ANO 8 Edição 88 - Janeiro 2020 INÍCIO contactos

António de Miranda


Poemas    

3 RAPARIGAS NA MINHA ALGIBEIRA

 

Madalena
Manuela
Paula
:
vocês
são
o
meu
livro

 

2019out_aNTÓNIODEmIRANDA

 

 


 

 

 

AS HORAS DOURADAS

 

Não tenho medo dos caminhos novos, aqueles que afinal tiram a casca dos dias bolorentos.
Anseio a novidade com marés de suaves tons do vermelho das sementes de romã.
Começo neste sol, todos os abraços que ofereço ao mundo, mesmo que o mundo que me desgraça, não seja o lugar que pretendo.
Ficámos os dois apertados num umbigo mentiroso, que teimosamente pinta uma cor, que cada vez nos separa mais.
Sentados neste banco sem jardim, avivámos angústias bordadas em ponto-morto.
Claro que seria muito melhor, que o amor que nos ignora, pudesse pelo menos, olhar com a última ternura, a flor que há tanto tempo temos para lhe oferecer.
Mas há tarefas demasiadamente compridas, e a nossa esperança, é agora, uma hipótese seriamente comprometida.
Amamo-nos esporadicamente, mas mesmo assim, nunca em vão.
Deixo-te um até logo, alinhavado sem qualquer promessa que não nos respeite.
E se é verdade que os dias passam, compete-nos dourar as horas que os fizeram felizes.
Um sonho, mesmo não lembrado, poderá ter sido uma probabilidade engraçada.

 

,2018Fev_aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

BLOW WIND BLOW.
BLOW BACK MY FRIEND TO ME.

 

Gosto sempre de ti!
Que mais poderei dizer,
Quando só consigo escrever
Até Logo?
As coisas, aquelas que ainda são importantes,
Por vezes não me transmitem muita tranquilidade.
Claro que sei que os anos vão enchendo um vazio que começa a preocupar-me.
Talvez sejam coisas próprias da tristeza que não há muito tempo, julgava não caber em mim.
Pendurar poemas e passar palavras a ferro com a devida delicadeza, não deixará nunca de ser uma solução temporária. Outros dias vão amanhecer com noites de escuros diferentes que nos irão soletrar palavras que julgávamos esquecidas. Mas mesmo sabendo alguma coisa da não felicidade, tentamos à nossa maneira encontrar presentes para embelezar o passe social. Tenho o chão a fugir, e escrevo com um pau de giz, na mais cruel tempestade, e estou preparado para continuar a fingir que tudo não passa de uma nuvem passageira.
Mergulho num mar que não sei se é azul, e também ignoro o tipo de algodão que poderá secar as últimas lágrimas.
Não gosto do acordar com poemas que me faltam.
Blow wind blow. Blow back my friend to me.

 

,2016,06.aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

CARTA PARA FRANK O`HARA

 

O vermelho nunca me perturba.
Afaga-me o gostar
e desune-me qualquer inquietação.
Rebeca, a minha gata está a fazer zapping nas paredes do corredor, e pelo seu miar,
julgo  perceber a espera do aplauso.
Amanhã, finalmente irei tomar o pequeno-almoço com o Frank O`Hara.
Temos qualquer coisa em comum: o facto de ignorarmos que nos conhecemos.
Vou oferecer-lhe um Basquiat, que desconfio roubei de um sonho que infelizmente não me lembro.
Isto, entre nós, é coisa de somenos.
Ele, sem eu saber prometeu-me uma velha moeda romana salgada nas ruínas de Tróia.
Mas isto é segredo.
Só nós o sabemos.
Agora tudo está mais calmo.
O nível do Western Gold Straight Old Kentucky Bourbon Whiskey, está a baixar consideravelmente, o que pressupõe que não existirá o perigo de inundações na próxima hora.
Alerta glaciar! Gelo não! Não sei que horas são!
Mas confirmo que estou ecologicamente ébrio.
E isto poderá ser importante para as cenas dos próximos patíbulos!
Imagino este encontro na Zona Industrial de Sines.
Nós anonimamente conhecidos, pintando vacas desleixadas a zunir lampejos de gratidão.
Mas isto, entre nós é coisa de somenos.
Estou a pensar num rascasso grelhado.
Isto é, se o peixe não faltar.
Beberemos todo o branco beatificamente gelado pelos anjos absurdos.
Afinal,aqueles que acompanham os poetas.

