ANO 6 Edição 86 - Novembro 2019 INÍCIO contactos

Deusa d’África


Contos    

Absíntio

 

Há anos que o sorriso humano tem-se confundido. Faz tempo que não se sabe ao certo se as pessoas sorriem pela tristeza, pela alegria e ou mesmo pela desgraça dos outros. Vêem-se sorrisos em rostos de papel higiénico onde gotas de lágrimas caem sobre o mesmo e nele se desfazem, outros em rostos de papel de alumínio acobertando o bem e o mal. Sorriso alegre, ora sorriso triste ou mesmo um sorriso de tesoura com a lâmina afiada para cortar a verosimilhança com o sorriso real. Alguns sorriem quando vêem o outro e fazem careta quando se vira as costas, aspergindo a pusilanimidade à volta dos relacionamentos estabelecidos com os outros.

 

Com o tempo que forja os homens, aprendi a observar o sorriso minuciosamente colocando-o num microscópio para vê-lo até à sua estrutura ínfima. Aprendi a calçar o sorriso sobre a terra e verificar de todas as formas possíveis se se trata de um sorriso com furo e com conserto possível de remendar ou se não tem conserto, aprendi a tratar o sorriso como se se tratasse de uma minúscula agulha que deve ser velada para que não fure as mãos de quem a porta e usar óculos bem-definidos para enfiar a linha com perfeição e tecer o sorriso rasgado.

 

Numa noite morna, Dona Filomena, uma vizinha minha, rira-se da morte do meu tio que parara de respirar numa noite sem lua, o riso virara sangue e o sangue inundara os meus ouvidos parando de alimentar o corpo de cólera. Não sei se os mortos fazem cócegas para que ela se risse tanto de um morto.

 

- Morreu. Com todo o dinheiro que tinha. Exaltava-se a vizinha, Dona Filomena.

 

- Dinheiro não compra a vida, chegou a sua vez. Ripostou a Dona Régia, a amiga da vizinha.

 

- E as suas viaturas? As suas casas, com quem ficarão? Questionava a Dona Filomena.

 

- Tudo se acabará, cada um morre com as suas riquezas. Deus não permite que as riquezas sejam contempladas na longa viagem que o homem faz para a eternidade, entretanto nada prevalece para sempre. Respondeu a amiga.

 

- Quero ver a esposa que tanto hasteava o traseiro como se de uma formiga se tratasse, após a descoberta de uma mina de açúcar. Vomitava a Dona Filomena enquanto se ria e aplaudia com a amiga rejubilando pela morte de um homem que nunca as desejou mal.

 

O meu sangue subiu até as narinas que mal conseguia respirar de raiva e escorria pelas fossas nasais afora como se tivesse levado a maior cacetada, tinha a vontade de afiar o murro como um ferreiro e no meio do fogo que se me subia esculpir a desgraça que se me sufocava na tez das duas senhoras desavergonhadas e cuspir sobre elas como uma assinatura deixada pelo opressor. Meu maior desejo era vomitá-las a volição de ver o meu tio vivo e que se pudessem devolvê-lo à vida pela qual nos desesperávamos e ficassem com as riquezas de que tanto falavam as agradeceria bastante. Entretanto, lembrei-me que a vida tem dessas, uma vizinhança que deseja o mal aos outros sem nenhum móbil que o justifique, ainda que exiba seus marfins em cada saudação e outra com coração puro e embora ardesse o meu peito de cólera nenhuma insurreição traria o meu tio de volta.

 

 

 

 

 

 

A Vinda de Deus

 

I

 

Bluf! Ouviu-se do autocarro que estando superlotado e, bem desgastado com o tempo, continuava transportando passageiros para diferentes locais da cidade de Xai-Xai.

 

- Ela deve ter-se machucado. Gritava um passageiro, enquanto alguns caíam sobre os outros, desesperados.

 

- Ámen! Foi a única palavra que se ouviu saindo da boca daquela mulher estatelada no chão, cuja juventude a abandonava ao longo do tempo em que a responsabilidade aumentava com o número dos seus descendentes.

