ANO 5 Edição 76 - Janeiro 2019 INÍCIO contactos

Maria Emília Lino Silva


O trabalho mental e o isso (das es): o insano, o perito, o gênio e a pessoa comum

Nessa etapa cria-se uma oportunidade, que não deve ser desperdiçada, de examinar junto com paciente o significado de se fazer trabalho analítico, ou qualquer outro gênero de trabalho, estando insano. W.R.BION

 

O perito é alguém que parou de pensar. Para que pensar, se é um perito? F. L. WRIGHT

 

Seguindo a ideia de FREUD (1) de que a atividade de pensar teria se desenvolvido a partir da necessidade de preencher a brecha entre o aparecimento de uma necessidade e o momento de sua satisfação, BION (2) acrescenta a  ideia de um ponto crucial nesse processo, quando se coloca, para o psiquismo, a alternativa entre fugir à frustração ou modificá-la. A opção entre as duas direções apresenta-se com uma importância vital, uma vez que, para este último autor, a verdade é tão necessária à mente quanto o alimento ao corpo.

 

Tal ponto de vista permite encarar o INSANO como alguém carente da verdade, uma vez que sistematicamente a evita. Em outras palavras, como alguém que tenha se tornado um especialista na fuga, podendo chegar ao requinte (na psicose) de atacar o próprio aparelho mental para não entrar em contato com a verdade. Entendo que a distinção entre ‘realidade’ e ‘verdade’, no pensamento bioniano, reside na referência à ‘realidade’ como o que pode ser comprovado objetivamente (a diferença freudiana entre percepção e pensamento, lembrança ou alucinação), enquanto a ‘verdade’ se refere ao psíquico, isto é, ao não sensório.

 

Da mesma forma, é possível conceber o PERITO como o especialista na solução - aquele que “sempre” identifica a ação eficiente para resolução do problema. Sob sua intervenção tudo parece ficar sob controle: não há caos, não há desconhecido, talvez nem haja inconsciente.

 

Entre estes dois extremos - o insano e o perito - fica a possibilidade de pensar, entendida como a articulação de pensamentos rumo à solução de problemas.

 

Ora, a simples constatação da existência de um problema a ser solucionado já é, em si mesma, um problema, já causa um certo grau de desconforto enquanto denuncia a falha, a não-onipotência. Este problema-anterior-ao-problema costuma passar desapercebido, como as coisas básicas e cotidianas, de resolução automática. Devemos às pessoas com perturbação no pensamento o conhecimento desta dificuldade inicial.

 

Pensar requer tolerância à frustração de não ser onipotente. Conhecer exige a admissão de que não se sabia, de que havia algum grau de ignorância. Isso inclui paciência para conter a deficiência relativa, para sofrer o processo da busca da solução e, sobretudo, para acatar as vicissitudes desse processo, uma das quais pode ser a espera do surgimento de condições favoráveis, o que significa suportar algum decorrer de tempo. Mas pensar pode ser também uma paixão, com origem no investimento afetivo das funções intelectuais. A curiosidade de saber, levando o homem a criar problemas para ter o prazer de resolvê-los, constitui o cotidiano da ciência.

 

Poderíamos dividir a questão em três etapas: a equação do problema, os passos do desenvolvimento e a solução. Esta última envolve sempre algum grau ou classe de prazer, o que depende das características do processo todo. Eis um aspecto relevante que costuma, no entanto, passar ignorado na aparente fluidez das resoluções rotineiras: a qualidade da solução encontrada e, portanto, da satisfação obtida.

 

Referia-me, acima, à dívida para com as pessoas com transtornos de pensamento, ou seja, para com aquelas cuja dor decorrente das falhas em pensar alcança um nível que exige atenção clínica. O que é possível aprender com elas pode ser útil para a grande maioria, cujo sofrimento reduzido e crônico chega a parecer normal.

 

Essas pessoas, normais, não chegam a apresentar problemas, ou melhor, costumam resolver as questões de seu dia a dia com uma eficiência corriqueira. Talvez nem mesmo se queixem. O que possibilita perceber que algo não vai assim tão bem é uma certa insatisfação indefinida e generalizada, é um certo deslocamento da satisfação, como se a própria libido pudesse se realizar em outrem: filhos, artistas, esportistas ou quaisquer outras pessoas idealizadas.

 

Examinando com mais atenção essas vidas comuns (normais?) podemos perceber, não um fracasso, mas uma certa deficiência de qualidade que não chega a incomodar, que parece mesmo ser valorizada. A aventura da vida fica bem para os heróis; para os espectadores, a rotina cai melhor.

