ANO 5 Edição 78 - Março 2019 INÍCIO contactos

Maraíza Labanca


Cas’a’screver: Tudo no livro existe para chegar ao mundo    

Um capítulo do livro “Partitura”, de Maraíza Labanca. CAS’A EDIÇÕES

 

“Partitura”, de Maraíza Labanca, da CAS’A EDIÇÕES.

 

Segunda Voluta

 

Maraíza Labanca

 

–       Enquanto você me desenha, eu te escrevo. Não para você, não sobre você. Escrevo você.
Não saberia dizer de outra forma.

 

–       Se a frase nasce, deita-se-a sobre os ramos,  os tecidos, as flâmulas. Se a frase não nasce, não se a cria. Mas também o não. O não no seu peito, ali onde acrescia um pouco da minha voz. Como um habitat.

 

–       A madrugada incompleta.

 

A brasa

 

que  deixará  seus  olhos  marejados,  ou partidos em fatias: – Basta uma palavra, e isto recomeça:

 

Lembro que, na primeira vez, você tinha as mãos ásperas, e eu andava a esmo. Era fundo o seu beijo, e havia pressa.

 

–       Era voraz o seu gesto.
 
– Escuta: os pássaros já se foram em respeito    à entrada da noite. Escuta comigo: bate o coração ao ritmo da sua frase.

 

– Meu vórtice.

 

–       Portanto, não a retenha comigo. Continue-a. Estenda-a sobre o seu caderno, e o seu caderno sobre a sua cama. Alongue-a como um estado terminal pode se alongar.

 

–       Ela está pressionada sobre meus braços.

 

–       Você dorme embalada  pelo  ruído  do  lápis  a roçar o papel onde deito as frases. Você dorme. Enquanto isso, elas despertam espíritos ancestrais em mim, a que você acede pelo sono. Lá, nos encontraremos de novo.

 

–       Escuta: as terminações continuam para que nada finde ainda, para que não terminemos de chegar uma à outra, em passos pequenos. Escuta: há aqueles que não sabem que nós já sabemos. Mas não só.

 

Não só.
 
O volver das páginas é um som seco que parte   o ar, dando-lhe, no leque das dobras deste livro, uma ventilação que não tarda a entrar no sonho.

 

–       Sonho o livro que não existe e suas paisagens.

 

–       Escrevo aquela que escreve. E te ensino a se portar diante do abismo.

 

–       Você é a reserva ante a guerra inexorável.

 

–       Sim, te reservo; também quando escrevo.

 

–       Você me estoca quando fecha os olhos, como quem se prepara.
Para a guerra.

 

O meu corpo, neste momento, intrusa os braços seus, como pequenos arbustos entre as fendas dos muros.

 

veias.
 
–       Você debulha as sementes, os calos, as minhas

 

–       Eu mordo o bulbo da sua orelha.


– Comungamos, aí, o mais descomunal. Um
verso,

 

perdido, reachado, certeiro.

 

Lá fora, as lufadas do vento nas árvores. Enquanto isso, você me pede encostar sua frase na minha, como se meu texto fosse uma hospedaria.

 

No outono, tornamo-nos lacônicas. Até nos grampos que, no chão, assinalavam a ausência. Nossos corpos também tinham a sintaxe rompida:
– Eram as unhas, sem as linhas.

 

– Às vezes tenho medo de te encontrar, como se o mundo pudesse começar de novo.

 

–       Podíamos ter partido um dia antes, por prudência.
–       Sim, podíamos.
–       Podíamos ter partido um mês antes, um ano.
–       Uma era.
 
Começa a entrar-me pelo sonho um pensamento ditado, como um pecado,

 

como as coisas que fazemos.

 

E recomeçam:
–       É só uma fina membrana o que separou a sua exterioridade da minha. A essa membrana fina alguns chamam o corpo.

 

Em alguns momentos, você desaparecia entre as folhagens. E eu não te procurei. Permaneci na varanda respirando a lonjura. As folhas secas se desprendiam do chão com a passagem do vento. Pareciam andar. Parecia que tinham tomado a forma dos meus pés para ir à sua procura, no meu lugar. Mas meus pés eram, agora, dois velhos inclinados sobre o próprio cansaço.
 
– É preciso cobrir a dor, a febre.
–       É possível medir um corpo?

