ANO 5 Edição 75 - Dezembro 2018 INÍCIO contactos

Narlan Matos


Poemas

idílio

 

Pai, meu filho nasceu. Faz tanto tempo que lhe escrevi. Há tanto idílio entre ele você e eu! Ainda é difícil acreditar que você morreu... O dia acaba de nascer e me convence de novo com seu inquestionável argumento. Ontem, hoje, amanhã: a vida vive-se de momento em momento.

 

Pai, as praças de Havana são tão formosas que me fazem chorar. Tem flamboyants vermelhos acácias amarelas derramando suas cores belas  nos cansados olhos dos homens. Tem bancos antigos ricamente decorados cheios de ternura e saudades.


Pai, meu filho tem o mar do caribe nos olhos e um sorriso de nuvem branca, branca como só as nuvens são. O cheiro de mar no ar me faz lembrar dos velhos tempos na casa de praia da infância onde passávamos verões felizes e eu achava que tu eras tão eterno quanto as ilusões.

 

Pai, todas as manhãs o mar caribenho me olha com seus olhos azuis e eu penso que você deve estar nos campos elíseos. Que saudades do teu sorriso! Como duramente descobri que tudo se vai.  Mas meu filho me ensina de novo a existir.

 

Pai, as mulheres negras cubanas bailam como os anjos devem bailar no céu e seus leques charmosos seu colorido tropical fazem a vida tão mais linda. Nos olhos de meu filho há uma piscina clara de ternura onde mergulho quando estou triste. Ah, que triste que você não mais existe! Jamais terás meu filho em seus braços e ele jamais encontrará espaço em teu regaço! Mas nele eu te vejo: não como se ele fosse você mas como se eu fosse de novo teu filho!

 

Pai, nunca mais eu te abraçarei mas quando meu filho me abraça eu retorno aos teus raros abraços e a vida abre suas asas de cores sobre a eternidade. As manhãs de sábado são alegres e tristes: lembro da infância e vínhamos caminhando da feira livres como pássaros, e eu te imitava teus passos e te admirava como um colosso ao sol. E você me dava braçadas leves de flores pra carregar e eu chegava em casa feliz com a alminha cheirando a lírios e tangerina.

 

Querido pai, meu filho nasceu. Em Cuba o povo vive como quem desafia a morte. Em Cuba o povo sorri como quem luta. Vou ensinar-lhe a amar os bichos e os homens as ilhas e os pássaros vou ensinar-lhe a amar as mulheres e os barcos.

 

Pai, os sobrados e os casarões da velha Havana são antigos e belos poemas com sua arquitetura de romances e colores. Sacadas melancólicas suspiram por grandes amores! Sabe, ainda me dói tanto uma coisa... não foi descaso não foi erro: a vida quis que eu não fosse ao teu enterro. Nem que houvesse uma despedida derradeira.  Uma vez no Japão sonhei que eu cavava tua cova com minhas próprias mãos e te enterrava sozinho no palco de um anfi-teatro grego.

 

Pai, meu filho nasceu. O único neto que você não conheceu. Contarei a ele as grandes passagens de sua vida suas estórias seus percalços sua inesquecível lida com os fracos e os oprimidos de sua felicidade, da grande fraternidade de sua mesa.

 

Pai,  já faz tanto tempo que você me escreveu. Preciso lhe contar que meu filho nasceu. E foi como o sol na manhã caribenha nua: a vida é assim: eu te continuei, pai - meu filho me continua!

 

Havana, Cuba, 15 de Julho de 2017
dia de meu aniversário.

 

 


 

 

 

cântico aos desaventurados do mundo

 

as crianças arremessadas nos pântanos da vida
sem moeda sem clemência sem claridade

 

os filhos abandonados por seus pais nos orfanatos
aos tratos dos anjos e dos abutres do acaso

 

os pais abandonados por seus filhos nos charcos
nos asilos com os lobos do tempo na espera

 

paciente de sua carne velha e cansada de sua
brevidade restante à beira da inclemente estrada

 

os que se quedaram à beira do caminho cansados
mortos de uma estranha fome de uma solidão insone

 

os soldados enviados a distantes postos
apartados de seus filhos suas famílias de seus amores

 

os condenados à morte sem misericórdia sem
tribunal por fuzilamento por enforcamento por solidão

 

os encarcerados em desumanas obscuras  prisões
em celas sujas privadas de luz e esperança

 

os mortos desolados e invisíveis nos cemitérios
flutuando sobre sepulcros brancos saudosos da vida

 

receosos da morte alheios aos homens para sempre
detrás da porta da qual já não há retorno

 

as estrelas que tombaram em silêncio sem que
ninguém as percebesse afogadas na escuridão do universo

 

os perdidos os desencontrados pelos labirintos da existência
sem encontrar início e nem fim circulando como uma

 

alcatéia louca uivando de noite para as estrelas do impossível
os que dormem insones nas ruas sem sempre nem nunca

 

os pobres vagando em suas vielas seus vilarejos
perseguidos sem descanso sem consolo sem trégua

 

as almas sebosas caídas em suas pequenezas
embebidas em suas ordens de desespero e tristeza

 

a vós estendo minhas mãos pequenas e frágeis
e oferto meu afago e oferto meus lábios meu beijo

 

nesta noite milenar da América Central todos vós
encontrareis abrigo e refúgio em meu peito!

