ANO 9 Edição 94 - Julho 2020 INÍCIO contactos

Luciana Siebert


Pelo direito de amar monstros: três contos    

Dalila Passarinho 

O joelho roxo na sombra do vazo sanitário
Dalila dormia com as tesouras
Aguardando o fim repentino da morte 
E o chamado de outra primavera chuvosa


 
Esferas jorram pelas trompas desse útero! Impenetráveis. Violentas. Dizia escolhendo outro objeto cortante no chão e subindo nua em um boi cavalgando feito uma criança indolente. Quando desce do animal, Juarez se gruda nas pernas da irmã pressionando seu pintinho de forma carinhosa na curva suave de seus pés olhando para cima impressionado com os seios da irmã tão semelhantes ao da mãe. Eca Juarez! Pare de se esfregar em mim! E às pressas veste a enorme camiseta enquanto desvia das montanhas de merda espalhadas pelo quintal florido. Dalila! Venha aqui na cozinha! Possuída, a mãe mergulha a mão da menina num caldeirão de polenta mole e fria e segura ali o tempo exato de um grito cortante. Juarez tão mal enxerga por cima da mesa, pega a tesoura e fura o pé da mãe num golpe e corre com a irmã para o mato. Que enorme essa floresta Juarez. Vamos morar aqui. Sei de um pé de abacate próximo à casa da senhora sem pele que vive em uma cabana próxima ao rio. Lá estaremos seguros.

Onde estão as facas que você roubou, Juarez? Até os ratos embuchados com as migalhas que caem dessa boca suja estão entediados. Acabou a enxurrada, acabou o chafariz, nem gota nessa cachoeira. Nem para cuspir.   

Nada lhe assombra tanto quanto o silêncio de Juarez. Ainda hoje tropeça no comprimento. “Morte por botões!”. Fechando um por um.  Isso poderia ter sido o suficiente para ser tudo. Também se quebra o que está parado, também os móveis envelhecem. Olhando para o céu, Dalila pensava… hoje não tem estrelas, não tem nuvem contemplativa.

Que diabos são essas lembranças? Ouço algo. A guerra que me chama! Bombas de uva! Usarei meus poderes de árvore! Tragam-me o cavalo! E Dalila Passarinho parte de bicicleta pela estrada de barro. 

Minutos longos se passaram e o galope do cavalo a fazia respirar de forma ritmada ajudando a controlar o medo que sentia das mariposas que a observavam. Já muito longe de casa, Dalila Passarinho esticou seus braços enrugados e fininhos como palitinhos e em completa concentração alçou seu voo quando é surpreendida por um sapo que fugindo a acerta em cheio no meio da cara. 

Sua dentadura cai do céu e acerta a cabeça de Juarez que passava com duas gaiolas por cima de um riacho raso e morno. 

- Juarez, por gentileza, você pode me devolver meus dentes? Preciso defender meus companheiros da guerra que se aproxima. E não posso chegar lá sem meus dentes. 

- Mas Dalila, você nunca teve dentes, você é um passarinho, se lembra? 

- Então me liberte dessa gaiola! 

- Mas se eu te soltar da gaiola eu nunca mais a verei. 

- Mas veja Juarez, você tem duas gaiolas... ao menos me coloque na outra gaiola para eu cantar junto ao outro passarinho. 

- De forma alguma! Sei que vocês armaram contra mim. 

- Impossível Juarez, veja nosso tamanho! Não podemos nada contra você. 

- Prefiro lhe devolver os dentes. 

Mas de que me servem os dentes se não poderei continuar meu caminho até à guerra. Como comerei as bombas de uva? E se tu me soltasse e eu não fosse embora?

 

Dalila ficou pensativa enquanto Juarez seguia caminhando balançando as gaiolas para frente e para trás derramando toda a água e todo o alpiste. 

Ao chegar em casa, Dalila estava suja. Ela encostou a bicicleta na parede da casa. Ando tão cansada.... É sempre perturbador lembrar de seu canto. Veja, Glória! Lá vai ele no alto. Haveriam novas gaiolas? Seriam elas espaços mais amplos com pequenas banheiras de cerâmica pintadas à mão? Teria mais luz? Me sentiria menos sozinha? A geometria não é sagrada Glória. Alguém roubou meu perfume! Sei que foram as baratas! Voltarei hoje à noite para a guerra.

Se ao menos Juarez tivesse colocado os passarinhos na mesma gaiola! Dalila voltou para a cozinha. Novamente havia trocado de perucas. 

 

 

 

 

 

 

Joyce  

 

Enquanto o vazio não preenche todos os espaços 
Nada transborda 
Nada se cria
São apenas faróis e vento  
Não existe silêncio depois de tanto grito.