 

- Ela que se foda! Gritava o chofer acelerando a velocidade do autocarro, cuja erecção se perdia e, se preparava para beijar o chão.

 

- Salve-a Deus! Suplicava uma senhora com as mãos cobrindo o rosto como se pudesse remover a visão que tivera dentro do autocarro.

 

- Por favor, deixe-me descer. Pedia um dos passageiros.

 

- Seu estúpido, cavaste tua sepultura. Blasfemavam os passageiros ameaçando-o de o processar por ter morto uma pessoa inocente.

 

- Glória a Deus senhor, gritava um passageiro. – Peço descer, meu anjo! O Chofer não parava, o passageiro que era um senhor idoso, empurrou o cobrador e abriu a porta do autocarro, descendo a correr anotou a matrícula do autocarro e foi directo ao templo da igreja.

 

 

 

 

 

 

II

 

  - Finalmente senhor Padre, ele veio buscá-la. Disse dirigindo-se ao Padre e invadiu a sala da casa dos padres, enquanto almoçavam.

 

- O que foi meu filho? Perguntou um dos Padres enquanto os outros nem se importavam em falar na hora de comer.

 

- Finalmente senhor, ele chegou e veio buscá-la. Reafirmou o crente, enquanto as lágrimas se confundiam com suor que azedava o molho de frango sobre a mesa, o que aumentara o apetite do padre que, de imediato afastara a tigela e a tampara.   

 

- Mas afinal quem veio buscá-la?

 

- Ele veio senhor, finalmente.

 

- Não percebo, explique isso direito, por favor.

 

- Deus veio senhor Padre e levou ela.

 

- Mas a quem levou Deus?

 

- A Marta senhor Padre, ela está na glória do senhor.

 

- Como e quando?

 

- Ah! Ela não sofreu senhor Padre, mas foi chocante, aqui está a matrícula do autocarro onde Deus levou ela, vamos segui-la.

 

- Vamos. O Padre largou o prato e foi atrás do autocarro anotado pelo senhor Bila.

 

 

 

 

 

 

III

 

- Sangue, sangue na auto-estrada. Gritava irascivelmente o Padre, enquanto dirigia sua branca Toyota Hilux.

 

- Sim senhor, foi ele quem deixou esses vestígios, vamos segui-los.

 

- Mas ele quem, quem deixou tanto sangue?

 

- Foi Deus, senhor. O Padre quanto mais perguntava mais se alongavam suas orelhas, faltando apenas zurrar ao meio-dia, para ser um burro completo. Importava-lhe apenas a Marta naquele momento, tendo decidido seguir os rastos de sangue ate ao seu destino.

 

 

 

 

 

 

IV

 

- Alguém terá visto o incidente que possa te incriminar? Perguntava o polícia enquanto eliminava todos os vestígios do delito.

 

- Ninguém viu, chefe. Adquiria a sua liberdade por uma nota de quinhentos meticais.

 

- Chefe vá tomar refresco.

 

- Pára senhor Padre, aqui está ele, o anjo.

 

- Mas que anjo é esse. Perguntou o senhor padre, enquanto desligava o carro e, se livrava do cinto de segurança, pronto para descer e ver o anjo que viera com Deus.

 

- Vi tudo senhor Padre, é ele mesmo. Gritava o senhor Bila emocionando-se ao ver o anjo.

 

- O senhor viu? Perguntou o polícia que queria se livrar de qualquer testemunha.

 

- Sim senhor autoridade, vi tudo.

 

- Por favor, conte-nos tudo o que viu, para abrirmos um processo. Na tentativa de escapar do problema, assumira o papel de um profissional.

 

- Senhor autoridade, eu entrei no autocarro na zona de Fidel Castro, vindo da minha machamba, estava vazio apenas estavam nele o chofer e cobrador, quando comprei o bilhete para que mo levasse à cidade baixa.

