ANO 5 Edição 82 - Julho 2019 INÍCIO contactos

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Eventos e Lançamentos editoriais: Julho    

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Brasil

 

1.

 

 

FLIP – Festa Literário Internacional de Paraty
#Flip2019 homenageia o escritor e jornalista carioca Euclides da Cunha, autor de “Os Sertões”.

 

 

Engenheiro, militar, funcionário público, jornalista e autor de um dos maiores clássicos da literatura brasileira, Euclides da Cunha (1866–1909) será o escritor homenageado da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2019), a ser realizada de 10 e 14 de julho.

 

«“Os Sertões” é uma obra que tem muita conversa com o que está acontecendo no Brasil hoje. Para além da maravilha literária, é uma obra jornalística, a cobertura da guerra de Canudos que terminou em massacre. Nesse contexto, o autor e sua obra ensinam a olhar as coisas mais de perto, a valorizar o jornalismo e a reportagem» comenta a curadora. «Euclides tinha idealizações a respeito de tudo e, quando vai conferir de perto, fica muito tocado pelo que vê e muda, aprende. Temos que aprender com a nossa história, com nossos fracassos e vitórias». Jornalismo e política, portanto, assuntos do momento em 1896 e hoje.

 

«O livro também é muito bom para debater desde conflitos internacionais do ponto de vista jornalístico até fake news, democracia. Assuntos que estão na boca do povo», comenta, dizendo ainda que o tema reverbera, também, na Guerra da Síria e em todas as guerras que acusam a população de fanatismo, como foi o caso de Canudos.

 

Dividido em três partes, terra, homem e luta, “Os Sertões” não é exatamente um livro fácil, diz. «As pessoas têm dificuldade porque ele começa pela parte mais difícil. Para chegar à luta, que é emocionante, precisa atravessar a terra, que é linda do ponto de vista estético, mas difícil. Vamos trazer o fim para o começo para as pessoas entrarem na obra e conhecerem a história.»

 

A Flip vem alternando autores mais pop e contemporâneos com os clássicos em suas homenagens. Hilda Hilst foi a última. Esse tipo de homenagem acaba mobilizando o mercado editorial, que apresenta novas edições da obra dos autores, publica inéditos e biografias.

 

No caso de Euclides, por coincidência, está chegando às livrarias, pela Editora Unesp, “Ensaios e Inéditos”. O volume de mais de 450 páginas é coordenado por Leopoldo M. Bernucci e Francisco Foot Hardman, inaugura uma série de inéditos em prosa do autor e traz uma quantidade significativa da produção de Euclides – iniciada aos 17 e só interrompida com sua morte trágica.

 

Seu assassinato em duelo com Dilermando de Assis, amante de sua mulher, aos seus 43 anos, bem como outros traços biográficos, também devem aparecer nos debates da Flip – antes e durante o festival.

 

[ jornal O Estado de São Paulo]

 

https://www.flip.org.br/
Data: 17.07 a 21.07.2019
Local: Estado do Rio de Janeiro, na cidade de Paraty
País: Brasil
A programação da Festa Literária Internacional de Paraty tem transmição por aplicativo para que o público leitor possa acompanhar a programação mesmo estando longe e após o evento.

 

 

hashtag #Flip2019
https://www.youtube.com/flipfestaliteraria
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Transmissão online da Flip no nosso canal do YouTube, em www.flip.org.br e nas redes sociais:

 

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2.
Casa Museu Alphonsus de Guimarães
100 anos – A visita

 

 

 

Abertura das comemorações dos 100 anos da visita de Mário de Andrade a Alphonsus de Guimarães.
Data: 10.07.2019
Local: Casa Museu Alphonsus de Guimarães, na cidade de Mariana, em Minas Gerais, Brasil
Apoio: Polígono SulMineiro do Livro.

 

 

Afonso Henrique da Costa Guimarães morreu em 15 de julho de 1921. Considerado um dos mais originais poetas de nossa literatura, Alphonsus de Guimaraens consagrou-se como um dos principais autores simbolistas do Brasil.

 

O Museu foi dotado de um espaço para exposições temporárias e para a inauguração o público poderá conhecer um pouco mais sobre o ambiente simbolista, por meio da mostra paralela Vestir a ideia com uma forma sensível: Poesia e artes plásticas simbolistas. A curadoria é do historiador Leonardo Magalhães Gomes, que trouxe como ponto de partida o Manifesto Simbolista, publicado por Jean Moréas, em 1886, no jornal parisiense Figaro. Nele o poeta francês afirma: “a poesia simbolista procura: vestir a ideia com uma forma sensível que, no entanto, não seria o fim em si mesma, mas que, dedicada a exprimir a Ideia, a ela permanecia sujeita. A ideia, por sua vez, não deve se deixar privar das suntuosas vestes das analogias exteriores; pois o caráter essencial da arte simbólica consiste em nunca ir até à concepção da Ideia em si”.

 

http://www.mariana.mg.gov.br/noticia/4582/nova-exposicao-chega-ao-museu-casa-alphonsus-de-guimaraens

 

3.