 

.,2017mai,aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

AS NOITES DO ÚLTIMO DIA

 

Dói-me a alma, geme-me o peito.
Não ando nada satisfeito
com as noites do último dia.
Gostaria que a última,
fosse somente a véspera dessa mesma coisa.
Cansado do teu fantasma,
não quero mais esta faca espetada nas minhas costas.
Só pretendo tomar conta do meu tempo,
sem deixar que o meu sangue,
sirva de exemplo para alguém.
Não necessito de sorrisos emoldurados,
nem de ingenuidades abusivamente oferecidas.
Não pretendo salvar nada!
É uma hipótese que nunca me apetece.
Sou agora,
uma sombra distraída.
& mantenho todo o cuidado para a não pisar.

 

.2015aNTÓNIOdemIRANDA


 

 

 

 

 

COISAS QUE DE MIM NUNCA SOUBE

 

Dizia-me ao ouvido perguntas para um teste que não conseguia perceber.
E eu quieto, neste fim de vida na minha varanda plantado, rodo todas as clepsidras e fujo do tempo que quer tombar as velas pintadas nestas ondas de incerteza.
É certo, talvez ainda não para mim, que o vento sopra um lamento apressado, escrito com esta espuma que entrega as palavras, no mar que de mim sai.
Só porque aquilo que quero,
já não se lembra de mim.
Chicote desalmado, dor insana e prurida, coisa impura tão sofrida,
que pousa na janela que não quero abrir.
E, se um dia te falar,
coisas que de mim nunca soube,
deverás acreditar
que poderão ser verdade.
Mas a vida é um espelho ardiloso,
o amor um verbo com tempos inúteis,
onde nada poderá existir para além
de um presente perdido.
Nada te posso prometer!
Mas gostaria que nos amássemos
na próxima oportunidade.
Que deus te assoe,
que eu agora já não tenho lenços.
Que alguém te ilumine,
porque eu perdi o isqueiro.

 

,2017,mai_.aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

CONTUDO

 

De um modo geral,
tenho-vos em boas contas.
Contudo,
devo avisar-vos
que assiduamente
tenho matemáticas
que me saem furadas.

 

,2017,abr_.aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

DANÇARAM ATÉ O CAVALO ACABAR

 

Foi tudo até ao fim.
Tropeços roucos roçavam o chão partido pelo cansaço.
Suor tonto disfarçado com a última vontade.
Dançaram até o cavalo acabar.
Fugiram para os céus envoltos numa enigmática cortina de fogo.
Qualquer violência era aceitável mesmo que prolongasse o latejar dos corpos obedientes à exaustão.
Era o baile das danças ocultas com cocktails
que explodiam a cada passo.
Enleados numa teia traiçoeira bebiam avidamente todas as gotas do futuro perdido.
Os pés pintavam de sangue a arena enlameada.
E havia noites suplicando para que este dia nunca tivesse acontecido.
Dançaram até o cavalo acabar.

 

,2017,mar_.aNTÓNIODEmIRANDA

 

 


 

 

 

É ESTE O TEMPO

 

É este o tempo que já não nos espera, envolto em lençóis de madre pérola, ostentando o colar da desavença. É este o tempo do amanhecer ardiloso, do roupão enevoado que pergunta o que foi feito de nós. E nós caídos, tentando apanhar a flor que nunca tivemos nas mãos.
Quando a música acaba, neste chinquilho que nunca em nós confiou, vem-nos á memória qualquer coisa parecida com uma vela imitando a voz de deus.
Continuámos sós, esquecidos na salmoura dos agradecimentos nefastos e louvámos nas mensagens sem custo, o destinatário desconhecido.
Não consigo gostar deste pensar que me atropela e tento cortar a angústia em pedaços adequados ao fondue de toda esta tristeza.
Não penso em mim nesta forma de pecado e ergo as mãos para a oração errada que junta as mentiras habituais. É este o tempo da vã glória enleada no chicote do resumo sangrento. Dos dardos cravados na maledicência, bocados à deriva buscando um anúncio qualquer, só para alcançar o fim prometido sem saída de emergência. Alguém cuspiu promessas que não cumpriu e os dados mal lançados só deram um poker batoteiro. Temos nas mãos um título de transporte sem validação possível e uma louca corrida que nunca nos deixam vencer.
Nada é sagrado nesta conspurcação de heterónimos aleijados e estamos sujos pelos medos de uma paciência sobrelotada.
Final da concessão.
Riscamos todos os calendários.
Queimamos todas as folhas no fogo-de-Santelmo e Hieronymus Bosch gentilmente pintou as nossas radiografias.

