ANO 6 Edição 86 - Novembro 2019 INÍCIO contactos

Myrian Naves, pelo Conselho Editorial


Exposição de arte inaugural do MIMA em Lisboa    

MIMA – Museu Internacional da Mulher – Associação
https://museudamulher.pt/
Lisboa

 

 

A Exposição de arte que inaugura o MIMA a partir de 22 de novembro e vai até o final de janeiro conta com obras realizadas em vários suportes, como, fotografia, desenho, roupas, instalações objetos e vídeos, com curadoria de Katia Canton. Reune obras de seis artistas: Beth Moysés, Cristina Ataíde, Rosana Paulino, Domingos Mazzilli, Teresa Milheiros e Katia Canton.

 

A primeira exposição do museu, “Meu Corpo, Minha Língua”, acontecerá na Casa da Cidadania, em São Domingos de Benfica, em Lisboa. Antecipa o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra a Mulher. Apresentará variedade de representações de um feminino cuja voz comum é a Língua Portuguesa.

 

O MIMA

 

A página de apresentação do site do MIMA (Museu Internacional da Mulher - Associação) esclarece:

 

“O MIMA é uma associação de Homens e Mulheres. Um museu de Género onde todos cabem. Porque excluir não faz o nosso género.”
“Nasceu a 8 de Março de 2016. Faz parte de uma grande família espalhada pelo mundo. Vamos expor o passado e divulgar o presente. Construir um acervo feito de factos, não de mitos.Sempre com rigor e imaginação.”

 

Katia Canton, Diretora Artística do Mima.

 

“A Diretora Artística do MIMA é Katia Canton, professora-associada da Universidade de São Paulo e construiu a sua carreira académica em Nova York. Ali, na Steinhardt School of Visual Arts, New York University, investigou como as narrativas dos contos de fadas retratam a mulher, em diferentes versões, no percurso do tempo, desde as primeiras histórias da tradição oral, até aos contos imortalizados pelos estúdios Disney e pela media contemporânea. Para além da vida docente, foi vice-diretora e diretora em exercício do Museu de Arte Contemporânea, cumprindo um mandato de quatro anos, que terminou em 2018.”

 

Segundo Kátia Canton, em entrevista: “Aceitei o convite de Paula Castelar para dirigir as exposições do MIMA com muita felicidade pois acredito na potência do projeto e na ideia de um museu da mulher inclusivo, abraçando vários temas e formas de expressão. O mais importante agora é darmos voz às questões mais pungentes do mundo atual pelo olhar do feminino.”

 

No MIMA (Museu Internacional da Mulher - Associação) de Lisboa, a curadora quer imprimir um tom mais político às mostras a partir de um tripé: sustentabilidade, violência e indústria da moda.
                                                
Os temas que interligam as novas exposições do MIMA devem tratar de um mundo mais justo, equânime e sustentável. O MIMA entende que a sustentabilidade passa pela igualdade de oportunidades, direitos e deveres de cuidar da terra, da água, das pessoas e dos animais, protegendo a vida como um todo.
Para 2020, a segunda exposição, Virtude e Vulnerabilidade, procurará focar na Mulher em relação às Mudanças Climáticas, pensando no papel fundamental dessa mulher nos cuidados com a terra e a água e, ao mesmo tempo, nas  condições precárias em que vive em vários países.

 

A terceira exposição, “O Mundo da Moda e Depois” se baseia no papel da mulher dentro desse meio, acompanhando as conseqüências da fast fashion e suas repercussões para o meio-ambiente,, sobretudo buscando mostrar alternativas, novas atitudes e como produções sustentáveis se configuram.

 

MIMA


Primeira exposição:“Meu Corpo, Minha Língua”
Casa da Cidadania
São Domingos de Benfica, Lisboa.

 

Rosana Paulino

 

Obra de Cristina Ataíde

 

Performance de Beth Moysés

 

Domingos Mazzilli

 

O artista brasileiro Domingos Mazzilli que participa da exposição inaugural do MIMA cursou Medicina, especializando-se em psiquiatria e Medicina do Trabalho. Fez pós-graduação em História da Arte na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC e graduação em Artes Visuais na Eba, UFMG e Artes Plásticas na Escola Guignard, UEMG. Virou artista plástico no dia 02 de março de 2007 às 17: 30 h. quando fez seu primeiro trabalho, “balas”. Criou em dois meses a exposição de objetos e assemblages: O tempo redescoberto. Apresentou no hospital psiquiátrico Instituto Raul Soares a primeira exposição de arte daquele local - Escrituras & Bordaduras - quando apresentou bordados em lingeries e vestes litúrgicas ao som de boleros e sambas-canções de Dalva de Oliveira. A partir daí fez uma série de exposições individuais e coletivas e se dedica em tempo integral às artes plásticas.

 

 

Mirthes
Bordado, lacre e pérola sobre calçola de banlon – 39 x 35 cm (emoldurado 55 x 45 cm) – 2008

 

 

 

 

https://iawm.international/

 

http://www.she-culture.com/de/

 

Domingos Mazzilli Júnior, artista brasileiro, nasceu na cidade de São José do Rio Pardo, Minas Gerais, em 1963. Mudou-se para Belo Horizonte onde cursou Medicina, especializando-se em psiquiatria e Medicina do Trabalho. Fez pós-graduação em História da Arte na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC e graduação em Artes Visuais na Eba, UFMG e Artes Plásticas na Escola Guignard, UEMG. Virou artista plástico no dia 02 de março de 2007 às 17: 30 h. quando fez seu primeiro trabalho, “balas”. Criou em dois meses a exposição de objetos e assemblages: O tempo redescoberto. Apresentou no hospital psiquiátrico Instituto Raul Soares a primeira exposição de arte daquele local - Escrituras & Bordaduras - quando apresentou bordados em lingeries e vestes litúrgicas ao som de boleros e sambas-canções de Dalva de Oliveira. A partir daí fez uma série de exposições individuais e coletivas e se dedica em tempo integral às artes plásticas.
Em www.mazzilli.com , exposição permanente da obra de Domingos Mazzilli.

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Revista InComunidade, Edição de Novembro de 2019


FICHA TÉCNICA


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Revisão de textos: Filomena Barata e Alice Macedo Campos

Conselho Editorial:

Henrique Dória, Alice Macedo Campos, Cecília Barreira, Clara Pimenta do Vale, Filomena Barata, Jorge Vicente, Maria Estela Guedes, Maria Toscano, Myrian Naves


Colaboradores de Novembro de 2019:

Henrique Prior, Myrian Naves, pelo Conselho Editorial, Adán Echeverría, Adelto Gonçalves, Adrian’dos Delima, Alexandra Vieira de Almeida, André Balaio, Caio Junqueira Maciel, Carlos Matos Gomes, Carlos Pessoa Rosa, Carlos Roberto Santos Araújo, Claudio Portella, Deusa d’África, Eduardo Mileo ; Rolando Revagliatti, entrevista, Fabrício Marques, Henrique Dória, Hermínio Prates, José Arrabal, Keidin Yeneska, Lahissane, Leila Míccolis, Luís Giffoni, Marcelo Frota ; Rita Queiroz, entrevista, Marinho Lopes, Moisés Cárdenas, Nilo da Silva Lima, Ramón Peralta, Ricardo Alfaya, Ricardo Ramos Filho, Rubervam du Nascimento, Sérgio Sant’Anna, Suely Bispo, Waldo Contreras López, Wélcio de Toledo


Foto de capa:

DIEGO RIVERA, 'Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central', 1946-1947


Paginação:

Nuno Baptista


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