 

Obra: “Gabyanna Negra e Gorda”
Autora: Gabriela Rocha
País: Brasil
Língua: Portuguesa
ISBN: 978-85-8013-558-9
Título: Gabyanna: negra e gorda
Edição: 1
Ano Edição: 2018
Tipo de Suporte: Papel
Páginas: 180
Editora Schoba
ISBN publicação digital: 8580135583.
Ano: 2018
Link para compra da obra física (em papel) no Brasil:    
Link/convite do lançamento:     
                                                                                                                                                                                 https://www.facebook.com/events/562605250813971/
Lançamentos:
São Paulo- Na Livraria Africanidades (Rua Paulo Ravelli 153, Vila Pita), no dia 21 de julho, a partir das 15h. A entrada é franca.
Brasília– No Carpe Diem Gastronomia (Carpe Diem 104, Asa Sul). No dia 24 de julho, a partir das 19h.
Salvador– No Teatro Gregório de Mattos (Praça Castro Alves s/n, Centro). No dia 27 de julho, das 15h às 18h30.

 

“Inteligente, jovem, bonita, bem-sucedida, divertida, são alguns dos adjetivos que vêm a mente de quem conhece Gabriela Rocha. Em 2016, morando no Rio de Janeiro há 13 anos, essa brasiliense aprendeu a traçar como ninguém, temas tão recorrentes de mulheres negras brasileiras, no livro “Gabyanna Negra e Gorda”. Entre as vivências no Rio de Janeiro e tantos adjetivos não impediram de entrar para as cruéis estatísticas que assombram mulheres negras no Brasil.

 

O livro, tem se tornado referência para mulheres negras de diversas partes do Brasil e do mundo, que o compram através de plataformas digitais como Amazon ou em livrarias físicas. O livro tem conquistado vendas em países como Canadá e Reino Unido.

 

Preterida por homens negros, que só queriam sexo, Gabriela começou a escrever textos e gravar áudios como forma de entender e documentar seus sentimentos. Quando se mudou para Oslo, capital da Noruega, em 2016, em meio a um inverno intenso, resgatou suas memórias e começou a estruturar o que seria o livro, que fará turnê pelo Brasil em julho, começando por São Paulo, no dia 21 de julho, na Livraria Africanidades.”

 

“A contadora Gabriela Rocha é bonita e bem-sucedida, mas mesmo assim, enfrentou anos de solidão, vivendo relacionamentos em que os homens não queriam a assumir publicamente, revelando fatos cruéis que sondam mulheres negras e pardas das mais variadas camadas sociais. Em 2016, ao se mudar para a Noruega, ela começou a escrever seus sentimentos e lembranças como forma de lidar com os sentimentos, e acabou dando origem ao livro "Gabyanna Negra e Gorda", que está sendo vendido no Canadá e no Reino Unido, e será lançado oficialmente no Brasil, no próximo mês.

 

Livro de brasileira é vendido no Canadá e Reino Unido

 

“Gabyanna Negra e Gorda” aborda temas atuais inerentes a mulher negra, como racismo, feminismo e solidão de forma forte e dinâmica.

 

Inteligente, jovem, bonita, bem-sucedida, divertida, são alguns dos adjetivos que vêm a mente de quem conhece Gabriela Rocha. Em 2016, morando no Rio de Janeiro há 13 anos, essa brasiliense aprendeu a traçar como ninguém, temas tão recorrentes de mulheres negras brasileiras, no livro “Gabyanna Negra e Gorda”. Entre as vivências no Rio de Janeiro e tantos adjetivos não impediram de entrar para as cruéis estatísticas que assombram mulheres negras no Brasil.

 

O livro, tem se tornado referência para mulheres negras de diversas partes do Brasil e do mundo, que o compram através de plataformas digitais como Amazon ou em livrarias físicas. O livro tem conquistado vendas em países como Canadá e Reino Unido.

 

Preterida por homens negros, que só queriam sexo, Gabriela começou a escrever textos e gravar áudios como forma de entender e documentar seus sentimentos. Quando se mudou para Oslo, capital da Noruega, em 2016, em meio a um inverno intenso, resgatou suas memórias e começou a estruturar o que seria o livro, que fará turnê pelo Brasil em julho, começando por São Paulo, no dia 21 de julho, na Livraria Africanidades.

 

O que a escritora sofreu na pele, não é um caso isolado, segundo o IBGE, cerca de 52% das mulheres negras não vivem uma união estável. Esse panorama, é um cruel retrato do que milhões de mulheres pretas vivem, preteridas por homens negros. “Eu acho lindo o amor entre negros e apoio os relacionamentos inter-raciais. Quando era mais jovem, eu só queria namorar homens negros e nem olhava para brancos, nem gringos”, relembra, Gabriela.”

 

Mais informações pelo e-mail: livrogabyanna@gmail.com.

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Revista InComunidade, Edição de Julho de 2019


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Foto de capa:

PAUL GAUGUIN, 'Two Tahiti women', 1899


Paginação:

Nuno Baptista


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