ANO 6 Edição 86 - Novembro 2019 INÍCIO contactos

André Balaio


Olhos azuis    

Meu pai dizia que se tivesse estudado mais seria engenheiro da NASA, daqueles que fazem experiências e projetam foguetes. Tinha uma enorme destreza para apertar parafusos minúsculos e soldar componentes em placas de circuito impresso, era autodidata e estava sempre com um livro na frente dos óculos de fundo de garrafa. Nas minhas fantasias de menino imaginava meu pai fabricando as naves que um dia eu pudesse pilotar. Mas ele era teimoso, detestava a opinião dos outros, por isso não parava em emprego nenhum. Cansei de vê-lo cabisbaixo murmurando algo contra um chefe injusto. A partir da sexta ou sétima demissão desistiu de procurar emprego e decidiu trabalhar por conta própria.

 

Embora se chamasse Lupércio Miranda, era conhecido na vizinhança como Professor Pardal. Em nossa casa havia secador de mãos temporizado, detector de ladrões, campainha acionada sem o toque do dedo e até um robozinho com controle remoto feito a partir de um velho ventilador que andava girando pela casa sem muito o que fazer. Ele patenteava os inventos e participava de feiras, mas nunca conseguiu vender nada; se não fossem os doces da minha mãe, a gente passaria fome.

 

Eu era o filho único que ele sonhava transformar em sucessor, me oferecia livros técnicos e pedia ajuda no laboratório improvisado no quarto dos fundos. Depois de um tempo, passei a arranjar desculpas para não ir. Foi no ano do vestibular. Os olhos azuis desbotaram quando disse que não faria Engenharia Mecatrônica. O ídolo da infância virou alvo das piadas nas conversas com parentes e amigos. Quando ele soube que eu estava inscrito no concurso da Polícia Militar, pediu para minha mãe falar comigo, queria que eu mudasse de ideia. Eu já tinha a resposta pronta e fiz minha mãe jurar lhe transmitir exata: Na PM terei emprego com estabilidade, não quero ser um bobo sonhador.

 

Havia outra paixão: cachorros. Sempre os maiores, de guarda ou de caça. Cresci entre pastores alemães, rottweilers, labradores e filas brasileiros que se amontoavam no canil improvisado do nosso pequeno quintal.

 

– Outro? Pai, assim vamos gastar todo o dinheiro com ração.

 

Soube por um primo de um terreno à venda em Aldeia, uma verdadeira pechincha. Reclamei com minha mãe, o velho gastaria as economias que a família levou anos para juntar, mas antes mesmo que eu tentasse convencê-lo a desistir, me contou que havia comprado o tal sítio e pretendia construir um canil e um laboratório de eletrônica. Ganharia muito dinheiro vendendo filhotes com pedigree e fabricando equipamentos sob encomenda. Minha mãe não disse nada. Já estava acostumada, eram casados há quase trinta anos.

 

Insistiu tanto que eu fosse ver o terreno que aproveitei uma folga na minha escala da PM para acompanhá-lo. Seguimos pela rodovia principal até o quilômetro treze, pegamos a estrada à direita e fomos até a bifurcação, escolhemos o caminho mais estreito à esquerda e rodamos por mais de mil metros numa estrada esburacada até chegar ao lugar: um matagal cercado. No mesmo dia, meu pai chamou o pessoal da região para limpar o mato e ainda naquela semana levou pedreiros e material de construção numa camionete emprestada para construir a casa. Colocaram postes de concreto, puxaram a rede elétrica de um aviário próximo, fizeram a instalação sanitária encravando a fossa, pintaram as paredes, revestiram o piso da casa. Ele esperou escurecer para acender todas as luzes e aplaudiu sozinho a inauguração do laboratório. Fez de um cômodo a biblioteca e encheu de revistas científicas e livros, a maioria em Inglês que tinha aprendido sozinho. Os temas das publicações iam da Genética à Eletrônica, da Veterinária à Física Nuclear.