 

Seu casamento coletivo foi logo que saiu da cadeia com direito a laquê, brinde, vestidos de cetim colorido, calça jeans e camisa fechada até o pescoço magro. Osmar era seu advogado, adotou Joyce que aproveitava a visita íntima sábado sim, sábado nunca. Na cama de pedra ela violava o futuro marido ansiando o bolo seco que a observava do assento da cadeira azul de ferro. Seu apelido era Joyce Camundongo. Trazia e levava, entrava em qualquer lugar, chupava qualquer coisa. Um ano no inferno e depois cozinha penitenciária e centro social. 2 semanas a menos. Foda-se, pensava. 

Agora livre passou uma tarde inteira com a avó de Tiago que fez xixi no estofado de veludo enquanto conversava na sala fúnebre de visitas. Ela limpou a velha porque rico não coloca a mão em merda. Experimentava tudo que tinha no banheiro e depois passava a toalha de rosto na bunda. Normalmente roubava calcinhas importadas de rendas e apliques, vestidos de marca de tecido fino. Excepcionalmente nunca lhe serviam os sapatos. Joyce acumulava um guarda roupa impecável e luxuoso. Comia sempre tudo o que tinha na geladeira, principalmente a comida reservada para as crianças, o suquinho de caixinha, sucrilhos e chocolate. Tiago perguntou se ela tinha visto os brincos de brilhantes da sua avó pelo chão aquele dia. Marcaram outro encontro enquanto Joyce fritava ovo com seu cabelo enrolado em pequenas espuminhas cilíndricas cor-de-rosa.

Ela levou o café para Osmar, o penetrou com o cabo de madeira da escova de cabelo. Não por prazer, por meditação. Mantinha uma postura calma com o joelho apoiado na cama. Fazia tudo lentamente, numa espécie de transe arrastado, cuidando para não estragar suas unhas de acrílico recém-pintadas de verde. Ela odiava ver manchado de fluidos corporais o lençol mil e duzentos fios. Seu estoque de mesa e banho era pequeno e mal conseguia lavar qualquer coisa no minúsculo tanque que ocupava metade do banheiro. Encostava os joelhos na parte da frente da máquina e podia se observar cagando através do vidro circular com suas roupas coloridas girando por trás do reflexo de seu semblante oco. 

Lavou as mãos e foi para rua trocar alguns itens ainda com etiqueta. Esperava ser convidada por Tiago para mais um almoço em qualquer pátio. Naquele dia estava se sentindo mais agitada do que de costume, alguma ânsia antropofágica que a fazia suar. Tiago a pegou de carro. Na fila do drive thru ela abriu as pernas revelando uma manchinha gosmenta no assento de couro. Chicken nuggets, por gentileza.

Estacionaram atrás de uma metalúrgica. A última recordação nítida de Joyce foi a expressão perturbada de Tiago. Abrindo o espelhinho do passageiro, ela percebeu que havia chupado o caule espinhoso de uma flor e talhado o interior do lábio. Com sangue escorrendo pelo queixo foi empurrada para fora do carro. Ralou joelho e coxa no meio fio. Pensou no chicken nuggets e na batatinha com molho barbecue e no filé de peixe empanado. Voltou pra casa e sentou na cara de Osmar com a buceta ainda suja. Dividiam o pequeno espaço e conheciam o cheiro da merda um do outro. Ainda era meio dia. 

A mulher de Rafael tinha bom gosto. Vestido de malha leve, bem costurado. Cores que realçam os olhos de Joyce. Com Rafael seria singela, brinco pequeno, unha curta e pouca maquiagem. Um projeto. Ele marcou o segundo encontro na casa de praia da família na barra Sul de Piçarras. Joyce fingiu gostar de Lô Borges e de Clarice Lispector. Falou de suas viagens imaginárias pra Argentina, Uruguai e Chile. A boca de Rafael emitia ruídos mas Joyce estava principalmente concentrada na decoração de sua esposa. Fotos lindas em Foz do Iguaçu, um bebê pequeno que ela adoraria morder as dobrinhas gordas do joelho e braço. Não demorou muito para a novela dar espaço para os desejos espasmódicos de Rafael. Ele acariciava sua nuca quando puxou o pau para fora. Um pouco de vinho subiu na sua garganta e escorreu pelo saco manchando o sofá. Ele a empurrou contra a mesa de vidro no centro da sala sem cortinas. Sua  têmpora bateu contra a quina, em seguida ele a puxou para cima de seu corpo deitado de costas no chão. 