 

Conjecturando sobre a natureza dessa atitude, vemos uma falta de coragem para grandes feitos, o que significa não apenas riscos de fracassos, mas também de sucessos... e seus encargos. Um desses encargos consiste em tolerar um acréscimo de estímulos, de tensão sustentada, um quantum a mais de sonho e de desejo, cuja mera presença já sobrecarrega a mente e exige descarga.

 

Pessoas genialmente criativas deixaram-nos a descrição dessa vivência no limite da continência habitual, quando o artista ou o cientista - a experiência é semelhante - fica como que à mercê de pensamentos​ desencadeados, quase à margem da realidade partilhada, isolado em outras esferas da experiência, corpo e mente submetidos, pondo em perigo o estilo convencional de ser, o que se mostra demasiado arriscado para o homem comum.

 

A defesa contra estes extremos consiste em identificar e manter o limiar de excitação, que varia dentro de limites individuais. Seria a medida do grau de criatividade/mediocridade de cada um, que delimita o quanto se consegue ousar em direção ao novo e o quanto se necessita recorrer ao já estabelecido por outros, confiáveis, que se arriscaram e legaram a seu público tais conquistas, embora frequentemente permanecendo anônimos.

 

Tudo isso para dizer que a gênese de uma ideia nova não é um processo que se possa avaliar em termos de presença/ausência, sim/não. Ele pode ser facilitado pelo “estado negativo de mente”, de que fala BION (3), onde memória, desejo e teoria são deixados intencionalmente de lado. Tal processo comporta, porém, variações na qualidade de experiência e na avaliação do fator distância/tempo, incluindo o ponto em que a espera pela emergência da nova apreensão é sentida como precisando ser interrompida, e a revelação que tarda necessitando ser substituída pela recorrência a qualquer conceito, especialmente aquele já tido como certo.

 

O poeta é um escravo de sua Noite. Seu trabalho é humilde. Consiste em limpar o quarto e aguardar sua legítima visitação, disse Jean COCTEAU(4). Aguardar a visita da musa, fato selecionado ou inspiração, supõe, portanto, um tempo de espera e privação em que a tensão se acumula. E para que esperar? “Trocar o certo pelo incerto é sempre temerário”, diz o senso comum. Em especial quando algo considerado “certo” está à disposição, garantindo uma satisfação relativa e segura. Em nome de quê se arriscar?

 

De modo que a deficiência na tolerância não precisa chegar aos níveis psicóticos, em que a capacidade de pensar é arrebentada e substituída pela identificação projetiva. Não precisa mesmo chegar à postura onipotente de quem já não pode aprender pois tudo sabe. Pode-se manifestar, ao nível da normalidade, em termos de uma simples reprodução de pensamentos já consagrados pelo uso, pela ciência, pela religião ou por qualquer outro ramo do saber.

 

Mesmo as pessoas mais criativas não conseguem se aventurar de modo contínuo no Novo, no Desconhecido, precisando recorrer ao Estabelecido para economizar esforços, e também para se manter na comunidade humana sem ser obrigado a recriar a cultura a cada passo. Há, geralmente, um campo da experiência em que a perigosa empreitada pode ser vivida, embora não signifique um comportamento estanque, uma vez que compromete toda a vida da pessoa. É mais um campo de predileção, onde a atenção - e a tensão - se concentra e se expressa, podendo ou não se extravasar por outras áreas.

 

BION chama tais indivíduos geniais de “místicos” (5), por se colocarem, como diz COCTEAU (4), a serviço da ideia nova, quer esta se manifeste no campo da Ciência, da Arte, da Religião ou de qualquer outra região da vida humana. Mas a relação do “místico” (aquele capaz de captar a ideia nova que emerge no grupo) com o grupo onde habita costuma elevar o nível de tensão. Tudo isso faz com que sejam raros os subversivos das ideias.

 

Voltando, porém, ao nível básico do cidadão comum, vemos que ele não se encontra tão protegido desse clima de alta tensão quanto o desejaria. Um acontecimento por demais traumático, uma necessidade excessivamente imperiosa pode ultrapassar-lhe o limiar e arrebentar seu equilíbrio, provocando danos de graus variados a seu aparelho de pensar. Uma defesa contra a tais perigos costuma ser o cuidadoso manter-se dentro de limites de segurança, evitando qualquer paixão - inclusive a paixão de pensar. Em termos normais, isso costuma ser fácil: basta ater-se ao conhecimento partilhado, quer​ se manifeste em termos religiosos, sociais ou teóricos​.

 

Existe, porém, um perigo universal e eterno a rondar a mente de cada homem, por mais genial ou equilibrado que seja. GRODDECK (6) refere-se a ele como “o isso” que vive o homem. Que muitas vezes o leva a direções contrárias a que ele determinou, ou que lhe sabota os esforços, subtraindo-lhe metas almejadas.

