrela-cadente (a madre dissera que eles se despenhavam) ou se, tal uma ave de grande porte, vasto, o seu voo, e devagar.

Maria Ondina Braga, a última frase de seu Nocturno em Macau,  me espreitava sem que o soubesse nos antecedentes dessa viagem, projetada havia quase um ano. As providências avançavam, inscrição de trabalho, bilhete aéreo, reserva no hotel, e a dúvida latejando: devo mesmo ir? O ano especialmente difícil, este simpósio de Língua Portuguesa em Macau, bem além dos terrenos a que estou acostumada, este diário de navegação, tarefa e álibi de viagens. O calendário indiferente pingando avisos, é semana que vem, é amanhã, é hoje. Deixei em solo a vida que pesava, embarquei.

Macau, 28 de agosto de 2011

O avião pousa em Hong Kong. Tomo o ferry no próprio aeroporto, a imigração só acontece em Macau. Mostro o nome do hotel escrito em chinês ao taxista, conforme recomendado, ouço uma pronúncia oriental para Taipa, a ilha em que o hotel está situado, chego ao Regency, corro para trocar na recepção os dólares norte-americanos por patacas, recebidas com resmungos pelo motorista, que preferia dólar de Hong Kong.

Na recepção, o inglês é a língua que me atende. O português? Sequestrado desde o e-mail inicial, em que solicitava a reserva para o período do simpósio: “Dear Madam. Write in english, please”. E a condição de língua oficial? Dois mil portugueses em meio a cerca de 550 mil habitantes, que força têm? Nomes portugueses que encontrarei escritos por toda a parte, este livro que logo descubro, em exposição no hall do hotel:


Um marinheiro em Macau
1903
Álbum de viagem
Filipe Emílio de Paiva
1° tenente de Marinha
Museu Marítimo de Macau, 1997

A língua portuguesa, rastro de caravelas e porões.

Levantado do chão, o portal de São Paulo deixa que luz e vento o transpassem, permite que o visitante perceba o dentro e o fora como questão de direito e avesso. Um ferrão de abelha preso à terra, que não conseguiu se livrar dele depois de mordida, o portal resiste a tufões, a impérios caídos.  Os capitéis são mais altos que tudo em volta, e creio que deles se poderia ver o templo da deusa A-Ma, na colina junto ao porto em que os portugueses chegaram.      

Macau, 29 de agosto de 2011

Na boca do navegante português, A-Ma-Gao, baía da deusa A-Ma, vira Macau, território sob o domínio de Portugal até 1999, quando se torna região administrativa especial da China. O império comercial lega à Ásia essa língua portuguesa que venho ávida ouvir em Macau, e que me é negada no hotel, na rua. Vou encontrá-la pródiga no III Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa (SIMELP), realizado na Universidade de Macau, sob a presidência do professor Roberval Teixeira e Silva, brasileiro aqui radicado. Aprendo que a implantação do ensino do português na China é fruto direto da viagem do então vice-presidente João Goulart, em 1961, e o grande interesse que o idioma desperta atualmente é devido à posição do Brasil no cenário mundial.  É preciso aprender o português para falar ao parceiro distante nessa língua que não interessou aos chineses ao longo dos séculos de domínio, mas que transportou marcas da cultura europeia, trouxe divisões étnicas profundas e um sofrimento para os mestiços que alguns autores narram, tomando entre as unhas a pele das palavras. As intervenções no simpósio são pródigas, dicções saborosas de uma língua que cruzou mares, emprenhou culturas. Por África, Ásia e América, a língua portuguesa pariu rebentos fortes. O linguista brasileiro Marcos Bagno constata a crioulização das línguas modernas, no processo de mescla entre idiomas locais e os trazidos pelos colonizadores. Não há idioma puro, as línguas faladas no século XXI nutriram-se do húmus fecundo de batalhas e comércio. Uma viagem é isso: grande batalha, forte comércio. Deste III SIMELP, da viagem a Macau, ponho na bagagem o conceito de que “a língua portuguesa dá dinheiro”.

A antiga rua do Buraco d’Água, hoje rua do Campo, cruza com a rua Pedro Nolasco da Silva. Deveria, em dado momento, ter-se chamado rua Dr. Edgard de Souza, mas este médico que atendia aos pobres acabou deslocado para o bairro popular de Fai Chi Kei. Antepassados de Rui Manuel de Souza Rocha, saudosos como ele, talvez, dos azuis atlânticos, ajudaram a construir este território, pátria de exílios permanentes.  

Macau, 3, 4 e 5 de setembro de 2011

Vim a Macau seduzida pelo português distante, e advertida previamente sobre a decepção que teria. Quase não se ouve português em Macau. Na visão de Rui Rocha, diretor do Instituto Português do Oriente (IPOR), uma das razões da pouca presença do idioma estaria na falta de integração entre as culturas. “Portugal virou as costas para os chineses”, diz, avaliando como indiferença o que costuma ser tomado como convivência pacífica entre os dois povos. Se a divindade budista Na Tcha e o cristão São Paulo mantiveram seus templos lado a lado, é porque os fiéis não se misturavam uns com os outros. Pragmáticos, os chineses aceitavam a presença estrangeira por interesse do comércio que bem faziam os portugueses. Fazem-no ainda, navegando em águas presentes, trabalhando para preservação da cultura portuguesa no território que ocuparam por cinco séculos. Hoje, em Macau, o português é uma saudade estampada nos dizeres de monumentos e edifícios públicos, uma ausência nos hotéis, mesmo quando um dos espaços do restaurante do Regency chama-se A Pousada Café.