 

- Por favor senhor, não temos tempo para esses detalhes, conte o essencial. Aborrecia-se o polícia.

 

- Então o senhor quer que eu conte ou não. Encolerizava-se o senhor Bila.

 

- Por favor meu filho, conte tudo. Suplicou o Padre.

 

- Sim senhor Padre, comprei o bilhete por cinco meticais e, sentei-me no segundo assento da frente, ao longo da caminhada, muitas senhoras foram entrando com seus sacos de lenha, mandioca, entre outros produtos da machamba, o cobrador não se cansava de levar mais gente, porém aumentava a velocidade o chofer por sua vez de 180-200, passamos Nkanyine e ninguém se pronunciou querendo descer, mas porque Deus vinha buscá-la, ela foi levada enquanto atravessava a auto-estrada, nem lugar havia para ela entrar, estava tudo superlotado, mas mesmo assim, o anjo a levou em frente do autocarro, ela só gritou ámen, quando o sangue choveu sobre a auto-estrada, ela já havia nos abandonado com Deus, foi um milagre, o senhor ouviu suas preces, ela gritava aos ouvidos de Deus em todas as suas preces pedindo descansar e este nunca o ouvira, portanto nesta manhã, certamente terá gritado ainda mais na oração da manhã, para que fosse respondida de imediato enquanto saia da igreja.

 

- O corpo já está no hospital. Interpelou o polícia saturado de tanta devoção da testemunha.

 

- Deus a guarde. Disse o Padre fazendo o sinal da cruz.   
  
 

 

 

 

 

 

Xai-Xai

(a Dorotea Américo Machel)

 

A bem-aventurança não é feita de opulências, feixes de luz invadem a alma da pequena porção de terra alumiando a todos os seus elementos; é das entranhas dessa terra onde brota o arroz Wanbao entre outras culturas que concorrem ao património gastronómico da actual capital do Império de Gaza, concebida em 1897 sendo persignada como Chai-Chai, tendo ascendido a vila em 1911. No ano de 1922 torna-se a Vila Nova de Gaza e por conseguinte no ano de 1928 passa a ser designada como Vila de João Belo, ascendeu à categoria de cidade em 1961 e após a independência nacional retornou à sua antiga denominação sofrendo uma alteração na grafia anterior de “Ch” para “X” ou simplesmente Xai-Xai tal como actualmente se designa a cidade de luz e harmonia.

 

Em Xai-Xai há luz de dia e de noite, raramente o sol e ou a lua se ausentam, mesmo com a promoção da promiscuidade intelecto-cultural na era em que vivemos, nesse cantinho do céu há ainda a preservar-se valores como “o homem vive do seu suor”, uma modelagem de vida para a construção de cidadania. Alguns homens sem alma a perfuram através das regiões circunvizinhas para apoderar-se de sua tranquilidade promovendo o furto de viaturas, um assunto que tem apoquentado aos citadinos, contudo, a luz que resplandece em cada rosto faz com que se desincentive práticas desgraciosas e inestéticas.

 

Quando o universo crepuscula, homens e mulheres fazem o coro do canto do galo numa chuva adolescente que cai sobre o corpo escultural de gente humilde que sonha com o pão que se ganha pelo suor derramado em diversos ofícios para garantir que não falte chima, xiguinha e mandioca em todas as mesas de todas as famílias.

 

A terra pernalta estende-se até aos braços do Índico, paraíso de povoados de vizinhas nações que aos fins-de-semana tornam esta cidade num pequeno e grande céu onde todos sonham nele morar, sendo um corredor para quem navega em busca de outros territórios, através dos fios de cabelos de Samora Machel que crescem abrindo os caminhos da imensidão.

 

Outrora fora uma pequena cidade de gente sempre trabalhadora que migrava a cidades como Maputo, Nampula e entre outras em busca do tesouro científico, porém, hodiernamente a cidade possui uma riqueza de instituições de ensino superior em modelo presencial, semi-presencial e até à distância.