 

Os amigos iam lá em casa e ouviam sempre a mesma coisa: Lupércio está em Aldeia e não volta nem para dormir. Mamãe fazia a comida e eu levava as marmitas para ele passar a semana. Se no início a velha dava graças a Deus, depois de um tempo passou a reclamar. Perguntei se queria ir à granja e ela disse que sim, ele devia estar precisando da gente. Passou a ir duas vezes por semana para limpar os canis e dar banho nos cachorros.

 

Chegou o caminhão da transportadora e ele virou criança, deu pulos de alegria, andou de um lado para o outro, gesticulou muito para mostrar onde descarregar. O maior caixote tinha uma cabine de fibra revestida com material sintético e uma pequena janela de chapa transparente com porta fixada por parafusos em inox. Meu pai abriu o segundo caixote e tirou um canhão cheio de leds e botões, além de um aparelho de medição que encaixou na cabine. No terceiro volume havia uma caixa de metal escuro hermeticamente fechada que ajudei a carregar, pesava como chumbo. Começou a me explicar como funcionavam os equipamentos, falou em radiação gama, contador Geiger, película fotográfica, câmara de ionização, cobalto. Não entendi nada, na hora só conseguia pensar no quanto custara aquilo tudo. De onde veio o dinheiro, pai? Tinha feito um empréstimo no banco, pediu para eu não me preocupar nem contar à minha mãe, era um bom negócio, o investimento se pagaria em seis meses.

 

Depois de tudo montado, conectou uma fiação colorida à cabine. Para que servia aquilo? O silêncio dele só aumentava minha curiosidade. Trouxe Laika, fêmea de Pastor Alemão, o animal mais bonito do canil, que neste dia latia muito e tentava fugir. Ele puxava a cadela com força pela coleira e me pediu para abrir a porta da cabine, mas Laika não entrou de jeito nenhum e ainda ameaçou me morder quando tentei forçar sua entrada.

 

– Segura ela aí – meu pai gritou e saiu correndo.

 

Voltou com um estojo, desses de médico, de onde tirou um vidrinho com líquido transparente e despejou na seringa, espetando a agulha no dorso do animal. Em poucos segundos Laika ficou grogue e se deitou, permitindo que a colocássemos dentro da cabine. Meu pai foi outra vez lá fora e voltou com um pequeno filhote preto, de orelhas grandes e focinho alongado.

 

– Que cachorro é esse, pai?

 

– Não é cachorro, é um lobo guará. Olha aí – e apontou para a revista em cima da mesa com a foto do animal adulto, a pelagem mais clara.
 
Achei esquisito: o corpo magro e as pernas muito finas conferiam aspecto de fragilidade, uma versão raquítica do lobo que a gente conhece dos filmes e livros. Senti vergonha, o animal era ridículo, mas ele teimou que era um belo bicho do mato, muito ágil, com olfato e audição apurados. Abriu a porta e colocou o filhote deitado ao lado da cadela que, ainda grogue, não se incomodou.

 

– Vou fazer uma nova raça a partir deles, um animal de guarda que também será caçador. Vamos ganhar muito dinheiro, filho.

 

– Pai, não estou entendendo. O filhote não tem como cruzar com a cadela, que aliás nem está no cio.

 

– Não haverá cruzamento. Vou bombardear o lobo com radiação e as células dele vão atingir a fêmea. Depois coloco Laika para cruzar com outro cão pastor e teremos o filho com genes de lobo, entendeu?

 

Parecia uma ideia absurda, mas meu pai estava tão empolgado que eu não disse nada enquanto ele fazia os últimos ajustes. Por fim, apertou o botão e começou um barulho, pancadas seguidas como as de uma máquina de ressonância magnética. O canhão emitiu uma luz que avermelhou o interior da cabine, encostei a mão no visor e percebi que estava muito quente lá dentro. Laika começou a se debater. Ao perceber que observávamos, passou a dar cabeçadas no visor num movimento desesperado que fez meu pai se irritar.

 

– Assim a radiação não chega nela. Vou dar uma injeção de anestésico mais potente. Desligue a máquina, vamos, desligue logo.