Quando Joyce percebeu seu reflexo na janela de vidro contra a noite, o corpo de Rafael já estava inerte. Seu sorriso a deixou perplexa. Nunca sentiu algo assim, uma leveza quase induzida, um repuxar que começava nas orelhas e arrepiava seus cabelinhos próximos à testa. Ela começou a sentir suas pernas tremerem e uma fonte de água esguichar de seu corpo. Rafael havia gozado antes de ser acertado na cara com o que parecia ser uma escultura africana de pedra. Ficou tomada pelo medo desse prazer repentino acabar e olhou para si mesma erguendo novamente a escultura e desfigurando ainda mais um pouco aquele rosto tão bonito. Um cigarro e ela iria embora, repetia em sua cabeça. Pegou só um perfume, vinho da adega e uma carne do freezer. Saiu pelo mato e depois caminhou pela praia. Naquele dia iria comemorar com Osmar. Era felicidade sim. E felicidade só é felicidade se for compartilhada.

Chegando em casa foi recebida por uma panela de ferro espalhando sangue em seu vestido novo. Acordou no meio do estupro e olhou pra cara de demente do marido contra o teto da cozinha. Conseguiu escapar para ser encurralada contra a pia suja de restos de cebola seca e leite azedo. Por um milagre conseguiu enfiar uma faca de manteiga no saco de Osmar por entre as pernas. Depois o acertou com a mesma panela de ferro mais do que o necessário para matá-lo. E novamente aquela sensação estranha e jocosa. Correu para o espelho e lá estava. O sorriso. 

JOYCE decidiu sair.

A festa estava cheia de gente, a maquiagem das pessoas começou a perturbar a frágil alegria de Joyce. Pessoas falando sem parar sobre suas posturas benevolentes. Tipo de gente que chora se masturbando ouvindo hit europeu. Jesus começou a passar mal depois do quinto gin e o terceiro risco gordo de pó. Maria correu para socorrê-lo demonstrando intimidade em um tom maternal e submisso. Ajoelhada aos seus pés recebeu duas gorfadas de cream cheese e salmão cru nos peitos. Enquanto ela se limpava Joyce aproveitou para levar Jesus para o quarto.

Jesus caiu na cama tentando esboçar palavras com a boca torta da cocaína. Ela vai até o banheiro e fica uma hora cheirando os shampoos importados e fazendo xixi na banheira que encheu de água fervente. Quando o silêncio perdurou ela pega um rolex, duas meias, um samba-canção de seda e 300 euros que encontrou na gaveta onde havia também fotos com crianças na piscina e um passaporte. Já estava muito deprimida e a paisagem ao seu redor mudava de forma desordenada. Segurou o último vómito na boca de Jesus com sua barriga. Coitadinho. 

Quando saiu do quarto viu Maria dormindo no sofá. Se ajoelhou a seu lado, retirou delicadamente o cabelo que tapava seu ouvido e deu um grito ensurdecedor de socorro amiga. Ele não está respirando. Graças a deus. 

Joyce pensou que seria falta de educação não aguardar a perícia. Aproveitou e fez um café expresso de maquininha e fritou os ovos grandes e alaranjados fazendo cheirar de gordura a cena do crime. Peito de peru e queijo branco. Teve que se conter para não montar a mesa inteira com aquelas louças de porcelana moderna. Pegou carona com um policial que a convidou para um chopp na sexta-feira. Sim, preciso conversar.  

Joyce já não podia voltar para casa e não sabia onde trocar os Euros que pegou de Jesus. Seria obrigada a passar uma temporada com a sogra que sofria de lesões neurológicas. Chegando na casa de Ofélia, Joyce a encontrou catando bagos de feijão no chão e comendo. Talvez meses sem banho. A cena era tão selvagem que se viu obrigada a tirar uma foto. Uma vez por dia uma marmita aparecia na janela de Ofélia que agora sorria para Joyce, revelando uma grave infecção entre os dentes. Ela limpou a casa enquanto ouvia o noticiário sobre a morte de Rafael. Sua mulher deu um depoimento com uma criança no colo. Joyce teria pego aquele colar. Será que ela tinha viajado com ele? Será que ela conseguiu tirar a mancha de vinho do estofado? 

Joyce contou toda a história para Lucas, o policial. Falou que estava separada há alguns meses e que morava com a sogra doente. Demonstrou preocupação com o ex-marido que não a procurou mais. Com lágrimas nos olhos disse a Lucas que pressentia algo muito ruim e o quanto aquela amizade era importante pra ela. Foram até Itapema rezar aos pés de uma santa. Lucas amava profundamente os filhos e a esposa. Porem, o caso entre os dois era divino, dizia enquanto rezava para escapar do inferno.  