 

BION (7) trata dessa questão no contexto de grupo. Há uma tarefa que reúne indivíduos para sua consecução. Estando reunidos, entretanto, surgem outros interesses que passam a competir com o objetivo proposto. É natural e legítimo que isso ocorra, uma vez que há necessidades humanas que só se realizam na presença de outros seres humanos. Tais necessidades ele assim agrupa sob três tipos ou “suposições básicas”: dependência, ataque-fuga e acasalamento.

 

O importante, me parece, é que o Isso de cada um e o do grupo comecem a interagir com o Eu grupal e sua tarefa oficial. Em termos individuais, a situação se coloca em termos de oposição entre o consciente e o inconsciente, entre a parte psicótica e a parte não psicótica da personalidade. Isto pode gerar ou uma visão binocular, de perspectiva, ou um transtorno de pensamento, dependendo da natureza do confronto ou do uso com que seja empregado. Porque é possível utilizar o aparelho de pensar tanto para perceber quanto para não perceber e mesmo para distorcer ou destruir a percepção.

 

A questão que então se coloca diz respeito às condições de se fazer trabalho analítico, ou qualquer outro gênero de trabalho, considerando-se ​que além do Eu que se propõe conscientemente a tarefa, existe também um Isso e seus desígnios peculiares, podendo incluir a obstrução da tarefa, a fuga ao sucesso e a seus encargos.

 

BION convida-nos a distinguir a atividade mental a serviço do pensar e do contato com a realidade, daquela utilizada para uma proliferação de ideias que se assemelha à produtividade mas que, no entanto, não acrescenta nada ao que já se conhecia, constituindo-se numa pseudo-contribuição mais relacionada às suposições básicas que à geração de uma ideia nova. Esse pseudo-trabalho pode beirar ou até ultrapassar as fronteiras dos reinos do auto-engano e mesmo da mentira, sendo mais provável que se mantenha dentro dos limites seguros da simples reprodução disfarçada em criatividade.

 

Se utilizarmos o sistema visual como um modelo para pensar o aparelho mental, poderemos “ver” que a reprodução pode ser simples e automática como a visão monocular, enquanto a criatividade exige a coordenação entre dois órgãos perceptivos. No caso, consciente e inconsciente, objetividade e subjetividade, realismo e sonho, e também o viés próprio e o alheio. Conseguir tal efeito de perspectiva - esse “plus” além da atividade rotineira - exige uma espécie de alargamento do psiquismo, não só em termos de “conter” mais elementos e o acréscimo de tensão resultante do estado caótico que caracteriza uma situação-problema, mas também de tolerar a angústia decorrente de se enfrentar com a possibilidade de não encontrar a solução, de permanecer indefinidamente nessa busca.

 

Também a capacidade de criação é relativa. Pode se manifestar uma só vez na vida, ocorrer por períodos ou constituir um estilo de viver. De qualquer forma, enquanto dure, a maior amplitude de experiência não ocorre sem ônus:

 

Nos cumes do pensamento é preciso adaptar-se ao ar rarefeito da incerteza, à incrível magnitude das perguntas que surgem, e às respostas sugeridas para tais perguntas. O arco se alarga, mais, e mais, e mais ainda, para muito além do que a mente é capaz de alcançar, e a gente tem até medo de se perder por ali, sem nunca mais poder voltar. Robert M. PIRSIG (8)

 

A energia dispendida nessa tarefa e o investimento libidinal requerido acabam por desviar a atenção das exigências do cotidiano, revelando uma nova faceta de nossa questão: o significado de se fazer trabalho analítico, ou qualquer outro gênero de trabalho, estando criativo. Especialmente no que concerne às responsabilidades com o lado prático da vida e com os relacionamentos pessoais.

 

A ideia nova, ou a nova perspectiva, quando enfim obtida, precisa ser testada. Falhando, a busca prossegue. Bem sucedida, acarreta outra ordem de problemas ligada à comunicação. Um item importantíssimo, aqui, diz respeito à linguagem. É preciso, primeiro, comunicar a ideia a si mesmo, traduzindo-a em palavras e enfrentando os limites e distorções inerentes a tal esforço. Depois pode ser preciso estender tal comunicação a outros, o que requer consideração não só aos diversos códigos linguísticos, mas também aos sócio-afetivos.

 

Caso a novidade seja mesmo boa - e nova- ela rompe com o antigo, instaura uma outra ordem, exigindo um esforço de adaptação que nem sempre é benvindo, ainda mais se acarreta o abandono de velhos hábitos, podendo ter, ou não, implicações financeiras. Natural, pois, que tanto o portador da ideia nova quanto o grupo ao qual é comunicada possam preferir permanecer sabendo o que já sabiam ao risco da revolução mental.