 

2017,jun_aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

EXORCISMO

 

Que poemas poderão agora ser escritos?
Não sei. Tu é que és o mestre!
Não chamemos estranhos para este serviço,
cuspiu o aparo da minha caneta.
Chegámos à ponte e nem sequer tomámos nota
Dos nomes dos barcos.
E pintámos as manhãs com círculos dourados
Que o sol nos ia entregando.
Poetas como devem ser,
disfarçados de saltimbancos,
acenavam alegremente,
exibindo palavras sem dicionário.
Era tão perto aquela ponte onde nunca estivemos.
O lugar onde ninguém se procura.
Onde querubins com asas tatuadas,
bailavam com bíblias na mão,
e um esquilo fingindo ler o Diário Popular,
mostrava-se atento à nossa inquietação.
Era tarde,
talvez com um cedo demasiado precoce,
para a entrega do último relatório,
onde a primeira página é sempre a mais mentirosa das notícias.
E no relvado daquele parque, cresciam plantas sabiamente regadas por quem só sabia cuidar das rosas.
Havia discursos para todos os gostos, profecias anunciando o fim da eternidade e freiras pornográficas a ler sinas à la carte. E patinadoras com corpos de cisnes infelizes, ofereciam tampaxes mentolados a reformados apressados na espera da chegada da morte. Dos ramos das árvores, pendiam poemas com lamentos desbotados por tanta injúria.
Na hora do almoço, o funcionário da repartição comia o milho dos pombos, e disfarçadamente metia no bolso folhas de alface, como se fossem notas de cinco euros.
Acabava o trabalho com o miserável hálito a alho, e regressava a uma casa que nunca iria acabar de pagar.
No caminho, mantinha o cuidado habitual de não pisar a merda, que o vizinho do lado tinha  deitado pela janela.
Acendia as pipocas, ligava a pizza, cumprimentava o hambúrguer e imaginava ligar os 170 canais da televisão que há muito  tinha saído da sala.
A mulher  fugiu com o melhor amigo, mas o pastor confortou-o dizendo que ela tinha escolhido o caminho do diabo.
Mandou-o em paz e recomendou as orações do costume,
Ela de joelhos no confessionário,
fez-lhe um exorcismo demorado…

 

,2016,06aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

LIFESTYLE

 

Afixação proibida.
Reservado o direito de intromissão.
Todas as taxas incluídas.
Todas as rachas tapadas.
Visite o nosso standard.
Sessão especial de boas-vindas.
Vistas teleguiadas.
Oferta surpresa debaixo da mesa.
Menus à medida.
Orações ligeiras feitas no momento.
Recauchutagens desenhadas pelos mais conceituados estilistas.
Livros e revistas sem nada de útil para ler.
Parqueamento armadilhado.
Wi-fi a condizer.
Mudança automática do perfil.
Promoções fictícias.
Tv sem notícias.
Estágios mal-frequentados.
Diplomas falsificados.
Sessões contínuas de pesadelo.
Curso intensivo de patetice usual.
Introduções não dolorosas.
Instruções bilingues.
Imposto único de circulação não cobrado.
Corpo docente não acreditado.
Presente infectado.
Futuro nunca assegurado.
Inscrições limitadas.
Seja feliz,
que ninguém se importa.