 

Outrossim, no passado havia cajueiros na zona apelidada pelo nome da antiga fábrica de processamento de castanha - Mocita que com a falência, as árvores mantiveram-se a reproduzir o pânico criando lendas como as de Casacos que levitavam de noite assim como de serpentes que reinavam na penumbra, entretanto, pela amabilidade de suas gentes a região fora transformada numa Nova Iorque edificando infra-estruturas públicas e privadas, o que faz com que a cidade mantenha-se acordada de dia assim como de noite.

 

Bem-haja Xai-Xai!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ZITO DE ALMEIDA - UM HOMEM QUE VIVE NO FUTURO E UM MÚSICO FEITO NA SAGACIDADE

 

Era de se pensar que a questão de metalinguagem fosse um recurso de predomínio de um tecnicismo que rompesse as barreiras da sazão entre um homem comum, “o que veste, toma banho e defeca todos os dias” (in Charles Bukowski) e um homem anormal, o que defeca sobre as toalhas brancas dos oráculos.

 

Porém, há artistas que se fazem na leviandade que por vezes é interpretada pelo vagueio da alma no taciturno da calada do universo.

 

Vezes sem conta nos cruzamos com homens do futuro que vivem a paz pela qual nos matamos, vivem o sonho que procuramos através das armas e não nos acometemos a indulgência de enxergar que há gente que vive no futuro, este tempo de incertezas pelo qual os artífices criaram cofres cogitando em amealhar sonhos por se viver no futuro que para alguns é o presente.

 

Xipulanguana é mais um tema abordado por Zito de Almeida, um artista que vive no futuro onde em estoicismo troca-se a dor por um sorriso seja ele recebido por quem o destinamos ou vituperado pelos snobes.

 

Quantas vezes Zito de Almeida fora posposto à limítrofe, somente pelo simples facto de se inebriar pela musicalidade que desagua no seu espírito que já não fala a linguagem humana?

 

Em Xipulanguana, Zito de Almeida supera a sí próprio em temas como Kwangua la tilo em que invoca o arco-iris para abrandar a chuva de mortes que se fazem diante  de irmãos nossos em Muxúnguê, convocando a todos a se abeirar duma frondosa árvore onde o instrumento tradicional “Mbalapala” soa clamando pela paz moçambicana.

 

Desta vez, o homem do futuro vem dizer que, o que se vira outrora fora nada, há ainda maiores temas e perspicazes, como na produção e interpretação de Xipulanguana que na minha paupérrima tradução deste xichangana aportuguesado trata-se de madeirinha que arde, pois no céu bem como na terra não há mais lugar nem para os mortos, nem haverá ancião que invoque aos deuses para persignar esta terra infernal em que arde até o lugar dos mortos que demandam um eterno descanso e em paz, mas que não podem tê-lo pois arde o céu e todos iremos ao céu de avião pelo elevado custo de vida na terra.

 

Surpreende ainda mais num momento em que coloca um verso no término da música dizendo “tudo o que falas é merda, não fales merda”.

 

Não há nada mais a aviar diante desta evidência de que um músico de mão-cheia não é forjado nos ternos caros, nas calças GNGs ou Levis, nem em sapatos clássicos e cabelo engomadinho como tantos outros cogitam.

 

Com a merda fedendo em fraldas de entidades culturais que buscam a hegemonia e personalidade jurídica se borrando no nada e nas discursatas de quem não sabe o que fazer, há ainda artistas que não precisam da merda de ninguém para ser o que são, somente necessitam o ar que a natureza proporciona e encantam tais entidades que sonham ser organizações legais.

 

Não são video-clips, óscares, CDs ou álbuns que perfazem um músico nesta artificie como ”Gaza”, é a sagacidade feita em baforadas de cerveja, tornando um homem desprezível aos olhos insipientes dos homens, deixando morrer um homem que já não necessita de vídeos e gravação de que nunca dispôs nem de dinheiro que nunca o teve para ser este “músico que vive num futuro” em terras que ainda não existem.

