ANO 9 Edição 94 - Julho 2020 INÍCIO contactos

Nilo da Silva Lima


Amor literário: o substantivo feminino na poesia de Maria Rezende    

Quando eu era jovem me apaixonei pelos primeiros poetas que li, presentes de minha avó, Margarida, e da minha mãe, Terezinha, fruto de suas economias cotidianas, ambas semianalfabetas, mas igualmente, apaixonadas pela poesia que elas chamavam de “fala consoada”. Minhas primeiras mestras em literatura e vida. Eu tinha paixão pelos ágrafos poemas de suas flores, abelhas, pássaros, enfim, do mundo criado por elas em seus pontos de cruz, que eu gostava de folhear sempre pelo avesso.

Li esses poetas escondidos no meio dos livros de oração, dos breviários ou de algum outro livro oficial no internato pra aonde fui ainda menino: Mario Quintana, Manuel Bandeira, Vinícius de Morais, Carlos Drummond de Andrade e até os poemas do Dito e do Rosemberg, meus amigos de internato, formávamos quase que uma confraria clandestina, poetas da vida toda, que escondíamos os poemas, certamente, com medo ainda e sempre de alguma fagulha permanentemente acesa e possível de nova fogueira, da que reunira no mesmo pátio a “versalhada ruim” de José Severiano de Rezende, um poeta fundamental ao Simbolismo, ainda à margem da crítica literária.

Mais tarde, um pouco, ainda sob o mesmo rigor de esconderijo, li Machado de Assis, Shakespeare, Cervantes, Whitman, Maria Teresa Horta e Octavio Paz. Encantava-me a simplicidade com que me faziam sentir a literatura e o próprio ato de escrever, a criação literária, a vida e o homem.

Hoje, a lição (paixão) daquelas duas mulheres pela poesia e pela vida permanece. O internato não existe mais. Ele não resistiria a esses tempos (não?!), de modo que não tenho mais nenhum constrangimento de conviver, por vezes, o dia todo com os livros de Maria Rezende, nuinhos, sem o encaixe de nenhum livro de oração ou outro livro qualquer que não seja senão minhas mãos, meus olhos, meu corpo, minha alma, meu desejo, enfim, esse meu jeito arranjado de pensar poeticamente o pensamento poético de Maria Rezende.

A poesia de Maria Rezende, sem dúvida, seria um escândalo no internato. Um caso típico de expulsão, certamente.

Talvez isso explique o título dessa leitura pessoal e apaixonada que ousa abordar o pensamento poético de Maria Rezende por uma dupla apropriação – do título de um de seus livros Substantivo feminino (2003/2012) e de amor literário, texto que abre o livro Anatomia da influência: literatura como modo de vida (2013), de Harold Bloom, numa tentativa de reunir esse meu pensar poeticamente o pensamento poético de Maria Rezende à concepção de uma crítica que se quer, deseja-se, pessoal e apaixonada (p.16), como sempre insisto realizar e que me foi uma alegria achá-la, assim tão desinibida num crítico literário da relevância de Bloom.

Antes de tudo, é-me imprescindível dizer que, embora Substantivo feminino seja um livro, o primeiro livro de Maria Rezende, mesmo em se tratando de um livro de estreia, ou até por se tratar de um texto inaugural, ele, de fato, não apenas pode nomear toda produção poética de Maria Rezende, como reúne, peculiarmente, o seu pensamento poético, que me parece sempre se desdobrar, encorpar-se, impor-se como núcleo de sua poesia.

Assim, a partir de Substantivo feminino, certamente, seja impossível, já que sempre me importuna, o feminino como adjetivo de poesia escrita por mulher, numa alusão de que a mulher, escritora ou poeta, faria literatura feminina, diferente de literatura. Como o feminino, a poesia é essencialmente substantiva. E, portanto, dispensa qualquer ornamento inútil. Poesia, substantivo feminino.

Por essa vertente é que inicio minha leitura da poesia de Maria Rezende. Ciente da necessidade, ao abordá-la, desse despojamento do que não seja senão substantivo, essência, vida, paixão.