 

2017,jun_aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

POEMA PARA UMA PASSAGEM DE ANO COM FINAL FELIZ

 

Lembro-me de certos dias,
de um sonho sem retorno,
de alguns passos desviados,
e da matança integral dos fracassos
com doses de naftalina.
Da aparição púdica do homem barata,
e da alfabetização da ejaculação colectiva.
Dos buracos ocasionais da estrada da glória,
de alguns erros de palmatória que não pude escusar,
de certas acções de castidade mal sucedidas,
de elogios frios como o mármore,
de favores perfeitamente dispensáveis,
de poucas curvas sem muita gravidade,
de aparições cósmicas sem serem convidadas,
de senilidades não vigiadas,
de carícias tímidas,
de poucas conversas envergonhadas,
de algumas urgências atrapalhadas,
de poucos convites para a deserção social.
Também me lembro dos dias restantes.
Mas esses serão sempre pertença minha.
Permitam-me que me apresente:
sou um homem que em mim tem fé,
e, pelo qual nutro a simpatia suficiente.

 

,2017dez_aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

POESIA-ME

 

Não quero nada de profundo.
Já me basta o presente sem fundo
e um qualquer acaso sem caso que me preencha.
Talvez um anjo vagabundo me calque os ouvidos
sem as palavras certas
escritas na cortina
em forma de segredo.
Triste enredo voando na incerteza
como pássaro triste escurecendo o céu,
pintando a noite recolhida no ninho
que já não lhe pertence.
Não quero nada de profundo.
Nem sequer o poema onde tu já não cabes.
Talvez um momento  sem efeitos secundários
nem princípios activos  para a manutenção
do nível razoavelmente normal de colesterol.
Não quero nada de profundo.
Como se rezar antes de deitar
tingisse uma urgência
que também já não cabe em mim.
Poesia-me em lume brando
com o gume da chama violenta.
Poesia-me como se eu fosse o único poeta
que usa versos atados  num punhal
onde ardem soluços em morte lenta.
Poesia-me
como se a poesia fosse sempre verdade.

 

,2016,03aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

OS ENGANOS DO DESEJO

 

O vazio é um lugar quieto,
onde descanso memórias, e sossego horas desabitadas.
O que faço, agarrado a esta glória,
enfeitada numa cruz que faz chorar todos os caminhos?
Ando às voltas nesta oração trapaceira,
à procura de passos que não me magoem.
Nada encontro nesta tristeza que me fica.
Deito-me no lado escuro da linha,
com a vã esperança de estreitar abraços.
Verto na candeia sorrisos para me agasalhar,
e, guardo  gota a gota,
todos os enganos do desejo.
Talvez o que quero,
aconteça no dia em que,
verdadeiramente,
me encontre.

 

,2019Dez_aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

SE SOUBESSE TOCAR PIANO...

 

acabaria de vez
com esta mania
que pensa que escreve.

 

,2019_ jan_aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

SOU EU,

 

Sim!
Sou eu.
Outra vez a bater à porta que não me abre.
Sou eu,
a amolgar a memória, sempre agarrado à mesma derrota.
Sou eu,
a não compreender esta espera, a pintar sabores de ausência.
Sou eu,
a assassinar a angústia, a contar gota a gota lágrimas de indignidade.
Sou eu,
a colar pingos de chuva, a pintar cenários, a fugir sempre de mim, numa pressa desabitada.
Sou eu,
nesta colecção de restos, vendidos em saldos idiotas.
Sou eu,
a encaixar vazios, a erguer as mãos para um destino sujo, a encaixotar desculpas em segunda mão, a pensar redondo com esta fé enferrujada, que não pára de me atraiçoar.
Sou eu,
a perder a cabeça nesta parede grafitada com lamentações.
Sou eu,
vestido com  aquilo que já não presta.
Sou eu,
a acenar a um deus que nunca mais larga a cruz.
Sou eu,
encharcado nesta sombra cansada de me emoldurar.

 

,2019Mar_aNTÓNIODEmIRANDA


 

 

 

 

 

SEXO TÉTRICO

 

Ligaram o micro ondas para aquecer a libido.
Colocaram o cd meticulosamente escolhido e ouviram o mantra indicado.

 

Desnudaram os complexos,
abraçaram a intenção,
estenderam o karma,
comtemplaram-se de frente um para o outro.

 

… Mas era do apartamento ao lado
que vinham sons de uma profícua actividade sexual.