 

Durmo como quem junta os galhos, os gravetos, os pedregulhos, as folhas secas, e já não os reconheço dentro do fogo.
–       Poderemos parti-lo? Poderemos partir o fogo?
Podemos partir mil vezes. Podemos ter a voz quebrada, não pelo medo. Não mais.

 

A atmosfera destas tardes é a mesma deste texto. Há algo no chão que lembra o cascalho, porque se move junto a nossos pés. Sobe no ar a poeira cinza. E depois desce. Estamos puras por um dia. Mais tarde não, talvez.

 
A lenha deitada parece assumir a forma das colinas à nossa volta, ou dos nossos braços torcidos, uma sobre a outra, como grossas cordas. Mas eles desatam também, conforme o tempo recita nosso corpo no espaço.

 

–       Resto, com meu texto cavo, a procurar as sílabas de um outro tempo, a procurar as sílabas que costumavam sair da sua boca.
Neste momento, era como se as mastigasse e devolvesse às mãos o caroço sem vogais dos termos mais duros.
–       Eu os engoli, um a um, sem nem umedecê-los com a saliva, para aplacar a fome de algo a dizer.
–       Poderíamos tê-las partido, as sílabas, antes mesmo de nos conhecermos. E talvez não saberíamos o que é o horror. Veja: há sol a pino e neblina; você sabe, as coisas são ao mesmo tempo o que são e o que não são, porque existe um centro em cujo interior metemos os dedos e torcemos as bordas: eis o fora, novamente.

 

–       Neblina, assim como sai da sua boca.
 
–       Sei que o segredo nosso é santo, é um lago parado, um recuo no manto do rio. Sei que dorme agora acompanhada, enquanto a fera das matas me relata, fundando a época dos que se esgueiram pelas clareiras poucas dos galhos e das árvores.
–       Eu sei que é tempo de corte. Que as árvores aqui são baixas, como se se escondessem.

 

–       Ficarei onde estou – disse ela –, sem mais  um passo depois do outro. Um dia você levará minha língua, que queda em pedaços, a fazer listas das folhas, sementes e vagens.
–       Deposito alguns grãos sobre a sua umidade, e, por ora, nada nasce.
–       Você tateia os pedregulhos do meu silêncio. Eu recolho as mãos. Depois de colocar todos os objetos no lugar deles.
–       Você me devolve a pedra com o peso, agora, do meu cansaço, no minuto em que minhas mãos não souberam suportá-lo.
–       Nós sempre soubemos suportar a pedra do nosso silêncio!
 
Estão tensos os músculos das coisas, os tendões dos lápis. A palavra hesita, contornada pelos seus despenhadeiros.

 

Você gargalhava como sempre, mesmo quando tomada de angústia.
– Eu te escrevo.
–       Não para você. Eu escrevo você.

 

–       Você sabe qual o desenho do meu texto?
–       Ele principia uma linha reta, depois se abre em feixes, como terminações nervosas. É, então, um outro tempo.

 

disso.
 
Sua voz ecoa por toda a casa. As paredes gostam

 

–       Eu também.
–       Os feixes, eles são de fogo.
–       São como seus cabelos.
 
Com a ponta das unhas, arrancaram as cascas das árvores. Colaram-nas sobre a pele da insônia:
–       Deito o meu torpor sobre a sua vigília.
Enquanto isso, o vento exterior assumiu o ritmo dos nossos corpos quando jogamos a pedra no rio, e    a água dormia os peixes ausentes. Mas nos mexemos muito pouco. São movimentos imperceptíveis. Não queremos despertar a insônia que nos pertence. Mas  a poeira sabe o que fazemos, os arbustos lá fora sabem dos pequenos movimentos, o cipó torcido das pernas.

 

Passo os dedos sobre o seu medo:

 

–       O que fazemos nós com este punhado de cascas secas? Com este segredo?
–       Um corpo. Um corpo rudimentar.

 

–       Que se acresce ao primeiro.
 
Você me espera no quarto. Cem portas me separam de você. Cem. Poderia ser, cada uma delas, uma unidade de medida, como se diz das polegadas e dos pés. Dos sonetos.

 

–       Cem portas – repetia ela.
–       Minha fenda no monte, eu preciso adormecer.
(Essa a maravilhosa negligência de nós mesmas.)