Quando se toma por proposta uma abordagem crítica, sobretudo de poesia, muitos ainda se importunam com certa intromissão mesmo mínima da biografia do poeta no texto poético em si. Como se ela comprometesse o pensamento crítico. Talvez possa comprometer. No entanto, contraditoriamente, pode se constituir num elemento relevante ao pensar poeticamente o pensamento poético, que é, ou que aqui se quer como modo pessoal e apaixonado de pensar poesia.

Harold Bloom (2013, p.16) insiste meio que à contramão dessa espécie de desconforto da crítica que, por ser enganosa toda tentativa de distinção entre literatura e vida, posto que a literatura seja modo de vida, a crítica, segundo a sua concepção, há que ser sempre pessoal e apaixonada.

Por isso não me incomodam esses desconfortos conhecidos e recorrentes e retomo um aspecto da biografia de Maria Rezende, com o objetivo, não de negar, mas de colocar em suspensão a “dizedora de poesia” para abordar, especificamente, a poesia de Maria Rezende, que não se separa e não se distingue de si, de seu corpo, de sua voz, de seus desejos, de seu pensamento, de suas paixões, inclusive pelo amor, pela palavra e pela poesia. O que não significa nenhum exercício crítico de reduzir sua poesia à escrita de sua vida. Pelo contrário, quer-se mostrar a sua poesia como modo de vida, não espelhamento, simulacro da vida.

Trata-se, de uma produção poética ainda nascente, mas que se impõe substantiva, essencial à poesia, ao pensamento poético contemporâneo. Retomo mais uma vez Bloom (p. 31) quando diz que “a literatura sublime exige um investimento emocional, não econômico”, para reiterar a sublimidade da poesia de Maria Rezende, que, a exemplo dos poetas da minha convivência – não seria de outra forma – encanta-me pela simplicidade, pela leveza (diferente de mera delicadeza) e exatidão.

Menino de internato, muito menos consciente do que Bloom, ou nada consciente, o que me fascinava na simplicidade desses poetas de minha infância era, possivelmente a Dito e Rosemberg, também, a liberdade, que nos faltava, tanto dentro quanto fora do internato. Por vezes, desejávamos até mesmo a libertinagem, mal lida em Manuel Bandeira. E é a liberdade que me move à paixão pela poesia de Maria Rezende, agora que nem sou mais, ou que sou menos o menino do internato envolvido sempre mais com literatura e poesia do que com as rezas de seu cotidiano. Ou elas, que não lhe davam tempo pras rezas, eram a sua oração sem fé, como num poema de Quintana.

Substantivo feminino (2003/2012) é o primeiro livro publicado de Maria Rezende. Um livro de estreia, não de uma poeta estreante em poesia. Aliás, dificilmente, o primeiro livro de um poeta se constitui em sua experiência inaugural na poesia. Já aos primeiros livros, os poetas, normalmente, revelam uma longa convivência com a poesia – uma duradoura paixão. Não é diferente com Maria Rezende. O seu livro de estreia traz elementos fundadores de sua poética, de seu pensamento poético que, posteriormente, vão-se conectando em rizomas para a sua poesia.

Talvez eu erre, tomara até que erre, na insistência dessa leitura que ousa ler, olhar para Substantivo feminino enxergando, já nele, aspectos fundamentais de toda poesia de Maria Rezende, pelo menos de toda poesia até não publicada. Digo assim, porque esse “erro” seria o movimento próprio de sua poética conectando-se rizomaticamente com a vida e com a literatura, para além desse olhar, desse momento de leitura.

Substantivo feminino se apresenta dividido em duas partes: “Origem”, contendo seis poemas e “Par” contendo um poema. Por sua vez, “Par” se subdivide em três conjuntos: “Não”, contendo doze poemas, “Quase”, contendo oito poemas e “Sim”, contendo nove poemas.

Origem, nesse caso, se tratada da origem da mulher: Lilith, Eva, Maria. A origem da mulher que pode ser e que é, ao mesmo tempo, abismo e porto, que transborda pelos cantos. Todavia, também, se refere à origem da palavra, da poeta, da poesia, da palavra-mulher. A origem do substantivo feminino.