 

 

2015aNTÓNIODEmIRANDA

 

 

aNTÓNIODEmIRANDA

Nasci em Março de 1955, em Barcelos.
(poucas pessoas deram por isso)

Alguns dos meus poemas foram esporadicamente publicados em diversas revistas e  jornais ( Républica, onde tive o prazer de conhecer Raúl Rego e Álvaro Guerra).

Recentemente foram publicados os seguintes livros :
GERÓNIMO`S BLUES – (Plaquette) Edições O HOMEM DO SACO – 2014 – Junho
PRONTO PAGAMENTO – Editora Tea For One – 2014 – Junho
LIVRARIA BUENOS AIRES – Editora Tea For One – 2015 – Março
QUIÇE MI LÁ BUCHE – Editora Tea For One – 2015 – Dezembro
SÓ ESPERAVA A VIAGEM PROMETIDA – Editora Volta d`Mar – 2018 – Junho
DEAD ANGEL BLUES – (Plaquette) Edições O HOMEM DO SACO – 2018 – Outubro

Adoro poesia, e o facto do meu pai ter tido uma livraria (Livraria Buenos Aires, Lisboa), possibilitou-me a hipótese de ter à mão os livros que gostaria de ler.

Embora trabalhando desde muito jovem, comecei aos 14 anos, tal facto não me impediu de realizar várias voltas à Europa ( Inter-Rail ), assim como percorrer Portugal de lés a lés. Fui um amante inveterado da “boleia”. Dei assim, asas à minha alma de beatnick. Foi aliás este movimento que naquela altura mais me influenciou.

Não frequentei qualquer universidade, fui paquete de escritório: responsável pelo Economato de uma empresa bicentenária; director de logística; client partner; colaborador numa leiloeira (arte moderna e contemporânea) e frequentei alguns anos de desemprego.
Reformei-me aos 59 anos & 1/2

Continuo a adorar poesia.

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Revista InComunidade, Edição de Janeiro de 2019


FICHA TÉCNICA


Edição e propriedade: 515 - Cooperativa Cultural, ISSN 2182-7486


Rua Júlio Dinis número 947, 6º Dto. 4050-327 Porto – Portugal


Redacção: Rua Júlio Dinis, 947 – 6º Dto. 4050-327 Porto - Portugal

Email: geral@incomunidade.com


Director: Henrique Dória       Director-adjunto: Jorge Vicente


Revisão de textos: Filomena Barata e Alice Macedo Campos

Conselho Editorial:

Henrique Dória, Alice Macedo Campos, Cecília Barreira, Clara Pimenta do Vale, Filomena Barata, Jorge Vicente, Maria Estela Guedes, Maria Toscano, Myrian Naves


Colaboradores de Janeiro de 2019:

Henrique Dória, Adán Echeverría, Adelto Gonçalves, Adriano B. Espíndola Santos, Alfonso Peña, Amirah Gazel, Ana Romano, António de Miranda, Antônio Torres, Caio Junqueira Maciel, Carlos Matos Gomes, Casé Lontra Marques, Cecília Barreira, Clécio Branco, Delalves Costa, Deusa d’África, Eduardo A. A. Almeida; Fernando Sousa Andrade, Eliana Mora, Francisco Marcelino, Geronimo Lobo, Helena Mendes Pereira, Hermínio Prates, Inés Aráoz, Inés Legarreta ; Rolando Revagliatti, J. R. Spinoza, José Arrabal, José Manuel Teixeira da Silva, José Petrola, José Ricardo Nunes, Lahissane, Leila Míccolis, Luanna Belmont, Makely Ka, Marinho Lopes, Matheus Guménin Barreto, Moisés Cárdenas, Nicolas Behr, Otildo Justino Guido, Ricardo Alfaya, Ricardo Ramos Filho, Rosângela Vieira Rocha, Silas Correa Leite, Ulisses de Carvalho, Waldo Contreras López, Wil Prado


Foto de capa:

J. M. W. TURNER, 'Fishermen at sea', 1796. || FRANCISCO DE GOYA, 'La nevada', 1786-1787.


Paginação:

Nuno Baptista


Os artigos de opinião e correio de leitor assinados e difundidos neste órgão de comunicação social são da inteira responsabilidade dos seus autores,

não cabendo qualquer tipo de responsabilidade à direcção e à administração desta publicação.

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