 

Passara longo tempo a olhar as plantas, como  se tentasse capturar o instante, o instante em  que  elas cresciam. Mas, para isso, era preciso entrar em comunhão com elas, com a sua imobilidade que se mexia. Adiava a escrita, procurando deixar que a  noite se enfiasse por ela adentro. Então, se o mundo   a chamasse lá fora, não poderia responder. Sua escrita também crescia, imperceptível, por entre os poros das costas e das coxas, ali aonde nenhuma palavra chega.

 

–       Seus olhos, vejo, guardam meu susto como se fosse deles. Têm forma de delicada testemunha.
 
–       O tom da terra é o da sua boca pelo avesso, de certas partes da sua língua.

 

–       Eu poderia dizer que sonhei com você esta noite. Eu poderia.

 

–       Eu desejei ver o oceano por dentro.

 

–       Venha.

 

SEGUNDA VOLUTA

 

Maraíza Labanca

 

– Enquanto você me desenha, eu te escrevo. Não para você, não sobre você. Escrevo você.

 

Não saberia dizer de outra forma.

 

– Se a frase nasce, deita-se-a sobre os ramos,os tecidos, as flâmulas. Se a frase não nasce, não se a
cria. Mas também o não. O não no seu peito, ali onde acrescia um pouco da minha voz. Como um habitat.
– A madrugada incompleta.
A brasa que deixará seus olhos marejados,ou partidos em fatias: – Basta uma palavra, e isto
recomeça:
Lembro que, na primeira vez, você tinha as mãos ásperas, e eu andava a esmo. Era fundo o seu beijo, e
havia pressa.
– Era voraz o seu gesto.

 

SEGUNDA VOLUTA

 

– Escuta: os pássaros já se foram em respeito à entrada da noite. Escuta comigo: bate o coração ao
ritmo da sua frase.
– Meu vórtice.
– Portanto, não a retenha comigo. Continue-a.
Estenda-a sobre o seu caderno, e o seu caderno sobre a sua cama. Alongue-a como um estado terminal pode se alongar.
– Ela está pressionada sobre meus braços.
– Você dorme embalada pelo ruído do lápis a roçar o papel onde deito as frases. Você dorme.
Enquanto isso, elas despertam espíritos ancestrais em mim, a que você acede pelo sono. Lá, nos encontraremos de novo.
– Escuta: as terminações continuam para que nada finde ainda, para que não terminemos de chegar uma à outra, em passos pequenos. Escuta: há aqueles que não sabem que nós já sabemos. Mas não só.
Não só.

 

O volver das páginas é um som seco que parte o ar, dando-lhe, no leque das dobras deste livro, uma ventilação que não tarda a entrar no sonho.
– Sonho o livro que não existe e suas paisagens.
– Escrevo aquela que escreve. E te ensino a se portar diante do abismo.
– Você é a reserva ante a guerra inexorável.
– Sim, te reservo; também quando escrevo.
– Você me estoca quando fecha os olhos, como quem se prepara.
Para a guerra.
O meu corpo, neste momento, intrusa os braços seus, como pequenos arbustos entre as fendas dos muros.
– Você debulha as sementes, os calos, as minhas veias.
– Eu mordo o bulbo da sua orelha.

 

– Comungamos, aí, o mais descomunal. Um verso, perdido, reachado, certeiro.
Lá fora, as lufadas do vento nas árvores.
Enquanto isso, você me pede encostar sua frase na minha, como se meu texto fosse uma hospedaria.
No outono, tornamo-nos lacônicas. Até nos grampos que, no chão, assinalavam a ausência. Nossos
corpos também tinham a sintaxe rompida:
– Eram as unhas, sem as linhas.
– Às vezes tenho medo de te encontrar, como se o mundo pudesse começar de novo.
– Podíamos ter partido um dia antes, por prudência.
– Sim, podíamos.
– Podíamos ter partido um mês antes, um ano.
– Uma era.