O segundo poema de “Origem” – os poemas não têm título, são apenas numerados – o poeta é apresentado, não como um ser “voado”, pelo contrário, é um ser afundado na palavra, fundado pela palavra. Conectado com ela, como lhe fora um cordão umbilical, ou mesmo uma carne do umbigo. Por ela é que ele desce às coisas, às pessoas, à cidade. Faz-se. Inventa-se. Recria-se. A palavra sem chão, afundando em si o poeta nas suas águas, no seu ser, no seu sangue, na sua língua. A palavra é o objeto substantivo a substantivar toda poesia de Maria Rezende.

Ser afundado na palavra, o poeta escreve o tempo todo, como experiência pessoal de nascer dela o caminho, o desejo em direção ao par, ao amor, substantivo feminino, que sobrevive às festas da orgia da origem e à longa travessia do “Não” que se constitui no maior corpo poético do livro – o que não é uma mera coincidência, ou descuido impensado.

‘Não” é, simultaneamente, a história da tentativa de resistência à substantivação do amor e à confissão que diante dele tudo é frágil: verdades e pensamentos. Tudo se  desbota feito tinta roxa no cabelo, Maria-fumaça. Entretanto, todo esse estado de fuga, pode-se dizer, esbarra-se no desejo e “leva gato por lebre”. O fim do desejo poderia significar o fim da essência que move a vida e a linguagem.
 
Os dois movimentos poéticos a seguir: “Quase” e “Sim” são a dramatização do desejo em cena, da vida e da linguagem. Há em “Quase” certa imposição das condições que indicam uma futura aceitação: “Quero estar com você desse jeito que eu escrevo” (p. 59), ao lado da maturidade, ainda que precoce, dessa mulher sem poréns a inventar um final possível pra sua história. Aliás, o último poema desse bloco encerra falando de “uma mulher do tamanho que ele me faz” (p.67), aberta em versos que fazem dela poeta. O amor é sempre capaz de transformações.

Daí o último bloco “Sim”, não aleatoriamente dedicado a Rodrigo, a quem a voz poética confessa amar “como quem abre” (p.69). Embora amar assim tenha os seus riscos, como qualquer amor, no entanto se ame; no entanto não se deixe e nem se pare de amar. Como irá dizer em Carne do umbigo (2015, p.48): “O risco habita o coração do amor”. E em Bendita palavra (2008, p.51) “Sei que uma palavra sua me salva, mas hesito”. Reiterando-se, no entanto, se ame. Ama-se pelo risco do amor. Ama-se o risco do amor. E se ama o amor em risco.
 
O amor. É ele que salva a vida e a poesia do naufrágio da solidão, da falta de signo do amor, do amante, da palavra, da vida, inseparável da literatura. Nesse sentido é que se oferta em palavras e desejos, carne e verbo, língua e língua. Amor e poesia, corpo e palavra, sem pudor, por inteiro. Amor substantivo que envolve, quando perto, dentro, que goteja ao desejo, como o relógio de Dalí, fora dos sulcos costumeiros da ciranda das horas.

Na abertura do livro, na capa, há uma mulher informe, em transformação, que carrega em seu corpo, em sua formação certa deformidade do Modernismo – talvez mais instigue do que seduza. No final do livro, na contracapa, a mulher, substantivo feminino, corpo salvo do naufrágio das musas, das deusas, sereias. Apenas mulher, substantivo feminino, da peculiaridade de seu corpo, de seu ser.

Em Bendita palavra (2008), amor e palavra confirmam o cansaço da trajetória das consolidações do substantivo feminino. A palavra reitera o signo do risco, do deserto, do medo: “Quem escreve esculpe o nada” (p.14). Que acena para o pensamento teórico contemporâneo de inutilidade da poesia, com que não se promove guerras nem democracias, mas assusta, incomoda os regimes, razão pela qual continua banida de todos os governos, “democráticos” ou não. E o amor, também, reiterando o risco, embora seja “derrubar pontes” (p.33) e “navegar” (p.54). Ou seja, movimento, travessia, construção, luta renhida.