 

 

Deusa d’África nasceu aos 05 de Julho de 1988 em Moçambique, é mestre em Contabilidade e Auditoria e actualmente é professora na Universidade Pedagógica e na Universidade Politécnica. É Gestora Financeira do Projecto Global Fund – Malária. Começou a escrever poesia em 1999. A autora é representada pela agência literária “Capítulo Oriental”. Possui várias obras (prosa e poesia) publicadas na imprensa como é o caso de "Jornal Notícias”, “O País”, “Pirâmide”, “Diário de Moçambique”, em revistas tais como “Xitende” e “Varal do Brasil”, foi antologiada pela “Colectânea Veríssimos” editada em 2012 por Alpas XXI, Antologia Brasileira “Mil Poemas para Gonçalves Dias” em 2013, pela Academia de Letras e Artes Luso – Suíça “Caravelas em Viagem” em 2016.
Viu alguns dos seus trabalhos traduzidos para sueco. É Coordenadora Geral da Associação Cultural Xitende, é palestrante, activista cultural, promotora do direito à leitura e mentora do projecto Círculo de leitores. É colunista do Jornal “Correio da Palavra”.
 
É autora de obras como “A Voz das Minhas Entranhas” (poesia) editado pelo Fundac em 2014, o romance “Equidade no Reino Celestial” e “Ao Encontro da Vida ou da Morte” (poesia) pela Editora de letras de Angola em 2016. Coordenou a Antologia poética “Vozes do Hiterland” publicando escritores de Gaza e Niassa, editada pela Editora de Letras de Angola em 2016. Em 2016 foi Coordenadora para Moçambique da Antologia editada em Galiza “Galiza-Moçambique: Numa Linguagem e Numa Sinfonia” sob coordenação geral do escritor José Estevez publicando escritores de Moçambique e Galiza.
Foi distinguida pelo Governo Provincial de Gaza como Personalidade do ano 2016 em reconhecimento do seu patriotismo e pela sua contribuição no desenvolvimento e promoção das artes e cultura. Foi premiada como vencedora absoluta na modalidade de poesia e foi vencedora do segundo lugar em contos nos Concursos Literários Internacionais lançados na República Federativa do Brasil por Alpas XXI em 2012. Em Março de 2017 representou Moçambique no Festival Literário de Macau. Em 2018 foi antologiada pelo Festival Literário de Macau “Seis em ponto, contos e outros escritos VI”, traduzido em inglês “Six on the dot, short stories and other writings VI” e depois traduzido em chinês. Ainda em 2017 foi antologiada em “À Margem da Literatura” pela UCCLA. Foi antologiada em Macau no “Rio das Pérolas” livro de poesia em 2019.
Em Julho de 2019 participou no Festival Internacional Poetas d´Alma em Maputo.

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Revista InComunidade, Edição de Novembro de 2019


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Colaboradores de Novembro de 2019:

Henrique Prior, Myrian Naves, pelo Conselho Editorial, Adán Echeverría, Adelto Gonçalves, Adrian’dos Delima, Alexandra Vieira de Almeida, André Balaio, Caio Junqueira Maciel, Carlos Matos Gomes, Carlos Pessoa Rosa, Carlos Roberto Santos Araújo, Claudio Portella, Deusa d’África, Eduardo Mileo ; Rolando Revagliatti, entrevista, Fabrício Marques, Henrique Dória, Hermínio Prates, José Arrabal, Keidin Yeneska, Lahissane, Leila Míccolis, Luís Giffoni, Marcelo Frota ; Rita Queiroz, entrevista, Marinho Lopes, Moisés Cárdenas, Nilo da Silva Lima, Ramón Peralta, Ricardo Alfaya, Ricardo Ramos Filho, Rubervam du Nascimento, Sérgio Sant’Anna, Suely Bispo, Waldo Contreras López, Wélcio de Toledo


Foto de capa:

DIEGO RIVERA, 'Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central', 1946-1947


Paginação:

Nuno Baptista


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