Mesmo assim, o IPOR e a Fundação Oriente publicam obras de interesse variado e literatura macauense em língua portuguesa, pois “a língua portuguesa não foi só língua de comércio, mas também de cultura”, me diz Manuel Francisco Moreira de Almeida, responsável pela biblioteca Camilo Pessanha, do IPOR, onde passei horas das mais agradáveis de Macau. O aroma a madeira e papel, a luz no ponto justo para a leitura, a penumbra em volta, halo de leitores.  Conversamos muito à vontade, fala-me de certo livro, “grande demais para o que está lá escrito”, entusiasma-se com o novo acordo ortográfico: “o preço dos livros ficará mais barato, editoras fortes em Portugal apostam no Brasil”. O assunto chega ao clima, aos tufões, à cauda dos tufões. Lembro da origem árabe da palavra, ele me diz: “Nós, portugueses, se não tivéssemos estado aqui em Macau desconheceríamos esta palavra.” 

Perder uma palavra na língua. De que tamanho a lacuna? Que forças, que debilidades sem a expressão devida?

Me fala ainda, este bibliotecário, de Nocturno em Macau. “Está esgotado”, adverte. “Você não vai encontrá-lo.” Falo em compra via web, recurso à Biblioteca Nacional em Lisboa. Acredita que não vou conseguir. Saio dali, passo em frente à Livraria Portuguesa, onde já fiz compras em outros dois momentos. Entro, pergunto pelo livro à gerente, que me atende em português, mas ordena a busca em chinês ao funcionário, e ele me vem com o livro. Este bibliotecário tem o tesouro no jardim, e não o sabe? Saio da livraria ao lado de Ester, a professora portuguesa em Macau apaixonada por um chinês, submissa ao preconceito e lutando contra o desejo, guardando na gaveta a carta de amor cujas exatas palavras nunca soube quais eram. Ela me acompanhará nas muitas horas de leitura, pousará comigo em Londres, dormirá comigo ainda algumas noites no Brasil. Escrevo, fascinada, a Manuel Francisco, falando da revelação que foi esta autora para mim, agradecendo a partilha.   

Aguardo outras revelações. Embora chegada a Macau há apenas dois anos, a professora Ana Paula Dias, que apresenta pontuações oportunas sobre o ensino de português como língua estrangeira, é uma boa cronista da terra. Me promete uma crônica sobre a experiência de consultar um adivinho em Fai Chi Kei. (Quando o ônibus passa com esse letreiro, penso em desvios. Custaria achar um intérprete e meu tempo em Macau se esgota.)

Ando pela cidade, passeio pela avenida D. João IV, pelo largo da Companhia de Jesus, passo ao largo de Camões, depois ao de Santo Antonio. Encontramos a creche O Paraíso Infantil, a igreja de Santo Antonio, o prédio da Fundação Oriente, o beco da Romã, subimos a escada do Coxo, em Vila da Taipa. Marcando o caminho, as delicadas placas de cerâmica branca, o azul forte nas margens e letras, nos caracteres.

Caminhei por mais de uma hora pelo jardim de Lou Lim Ioc. Muitas plantas semelhantes às que conheço no Brasil, algumas mesmo de meu jardim. Salgueiros-chorões, lagos, orquídeas, estátua de deusa com ganso, painel de cerâmica, peixes, tartarugas, pontes. Ilha no lago, lótus, bonsais, bancos, grutas.

Uma língua que navega instala-se, cria raízes. Contamina-se, mostra-se patoá, se rarefaz à partida das caravelas. Mas uma língua é quem nela habita e professa, e faz da cultura que a abriga um movimento permanente, onde cabem, como nos jardins, desvãos, pontes, vazios e labirintos. Síntese de yin e yang, essa língua portuguesa em Macau move-se no diapasão aberto por Maria Ondina: “Há na literatura chinesa um verso que define uma bicicleta: ‘Só quando avanço é que não caio’”.

“Só quando avanço é que não caio.”

Nos dias de muito tédio, abro meus álbuns de viagem e ao vê-los como um recorte plausível do estrangeiro me pergunto se não foi essa a maneira de exercer, por baixo da profissão atual, um pouco da anterior. Quando escrevo me sinto inteiro, diziam alguns autores. Quando coso umas às outras as impressões que me chegam, dou acabamento aos relatos, ponho nas casas e bainhas as minúcias das cidades, experimento a mesma sensação de inteireza, parece que nasci para isso. Viajantes dizem sentir coisa semelhante, em lugares específicos. “Tenho a impressão de que nasci aqui” é forma de justificar a familiaridade intensa com o lugar visitado. Macau me trouxe essa sensação. E menos por meio de Leila, que por Ester, suas travessias pela cidade, a viagem de barca para a ilha de Coloane, uma cauda de tufão que pegou certa vez.

Nocturno em Macau. O livro existe. Quanto ao resto, nada posso afiançar. Já disse, Leila não é como as outras, não me inspira confiança.

 

* Este conto foi publicado originalmente em Mapas de viagem, do grupo Estilingues; Alexandre Brandão, Cristina Zarur, Marilena Moraes, Miriam Mambrini, Nilma Lacerda, Sônia Peçanha e Vânia Osorio. Niterói, Editora Alternativa, 2012.   

 

Nilma Lacerda: Escritora brasileira, nascida no Rio de Janeiro, autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, Pégaso na sala de jantar. Tradutora, ensaísta, recebeu os prêmios Jabuti, o Prêmio Rio, o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil e outros. Escreve para a Revista Pessoa de Literatura Lusófona (www.revistapessoa.com ) e São Paulo Review (www.saopauloreview).

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