ANO 6 Edição 84 - Setembro 2019 INÍCIO contactos

Henrique Prior


Editorial: As eleições e os fazedores de promessas    

A seis de Outubro próximo, Portugal terá eleições para a Assembleia da República. E, para a generalidade dos políticos, é o tempo do carrocel das promessas. Aqueles que, ainda há pouco, disseram que a austeridade de há uns anos foi boa, e que eles mesmos fariam mais austeridade se estivessem no poder, falam agora em dar mais dinheiro aos professores, aos médicos e aos militares, dar mais dinheiro para a saúde e a educação, baixar os impostos, e, ainda por cima, conseguirem a quadratura do círculo, fazendo tudo isso e, simultaneamente, baixando a dívida pública. Falam com ênfase e seriedade de politicas de ambiente, combate à desertificação do interior e envelhecimento da população, mas nem uma só daqueles medidas elementares como taxar e fiscalizar mais os grandes poluidores dos transportes e industriais, o de baixar os impostos para os licenciados e empresas que se fixem no interior, e para todos os casais que tenham filhos nos concelhos desertificados e envelhecidos, diminuindo progressivamente as taxas dos impostos à medida que o casal tem mais filhos ou, ainda, atribuindo um IRS progressivamente negativo de acordo com o número de filhos para todos os que vivem no interior e têm baixos rendimentos.

 
São medidas simples e fáceis de por em prática, sem sequer se entrar na espiral de gastar o que não se tem se forem aplicadas com inteligência.

 

A degradação do clima e a desertificação do interior e envelhecimento do país são bombas relógio que, se não forem atempadamente controladas, irão explodir. O preço de não as combater agora poderá ser incomportável para as gerações futuras.

 

Mas há outro tipo de promessas que não deixam de ser perigosas. Alguns  criam um mundo de acordo com a sua vontade e representação, e acreditam serem a vanguarda salvadora da humanidade, como verdadeiros messias.

 

E se o cinismo de muitos é mau, a crença de que se pode construir um paraíso na terra não deixa, também, de ser uma perigosa doutrina que pretende construir um mundo de homens bons, quando o possível apenas é criarmos um mundo de homens melhores.

 

 

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Revista InComunidade, Edição de Setembro de 2019


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