Nesse sentido, a contracapa em que se registram alguns dos temas dos poemas, é como se corpo e a palavra, a palavra impressa, tatuada, no corpo se despisse às mãos, aos olhos e aos desejos e se mostrasse em plena nudez essa luta pela construção diária de si, por esse esforço diário de invenção de si. Talvez seja um poema, como gotas de  suor ou a própria pinta que se mostra sobre a pele nu, do corpo, da página.

Porém, o que me parece mais forte é o desejo. Ele é o motivador da palavra, do corpo; da mulher e da poesia que se entregam, mas exigem conquista. Posto não haver desejo pelo simples desejo da palavra ou da mulher, mas de todo um agenciamento que envolve rizomaticamente a palavra e a mulher, num arrastar a língua para fora de seus sulcos costumeiros (Deleuze, 1997, p.9).

Ana Carolina que escreve a “orelha” do livro Bendita palavra acena para um elemento fundamental na poesia de Maria Rezende, que é o silêncio, tomado, certamente, pela sua força poética em substantivo feminino. Porque numa poesia sublime a simplicidade está, não exatamente no que se diz, mas no não dito, ou dito a entrelinhas. Não no sentido de uma relação às escondidas, quase hermética, mas no sentido do que se ouve, sente-se, deseja-se para além do falado, sentido, desejado, escrito, dito.

O silêncio inspira o desejo para o enfrentamento dos desertos, dos desastres, do “digerir cacos de vidro/pra parir em meio a espasmos/alguém com quem eu me divirta/uma mulher que existe, e diga a que veio” (p.29). Que traz “beijos e bônus”, que oferecer “sins e nãos” (p.45).

Em meio a este silêncio é que se opera uma mudança, aparentemente, despercebida – se no meio do caminho tinha (tem) uma pedra, “no meio dos meus peitos mora o filho que eu vou ter” (p. 47). O corpo e palavra da mulher trazem as cicatrizes da pedra arredada para o que se nasce continuamente de seu corpo e de sua palavra, suas dádivas mais raras, doçura que cultiva (p.47).

Relevante destacar algumas antíteses, como: incerteza/plano (p. 9); carne/tinta (p. 12); paraíso/inferno (p.17); flor/cebola (p. 19); boa/malcriada (p.39); salvação/hesitação (p. 53); cura/veneno (p.56); secura/desejo (p.58) e até mesmo abismo/porto (p.23, do primeiro livro), que acenam para as ambigüidades, para a pluralidade da mulher que nasce da palavra, da mulher nascida da palavra, da mulher que vive no corpo da palavra, da palavra impressa (tatuada) no corpo da mulher. Enfim, da luta renhida e do cansaço desse lutar posto que se confesse:

Vivo num corpo que não me escuta
e a eterna luta é fazer da voz carne
e da insistência e êxito (REZENDE, 2008, p.29).

Chegamos, assim, a Carne do umbigo (2015), que se abre com uma epígrafe colhida a José Saramago: “Quem das palavras tenha experiência sabe que delas se deve esperar tudo”. Mais do que as ambigüidades/pluralidade, as dores do corpo e da palavra com sua própria cura nascida de si.

O núcleo de Carne do umbigo está, pois, no próprio umbigo e isso não é metáfora alguma. Carne do umbigo – mulher e poesia – nascidas de si, de sua própria carne, de sua célula-tronco. Carne, palavra, desejo. Se a carne ou a palavra adoecem de dores ou de verbos, não há eu se transcender a nada. A cura, a saúde, assim como a doença estão todas em si, carne e palavra – “sou minha própria cura” (p.28).

Nasce uma mulher grávida de ausência, pronta pra parir desejo. Nesse sentido, alguns poemas se destacam como “Manhã de quarta-feira” (p. 13) em que a palavra sempre se abre e sempre se revela entre os lençóis menino, ancião e menina, transformados pelo amor, que mesmo contraditório, provisório, apenas de suas dores, dos riscos encontra no corpo e na palavra certa consistência, certa ousadia de ser, de colorir os dias de flores e os verbos de plural. Como “Caleidoscópio” (p.29) que imprime/reflete a imagem da memória do amor em pretérito imperfeito. Ou seja, o passado, o amor passado, ainda não concluiu inteiramente sua passagem, a ausência que, nesse caso, parece-me, de fato, necessário se tornar falta. O desejo ocupa o lugar do ser, como no poema “Em quatro acordes” (p.31), talvez ele se torne cada vez mais “um rosto geométrico” (p.31) e um “bicho mítico” (p.37).