 

Aperto o botão enquanto ele coloca o líquido na seringa. O barulho não cessa e a luz continua acesa, meu pai parece não perceber, puxa a porta e entra, tenta segurar a cadela, mas ela se desvencilha e sai da cabine batendo na porta, que se fecha deixando ele trancado com o filhote de lobo; as batidas da máquina aceleram, ficam mais altas, tá tá tá, meu pai começa a gritar, ainda lembro do desespero, os olhos azuis são dois faróis luminosos através do visor, corro para abrir a porta, está travada, puxo com força mas ela não vem, bato, esmurro, papai, o controle acende uma luz vermelha, soa um alarme estridente, é tudo muito rápido, a explosão e o clarão que faz minha vista branca e depois a escuridão.

 

Acordei no chão com uma dor enorme, a cabine destruída, a casa em chamas, a cadela morta e o filhote agonizando. Minha mãe veio correndo desesperada, perguntou por ele, gritou, revirou os destroços, nada.

 

Sem corpo, não houve enterro. Na investigação, levantou-se a possibilidade de sublimação com as altas temperaturas, ou seja, meu pai tinha virado nuvem. Foram dias difíceis, mamãe sob calmantes, chorando e repetindo que se arrependia por não ter feito nada para impedi-lo. Para quitar as dívidas nos desfizemos de tudo: devolvemos os equipamentos não atingidos pela explosão, loteamos o terreno, vendemos os cães que ele amava. Foi doloroso demais, aquilo era a cara dele.

 

Um mês depois estranhei minha mãe dormindo até tarde, bati na porta, nem sinal, abri, estava deitada, segurei a mão, fria, o corpo rijo. Coração.

***

 

O major me chamou na sala. Tinha acabado de conversar com o comandante e agora era um balão de ar quente prestes a voar. Deu um murro na mesa e me disse, sabe, sargento, é preciso honrar a estrela do nosso símbolo, somos a elite, mas parece que ele às vezes não entende isso.
 
– Major, desculpe perguntar, mas o que houve?

 

– O comandante quer que a gente entre no caso. Tentei mostrar que é pouco, nossa missão é prender traficante, desbaratar sequestro, perseguir quadrilha. O vigésimo batalhão pode muito bem dar conta desse bandido. Ele falou que foi um pedido direto do governador, a imprensa está em cima, com chamadas na TV e no rádio, não se discute, é uma ordem, entende? Então, sargento, vou colocar você na operação, vá lá e resolva o caso. De todo jeito.

 

– Sim, senhor, pode ficar tranquilo.

 

Na televisão do corredor, o comandante dava entrevista coletiva sobre os ataques e informava que o grupo tático itinerante, o meu grupo, entraria no caso. No dia seguinte, fui com o cabo Marcondes ao lugar dos relatos. Era em Aldeia. Foi a primeira vez que voltei depois do acidente. A visão da estrada me deu uma certa angústia, trouxe flashes daquele dia, da explosão, do caos, da ambulância que me levou ao hospital.

 

Era um vilarejo pobre perto da estrada, casas pequenas de pau a pique com janela lateral, achei que nossa viatura seria recebida com festa, estávamos ali para dar segurança, que nada, percebi a desconfiança dos homens sem camisa jogando dominó na calçada em frente ao bar e das mulheres que vieram à janela espiar a rua. Uma delas nos cumprimentou, chamava-se Cleide, e concordou em responder algumas perguntas. Fez o sinal da cruz quando mencionei os ataques.

 

– Isso não é coisa de gente, moço.

 

Pediu para irmos com ela ao bar, interrompeu o jogo de dominó e colocou a mão no ombro de um jovem.

 

– Esse aqui é meu irmão. Miro, conta pro policial o que aconteceu.

 

– Eu estava saindo do bar sozinho, já era tarde, fui andando por aquela rua e escutei um barulho curto, parecia latido de cachorro, quando me virei estava lá o bicho grande, horrível, todo coberto de pelo, a orelha pontuda assim – fez o gesto com uma mão em cada lado da cabeça.

 

A mulher persignou-se, era feio mesmo, um demônio.

 

– E depois?

 

– Eu corri, ora.