 

Começa a entrar-me pelo sonho um pensamento ditado, como um pecado, como as coisas que fazemos.
E recomeçam:
– É só uma fina membrana o que separou a sua exterioridade da minha. A essa membrana fina alguns chamam o corpo.
Em alguns momentos, você desaparecia entre as folhagens. E eu não te procurei. Permaneci na varanda respirando a lonjura. As folhas secas se desprendiam do chão com a passagem do vento. Pareciam andar.
Parecia que tinham tomado a forma dos meus pés para ir à sua procura, no meu lugar. Mas meus pés eram, agora, dois velhos inclinados sobre o próprio cansaço.
– É preciso cobrir a dor, a febre.
– É possível medir um corpo?
Durmo como quem junta os galhos, os gravetos, os pedregulhos, as folhas secas, e já não os reconheço dentro do fogo.
– Poderemos parti-lo? Poderemos partir o fogo?
Podemos partir mil vezes. Podemos ter a voz quebrada, não pelo medo. Não mais.
A atmosfera destas tardes é a mesma deste texto.
Há algo no chão que lembra o cascalho, porque se move junto a nossos pés. Sobe no ar a poeira cinza. E depois desce. Estamos puras por um dia. Mais tarde não, talvez.
A lenha deitada parece assumir a forma das colinas à nossa volta, ou dos nossos braços torcidos, uma sobre a outra, como grossas cordas. Mas eles desatam também, conforme o tempo recita nosso corpo no espaço.
– Resto, com meu texto cavo, a procurar as sílabas de um outro tempo, a procurar as sílabas que costumavam sair da sua boca.
Neste momento, era como se as mastigasse e devolvesse às mãos o caroço sem vogais dos termos mais duros.
– Eu os engoli, um a um, sem nem umedecê-los com a saliva, para aplacar a fome de algo a dizer.
– Poderíamos tê-las partido, as sílabas, antes mesmo de nos conhecermos. E talvez não saberíamos o que é o horror. Veja: há sol a pino e neblina; você sabe, as coisas são ao mesmo tempo o que são e o que não são, porque existe um centro em cujo interior metemos os dedos e torcemos as bordas: eis o fora, novamente.
– Neblina, assim como sai da sua boca.
– Sei que o segredo nosso é santo, é um lago parado, um recuo no manto do rio. Sei que dorme agora acompanhada, enquanto a fera das matas me relata, fundando a época dos que se esgueiram pelas clareiras poucas dos galhos e das árvores.
– Eu sei que é tempo de corte. Que as árvores aqui são baixas, como se se escondessem.
– Ficarei onde estou – disse ela –, sem mais um passo depois do outro. Um dia você levará minha língua, que queda em pedaços, a fazer listas das folhas, sementes e vagens.
– Deposito alguns grãos sobre a sua umidade, e, por ora, nada nasce.
– Você tateia os pedregulhos do meu silêncio. Eu recolho as mãos. Depois de colocar todos os objetos no
lugar deles.
– Você me devolve a pedra com o peso, agora, do meu cansaço, no minuto em que minhas mãos não souberam suportá-lo.
– Nós sempre soubemos suportar a pedra do nosso silêncio!
Estão tensos os músculos das coisas, os tendões dos lápis. A palavra hesita, contornada pelos seus despenhadeiros.
Você gargalhava como sempre, mesmo quando tomada de angústia.
– Eu te escrevo.
– Não para você. Eu escrevo você.
– Você sabe qual o desenho do meu texto?
– Ele principia uma linha reta, depois se abre em feixes, como terminações nervosas. É, então, um outro tempo.
Sua voz ecoa por toda a casa. As paredes gostam disso.
– Eu também.
– Os feixes, eles são de fogo.
– São como seus cabelos.
Com a ponta das unhas, arrancaram as cascas das árvores. Colaram-nas sobre a pele da insônia:
– Deito o meu torpor sobre a sua vigília.
Enquanto isso, o vento exterior assumiu o ritmo dos nossos corpos quando jogamos a pedra no rio, e a água dormia os peixes ausentes. Mas nos mexemos muito pouco. São movimentos imperceptíveis. Não queremos despertar a insônia que nos pertence. Mas a poeira sabe o que fazemos, os arbustos lá fora sabem dos pequenos movimentos, o cipó torcido das pernas.
Passo os dedos sobre o seu medo:
– O que fazemos nós com este punhado de cascas secas? Com este segredo?
– Um corpo. Um corpo rudimentar.
– Que se acresce ao primeiro.
Você me espera no quarto. Cem portas me separam de você. Cem. Poderia ser, cada uma delas, uma unidade de medida, como se diz das polegadas e dos pés. Dos sonetos.
– Cem portas – repetia ela.
– Minha fenda no monte, eu preciso adormecer.
(Essa a maravilhosa negligência de nós mesmas.)
Passara longo tempo a olhar as plantas, como se tentasse capturar o instante, o instante em que elas cresciam. Mas, para isso, era preciso entrar em comunhão com elas, com a sua imobilidade que se mexia. Adiava a escrita, procurando deixar que a noite se enfiasse por ela adentro. Então, se o mundo a chamasse lá fora, não poderia responder. Sua escrita também crescia, imperceptível, por entre os poros das costas e das coxas, ali aonde nenhuma palavra chega.
– Seus olhos, vejo, guardam meu susto como se fosse deles. Têm forma de delicada testemunha.
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– O tom da terra é o da sua boca pelo avesso, de certas partes da sua língua.
– Eu poderia dizer que sonhei com você esta noite. Eu poderia.
– Eu desejei ver o oceano por dentro.
– Venha.