O amor volta a ser não mais do que “fresta” (p.37), “risco” (p. 48); intervenções cirúrgicas com suas amputações, separações (p.20). Pleno em suas contradições: “Que você não precisasse de mim”, mas “Que você me queira/Que você me queira/Que você me queira” (p.27), no poema que se chama “Desnecessária”.

Mas a poesia de Maria Rezende traz outros elementos, como a linguagem que é, certamente, o que importa de todo poeta, posto seja nela, por ela e com ela que toda criação poética se faz. 

Prima-se a linguagem na poesia de Maria Rezende pela simplicidade, que se serve da língua simples da rua, das cidades, por vezes coloquial. Que rejeita adjetivos e se mostra na nudez, diria, impecável de sua ordem natural, da fala, do pensamento, do jeito e dos trejeitos de seu corpo assumido sem se lixar para os modismos. Vindo dos jornais, do diálogo das ruas. Engana-se toda tentativa de reduzi-la à facilidade – “Quem de palavras tenha experiência sabe que delas se deve esperar tudo” (José Saramago).

Substantivo feminino me parece ser, de fato, o que caracterizará sempre a poética de Maria Rezende, isenta e desnecessária de adornos que não sejam senão o substantivo. A exatidão das metáforas alcança a simplicidade dos poetas da minha infância, exatamente, por arrastar a língua para fora de seus sulcos costumeiros, para fora dos trajetos da pedra no meio do caminho em direção ao filho, às esperanças, ao desejo, à palavra, à poesia, a essa mulher que os traz no meio dos peitos.

Enfim, a sensualidade, não apenas da mulher, ou encenada nela, mas que é também da linguagem poética, do labor com a língua, da escolha, da criação e do uso das metáforas. Uma sensualidade na abordagem do corpo, da palavra, que se constitui na força criadora de sua poesia, “língua quente me lambendo versos e virilhas” (p.73).

O amor. Amor físico, carnal. Amor literário. Amor pelas palavras. Amor na palavra. O medo, a tristeza, o deserto, o desastre, a fuga. A expectativa. O desejo. A entrega. O nascer da palavra, pela palavra. Mulher. Mulher-menina. Mulher-palavra. Transformadora de si e do mundo. Livre, absolutamente consciente de si, de seus desejos. O desejo move essa mulher que não quer ser santa, musa, sereia. Quer ser desejada. Eis a mulher e a poesia emanadas, irmanadas do pensamento poético e da poesia de Maria Rezende.

 

BIBLIOGRAFIA

BLOOM, Harold. A anatomia da influência: literatura como modo de vida. Tradução Ivo Korytowski e Renata Telles. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Crítica e clínica. Tradução.

REZENDE, Maria. Substantivo feminino. Rio de Janeiro: Íbis Libris, 2012.

______. Bendita palavra. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008.

______. Carne do umbigo. Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 2015.

______; SANCHEZ, Amparo. Hermanas. Rio de Janeiro, 2019.

 

 

Nilo da Silva Lima, natural de Ponte Nova (MG), graduado em Letras pela FUNREI – Fundação de Ensino Superior de São João del-Rei, onde também fez pós-graduação em Estudos Literários. Mestre em Teoria da Literatura pela UFMG. Sócio correspondente da Academia de Letras, Ciências e Artes de Ponte Nova. Tem artigos publicados pela Vertentes - Revista Universidade Federal de São João del-Rei; pela Ato, revista de literatura de Belo Horizonte; Cronópios, revista eletrônica especializada em crítica e literatura brasileira; Em Tese, revista da UFMG; resenhas sobre a obra de Adriana Lisboa e Denise Emmer no Caderno Prosa e Verso, do jornal O GloboRevista da Academia de Letras de São João del-Rei; jornal A Gazeta de São João del-Rei. Mantém oblog www.literaturalima.wordpress.com.br onde publica com regularidade apenas textos literários.

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