 

– Ele foi atrás?

 

– Foi. O danado era rápido, mas consegui pular a janela de casa e fechei tudo. Ouvi o choro, devia tá com fome e queria que eu fosse a comida. Fiquei trancado rezando até ele ir embora.

 

– Alguém mais tem história sobre esse bicho?

 

Um homem de uns cinquenta anos ergueu o braço.

 

– Logo depois do cantar do galo ouvi um barulho estranho e fui olhar com a garrucha na mão. Era ele, estava no meu sítio com uma galinha no braço, acho que ia comer ali mesmo com pena e tudo. Não tive medo, apontei a arma no focinho dele, o bicho arregalou o olho, olho muito azul, não esqueço mais nunca, e correu. Fui atrás e atirei, escapou, é veloz com aquelas pernas finas e num instante se embrenhou na mata. Sumiu.

 

O vilarejo estava em pânico, ninguém saía mais à noite, crianças só brincavam com a presença de um adulto. Foram relatados sumiços de cachorros, gatos e galinhas. Entramos em alguns trechos de mata sem sucesso. Antes de partir, informei nosso número e recomendei que ligassem ao primeiro sinal de perigo. No retorno, o cabo Marcondes mascava chiclete e estalava os dedos sem parar.

 

– E então, sargento, o bicho existe mesmo?

 

– Não sei. Talvez seja alguém tentando assustar o pessoal das redondezas. Temos que resolver isso logo, o povo está assustado, a imprensa em cima e o governador no nosso pé.

 

Nos dias seguintes, visitamos outros vilarejos e ouvimos relatos parecidos. Também fomos a condomínios de luxo, mas os moradores diziam não saber de nada.

 

Alguns dias depois, recebi uma ligação. A coisa apareceu numa vila. Chamei o Marcondes e os soldados Feijó e Guerra. Quando chegamos, o sol já descia, a réstia de luz atravessava as árvores e batia nas casas humildes formando sombras nos ladrilhos da rua. Uma mulher falava alto e apontava para uma casa.

 

– Ali, ali, levou a neném dela, dizem que vai comer.

 

Na frente da casa, uma multidão cercava a mulher que se debatia e gritava o nome da filha. Uma senhora nos viu e correu para junto da mãe.

 

– Calma, Neide, a polícia chegou. Graças a Deus!

 

Era tanto desespero que não demorei nas perguntas. Ela disse que estava na calçada vendo a menina brincar e precisou entrar para tomar água. Foi quando ouviu um barulho, um grunhido, pensou que era um cachorro, saiu e viu o bicho com a criança no colo, tinha corpo de homem peludo, pernas muito finas e cara de lobo, gritou, chamou o pessoal das outras casas; um vizinho pegou a espingarda mas desistiu antes de entrar na mata. 

 

Alguns moradores nos levaram à picada estreita onde o monstro havia sido visto pela última vez. Foi através dela que entramos na mata fechada. Guerra e Feijó conversavam sem parar, devia ser o jeito deles lidarem com a ansiedade. Pedi silêncio, precisávamos de toda a atenção já que a vista não ia além dos fachos das lanternas. O silêncio só não foi total por causa da nossa respiração e dos passos no tapete de folhas que formava o caminho. Em pouco tempo, pássaros noturnos nos seguiram cantando uma melodia curta que se repetia o tempo todo, aumentando a nossa tensão. Alguns metros à diante, um arbusto balançou.

 

– Ali, abaixado, escondido nas plantas.

 

O soldado Guerra empunhou o fuzil e olhou para mim esperando uma aprovação que eu dei balançando a cabeça. Deu dois passos na direção do arbusto, ele tremia muito ao segurar a arma, talvez mais por excitação do que por medo. Apoiou o fuzil no ombro, respirou fundo e disparou. Ao estampido seguiu-se um grito curto e o barulho macio de folhas revolvidas. Silêncio. Guerra correu para examinar o alvo abatido e se virou com os olhos baixos.

 

– Matei uma capivara, sargento Miranda. Perdão.

 

– Não se preocupe, soldado. Estamos numa missão correndo riscos, você fez o certo.