 

No consultório, a contraface da descoberta, ou “insight”, revela-se como resistência, adesão à compulsão a repetir para não criar novas imagens e estilos, para não mudar. Essa tática, porém, acontece de falhar, quando exercida frente a um outro ali presente exatamente para pensar. E pensar nesse velho que é tão querido, tão ardorosamente defendido, apesar de toda a dor que possa significar. E também pensar no novo impedido de surgir, mas que de certa forma já está presente enquanto ameaça de ruptura e de revolução.

 

E assim vemos a ideia nova se constituir como um encargo tanto para o grupo ao qual é comunicada quanto ao pensador que a abriga. Isto porque, se ele for insano, terá que se haver com a possibilidade de uma nova ordem mental e suas consequências. Se for um perito, bem, era perito dentro do velho esquema; com a mudança, perde a segurança, precisa adaptar-se, pensar de novo. Caso seja​ um gênio, ver-se-á compelido a comunicar sua descoberta, sofrer as reações que provoca, deixar que sua vida seja invadida pelas consequências positivas e/ou negativas.

 

Mas o homem comum, que nem é perito, nem insano, nem gênio, costuma manter seu pensar dentro de limites toleráveis, concentrando a maior parte de sua energia em reproduzir o pensamento vigente, recordar e imaginar, acreditando que raciocina.

 

O problema é que a delegação do pensar a crenças ou ideologias pode chegar a fenômenos individuais como o do beato, que conversa com Deus e fica acima dos outros seres humanos, dispensado de respeito e consideração, podendo chegar aos limites da arrogância e da crueldade. Ou aos fenômenos coletivos capazes de levar multidões e mesmo nações inteiras a perpetrar as maiores atrocidades em nome de uma religião ou de uma raça. Tanto em um caso como em outro, não se trata nunca de pacientes psiquiátricos, mas de pessoas comuns cumprindo ordens superiores - humanas ou divinas.

 

Mas aquele que ousa outorgar-se a liberdade de pensar e assumir com responsabilidade seus encargos pode ou não ser bem-visto pela comunidade. Será em todo caso um herói, um exemplo da coragem de abrir-se para a vida e para a gama de experiências ​que fazem o sabor e a riqueza da aventura de realizar-se enquanto ser humano. Será um herói, talvez anônimo, enquanto escolher o caminho de criar, a cada instante, a realidade mais apropriada e bela para si e para os que o circundam.

 

1 - FREUD, S., Formulações Sobre os Dois Princípios do Funcionamento Mental (1911), Obras Completas, Rio de Janeiro: Imago, vol. 12 p. 278/9

2 - BION, W.R., Aprendiendo de la experiência, (1963), Buenos Aires: Paidós, p. 115, 1975

3 - BION, W.R., Atenção e Interpretação, Cap. 13, a partir de termo criado por John KEATS, a “capacidade negativa”.

4 - COCTEAU, J., The Process Of Inspiration, in: GHISELIN, B., (ORG.), The Creative Process, New York: The New American Library, 13ª ed., p. 203, s/d.

5 - BION, W.R., Aprendiendo de la experiência, (1963), Buenos Aires: Paidós, p. 115, 1975, Capítulo 6.

6 - GRODDECK, G., O livro D´Isso, (1923), São Paulo: Perspectiva, p. 9, 1964

7 - BION, W.R., Experiências com Grupos: os fundamentos da terapia de grupo (1959), Rio de janeiro/ São Paulo, Imago/EDUSP, 2ª. Ed., 1975.

8 - PIRSIG, R.M., O Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas; Uma Investigação Sobre Valores. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 9ª ed., p. 122, 1991.

 

 

Maria Emília Lino  Silva nasceu em Ponta Porã, MS, Brasil, em 1945 e com onze anos foi morar em São Paulo, SP. Fez a graduação, mestrado e doutorado na USP, SP. Sua tese, Pensando o pensar com pensamentos de W. R. Bion está publicada como Pensando o pensar: uma introdução a W. R. Bion. Exerceu a clínica psicanalítica por 30 anos e a docência em pós-graduação em psicologia clínica por 20 anos na PUC-SP e PUC-Campinas. Coordenou o livro Investigação e Psicanálise onde participa com o artigo “Pensar em Psicanálise”. Publicou vários artigos em revistas de Psicologia e de Psicanálise. Mantém duas páginas no Facebook, uma ligada à Psicanálise (W.R.Bion por M.E.L.S) e outra ligada à Literatura (Livre pensar é só pensar). Publicou um conto na antologia Sós e está preparando seu primeiro romance.

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Paginação:

Nuno Baptista


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