Joyce começou a frequentar a igreja na companhia de Ofélia e a esquentar seus banhos ainda que o eco dos gritos da velha senhora suavizasse a passagem da noite para o dia. Todas as manhãs de inverno JOYCE caminhou sobre as folhas secas e areia húmida das ruas de Piçarras, organizando fragmentos que lhe sopravam informações sobre seu passado. Com o passar dos dias ela começou a atormentar a esposa de Lucas com ligações intermináveis sobre receitas e indicação do amaciante que usava nas roupas tão cheirosas de seu marido ao passo que a esposa começou a bloquear as chamadas. Joyce pulava com as crianças da paróquia sem sutiã e comia churrasco duplo servido em um prato de papel quando a triste notícia chegou aos seus ouvidos. 

Pouco sobrou da casa de Lucas após o incêndio. Eles de fato rezavam com muitas velas. Ofélia sentiu profundamente a morte das crianças que se escondiam em seu jardim todo sábado de manhã e recusavam seus doces de abóbora com melado. Dessa vez JOYCE levou apenas o caderno de desenhos do menino mais novo e o deu para Ofélia colorir. 

FIM

 

 

 

 

 

 

A DINASTIA DO PERDÃO

 

"Deixa sair assim
Absurdo como soa em tua mente
É uma conspiração violenta a teu favor"

 

Da Ji subiu as escadas do palácio com o coração no ventre. Seu semblante em carne viva. O escândalo emitia ondas de ressentimento por todo o reino. Nem tudo é verdade tão pouco mentira. Só pulando nesse poço. Teus amantes te cercam nessa pós vida onde não somos mais irmãos. Quem nos deu o direito de sermos tão cruéis? Todos correm cegamente em direção à torre, Zhou. Seremos para sempre essas imagens mortais na lembrança dos mentirosos. Não há mais tempo para nada, os vejo na distância de cem adagas. Sente-se ao meu lado no parapeito e solte teus pássaros agora. Observa em silêncio a brevidade de nossa presença, minha querida Da ji. Como saberíamos da importância de qualquer fé? Quem consegue ter rosto entre tantas almas, somos apenas animais esculpidos e decadentes, estátuas que apenas refletem o amor. E se virarmos vento dissoluto no céu escuro do espaço, que diferença faria morrer nu entrelaçado a teu corpo na esperança que a queda não nos mate? Se a terra tivesse o poder de abarcar nós dois. Se tu tivesses o poder...

Eles comeram os pêssegos em silêncio. Visitaram as pinturas de seus antepassados que cobriam as paredes altas de ouro e tecidos bordados da mais pura lã. Sinto que devo desculpas Da Ji. Quantas pessoas amarramos de olhos vendados em nosso templo? Quantas ainda estão amarradas na ilusão de um dia nos salvar?

Sabendo de sua incapacidade de perdoar, Da Ji clamou por Inari, que jazia insalubre sobre três espadas em seu mais íntimo templo. Como foi que engolimos nossas sementes? Espero que esse seja o anúncio da primavera. É tudo ruído distante. Olhando para os teus pés já parece que voas.

Tudo tende a sumir nos mais astronômicos espaços onde o eco do grito se acentua cingindo planetas opacos e grandiosos igual a impossibilidade de nossa vida a dois, Da Ji. Só meus grandes amores tem o poder de me matar. E você não é um deles. Você é o espelho de minha mesquinhez. Te acho de tamanha feiura que te arrastaria eternamente colada ao meu desprezo. De tanto que te odeio.

Zhou sabia que Da Ji sequer havia levantado os olhos vermelhos de sua taça cravejada de cristais e pedras e sobre o desenho de uma linda floresta na alta tapeçaria, surge um barco que balança com a rajada do vento cortante e faz ondular o rio vermelho que começa a tomar conta do piso de mármore. A noite do cenário se espalha pelos quatro cantos da sala. Lobos e raposas uivam em assustadora harmonia sobrepondo gemidos de dor.

Me dê sua mão.

A força do suicida está em suas últimas palavras, Da Ji. Aceita todos as medicinas porque nenhuma funciona. As flores não são mato e tu ganhou todas elas. Serás esquartejada em teu próprio templo e sentirás o alívio de minha morte primeiro.

De volta ao parapeito Da Ji observou Zhou diante das imagens inertes da tapeçaria, lamentando seu destino.

Ela se joga de costas sorrindo e desaparece na procissão que começa a adentrar as escadarias do palácio entoando cantigas de sacrifício e esperança.

 

 

Luciana Siebert é artista visual e escritora residente em Balneário Camboriú - SC, onde desenvolve oficinas de imaginação ativa a partir da psicologia analítica.

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Revista InComunidade, Edição de Julho de 2020


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Paginação:

Nuno Baptista


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