 

Andamos por mais alguns minutos sem nada de estranho. Fiquei preocupado, poderíamos nos perder na mata fechada. Propus que voltássemos. Foi quando as árvores ecoaram um som repetitivo, misto de latido e uivo. Marcondes e Guerra foram por um lado, eu e Feijó ficamos do outro, prontos para interceptar o bicho caso tentasse fugir. O vulto enorme passou com tanta agilidade que mal refletiu em sua pelagem clara a luz de nossas lanternas; era do meu tamanho, tinha as orelhas grandes e carregava a criança nos braços.

 

– Não atirem.

 

Marcondes se aproximou e disse, calma, me dê a menina, não vamos fazer mal a você. O bicho ficou parado, até que pareceu entender, baixou-se e deitou a criança no chão.

 

– Ela está bem, sargento. Só parece assustada.

 

Guerra apontou o fuzil contra o bicho, que avançou os poucos metros entre eles com incrível velocidade e pulou sobre o soldado, cravando-lhe as garras e o derrubando no chão para fugir em seguida. Guerra gritou com a mão no peito encharcado de vermelho e desfaleceu. Feijó correu na direção do amigo.

 

– Está sem pulso, sargento, está sem pulso.

 

– Tenta alguma coisa, Feijó.

 

– Não dá, perdeu muito sangue, está morto – e começou a chorar.

 

– Fiquem aí, liguem para o batalhão, peçam ajuda. Eu vou atrás dele.

 

Corro por mais de quinze minutos seguindo as folhas pisadas, os arbustos arrancados, os galhos esbarrados durante a fuga do monstro. Ele está parado à beira de um rio, tem o focinho negro pontiagudo, braços e pernas muito finos, um tufo de pelo preto próximo à nuca contrastando com a pelagem clara. Ele rosna. Estou a uma distância segura para atirar caso venha em minha direção. Eu digo: venha comigo, não vou lhe fazer mal. Ao ouvir minha voz alguma coisa muda, ele move a cabeça para o lado como se tivesse acabado de me reconhecer, a posição de ataque se desfaz e ele uiva baixinho. Abaixo o fuzil e me aproximo, continuo falando, digo meu nome, insisto que ele não será maltratado, coloco a lanterna em sua cara.

 

Os olhos iluminados são vivos e azuis, e mesmo que eu já esperasse, são esses olhos que me dão certeza, a certeza que me deixa sem norte, a certeza que me deixa sem voz. Há um homem nesse bicho e esse homem é meu pai.

 

– Calma, sargento, não faça nada que o bicho se assusta, vou escolher um ângulo bom para atirar – Marcondes está alguns metros atrás, tentando se apoiar nos galhos de uma árvore.

 

Falo baixo, muito baixo, para que só ele ouça: vá embora daqui, senão vão te matar. Ele hesita, me olha de um jeito terno. Eu me impaciento.

 

– Fuja, pai. Fuja.

 

Aponto a lanterna, ilumino o caminho, ele corre, se embrenha na mata, mistura-se à escuridão.

 

Peguei o fuzil e disparei duas vezes para o alto. Meu colega chegou e, nervoso, contei que havia matado o monstro. O corpo caiu no rio, foi arrastado na correnteza.

 

 

André Balaio, brasileiro, natural do Recife, Pernambuco, é escritor e roteirista de quadrinhos. Desde 2000 edita o site “O Recife Assombrado” (orecifassombrado.com). Com diversas histórias em quadrinhos publicadas e participações em várias coletâneas literárias, adaptou o livro “Assombrações do Recife Velho” de Gilberto Freyre para quadrinhos pela Global Editora. Venceu o prêmio literário internacional Off Flip 2016 com a história de fantasmas “O lado de lá”. "Quebranto", seu primeiro de livro de contos, foi finalista das prêmios literários brasileiros SESC e CEPE e venceu o prêmio Vânia Souto de Carvalho da Academia Pernambucana de Letras como melhor obra de ficção de 2018.

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DIEGO RIVERA, 'Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central', 1946-1947


Paginação:

Nuno Baptista


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