 

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Tudo no livro existe para chegar ao mundo

 

    A Cas’a edições tem como proposta acolher os originais, a partir do que chamamos de “clínica do texto”, e trabalhar na sua transposição para o livro – Tudo no mundo existe para chegar ao livro, escreveu certa vez o poeta S. Mallarmé. Buscamos pensar cada projeto em sua singularidade e em parceria com os autores e com a comunidade que se reúne em torno da sua realização. Feito o livro, nossa tarefa passa a ser fazê-lo chegar ao mundo, para que, então, possa se abrir para fora de si. Até hoje publicamos predominantemente livros de poemas, com ênfase em autorias femininas. Nossa linha editorial, contudo, abarca também textos que colocam em contato a literatura, a psicanálise, a filosofia e as artes plásticas. E assim seguimos, tomando o livro como uma espécie delicada de folhagem em que pousam e voam os fragmentos de uma vida.

 

Editoras: Camila Morais, Janaina de Paula, Maraíza Labanca

 

Parcerias: Fernanda Gontijo e Daniella Domingues (Arte gráfica), Julia Panadés (Ilustração), Alice Bedê (Revisão), Caio Xavier e Fernanda Xavier (Site)

 

Apoio: Cas’a’screver e Espaço a’mais

 

www.casaescrever.com
 @casascrever
 facebook.com/casaescrever

 

Maraíza Labanca, escritora brasileira graduada, mestre e doutora em Letras pela UFMG; oferece oficinas de escrita individuais e coletivas no Espaço a’mais; é preparadora de textos e editora da Cas’a edições; de sua autoria, publicou os livros “Refratário” (poemas - prêmio de melhor livro de poesia da Região Sudeste pela Asabeça - 2012), “Rés – livro das contaminações” (poemas - com Erick Costa - 2014) e “Partitura” (prosa poética - 2018).

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Revista InComunidade, Edição de Março de 2019


FICHA TÉCNICA


Edição e propriedade: 515 - Cooperativa Cultural, ISSN 2182-7486


Rua Júlio Dinis número 947, 6º Dto. 4050-327 Porto – Portugal


Redacção: Rua Júlio Dinis, 947 – 6º Dto. 4050-327 Porto - Portugal

Email: geral@incomunidade.com


Director: Henrique Dória       Director-adjunto: Jorge Vicente


Revisão de textos: Filomena Barata e Alice Macedo Campos

Conselho Editorial:

Henrique Dória, Alice Macedo Campos, Cecília Barreira, Clara Pimenta do Vale, Filomena Barata, Jorge Vicente, Maria Estela Guedes, Maria Toscano, Myrian Naves


Colaboradores de Março de 2019:

HENRIQUE DÓRIA, Adán Echeverría, Adelto Gonçalves, André Nogueira, Artur Alonso, Augusto César, Berta Lucia Estrada, Caio Junqueira Maciel, Fabián Soberón, Fernando Maia da Motta, Gabre Valle, Gerardo Burton; Rolando Revagliatti, I Mulherio das Letras, Joel Henriques, Jorge Castro Guedes, Jorge Elias Neto, Jorge Miranda, José Ioskyn, Leila Míccolis, Luís Henriques, Luísa Demétrio Raposo, Maraíza Labanca, Maria Manuela Jardim, Marinho Lopes, Nayara Fernandes, Nuno Rau, Octavio Perelló, Ricardo Alfaya, Ricardo Ramos Filho, Rocío Prieto Valdivia, Thiago Ponce de Moraes, Zetho Cunha Gonçalves


Foto de capa:

'Frevo', Cândido Portinari, 1956


Paginação:

Nuno Baptista


Os artigos de opinião e correio de leitor assinados e difundidos neste órgão de comunicação social são da inteira responsabilidade dos seus autores,

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