 

San José, Costa Rica

 

 


 

 

 

a chama

 

a noite é fria meu amigo
os mapas morreram amputaram o silêncio
senta aqui ao meu lado ouve o que te digo
me conta tua vida me diz teu indizível
compartilhemos nossas cicatrizes e alegrias
juntos construamos uma quimera um abrigo

 

amigo a noite é fria e escura
mas acendamos um cigarro, uma lanterna
(que a vida é breve mas a morte é eterna)
para iluminar a noite e aquecer nossos corpos frágeis
e nossas almas fatigadas de mentiras
dá-me um pouco da chama que tu carregas
que todo homem comum carrega dentro de si
e com a minha acenderemos uma fogueira
falo dessa coisa que arde na alma dos homens
de boa vontade
e pra te dizer a verdade não me acho bom
mas amo as estrelas as ondas do mar
e converso com a brisa leve de abril
compartilho contigo a imensa fraternidade
que carrego no peito desde menino
e quero dividir o brilho do sol amanhã cedo
que meu filho cresça forte e fiel à primavera

 

amigo a noite avança contra
de nada adianta desistir
de nada adianta o suicídio
de nada adianta cair  à beira da estrada
cruzar os braços e enforcar o horizonte
não somos pedras e nem deuses gregos
somos apenas gente somos homens
e a vida, a vida é outro nome para seguir em frente
a noite é escuridão e ave-de-rapina
senta aqui perto meu amigo
que é noite ao redor do novo século é noite
- e é mais noite ainda quando ninguém
          está contigo!


 

 

 

 

 

sinal aberto           

 

o sinal abriu…
vou na multidão e sou de gás, óleo diesel e sangue
sinto o cheiro do povo, o olor incerto, suado do povo
estou na multidão e vamos todos juntos e na mesma direção
neste verde agora

 

o sinal abriu e avançamos todos lado a lado uns com os outros
temos contas a pagar  responsabilidades encontros à nossa espera
temos o tempo imperdoável em nosso encalço e somos mortais
temos também amores em nossos peitos, esperanças acesas
uma mãe segura uma criança pela mão e a criança caminhando
aprende a vida a ser homem no centro da colméia humana

 

o sinal abriu, estamos todos indo na mesma direção
o passo firme, seguro, marchamos rumo à vida e ao amor
atrás de nós o céu de chumbo da existência pesa em nossos ombros
a mistura tóxica de asfalto gás carbônico e solidão nos sufoca
não temos fórmulas nem equações mas estamos lado a lado
o pássaro da concórdia está sobrevoando nossas cabeças

 

cruzamos a vida e a larga avenida há pouco todos juntos
todavia já não estamos, debandamos rumo ao nada
um virou à direita, outro à esquerda, outros ficaram para trás
a mulher com a criança sumiu dentro da fumaça das descargas
agora somos mais como os ferozes automóveis que desafiávamos

 

eu entrei neste prédio vazio e estou aguardando o elevador ordinário
lúgubre que não me conduzirá ao andar de cima
e penso: por um instante quase de braços dados marchávamos todos
a vida parecia tão possível, a vida escrita em letras maiúsculas
e tudo era tão belo que até o impossível teve medo de nós

 

                             New York, 2015


 

 

 

 

 

infantes da Palestina    
          

silêncio
os infantes da Palestina estão chorando de pé
ante o pelotão de fuzilamento
as oliveiras de milênios entoam orações
os abutres famintos aguardam sua vez
em suas mãos pueris trêmulas suas armas:
uma bola uma boneca um estilingue

 

silêncio
debruçados sobre o muro da morte
choram e contemplam o Paraíso
o destino é um felino de garras sujas
um velho sol cansado de guerra agoniza
aprisonado no céu como uma bandeira
hasteada sobre o sinistro espetáculo

 

silêncio
o vento sopra um réquiem lento
(as bolsas de valores operam em alta)
de pé ante o pelotão de fuzilamento
os infantes da Palestina morrerão pelos meus e pelos teus pecados
as palomas brancas voam inúteis
os abutres vorazes aguardam sua vez

 

estão de pé os infantes como homens feitos
de pé sobre as ruínas do passado do presente e do futuro
é imensa a fila do antes e do depois
em torno do silêncio as nações, unidas, dançam
cantam num banquete pagão e celebram o holocausto

 

silêncio
a vida e a história apertarão o gatilho
juntas
sem nenhuma misericódia
…………………………………………………………………..
escorrendo grosso e lento nas areias do tempo, seu sangue mítico
agora irriga as plantas carnívoras do inferno.

 

 

 

 

 

 

o balanço no pátio   

 

nesta tarde sem tarde
estou sentado sem mim
no balanço do tempo
no pátio etéreo de minha casa
aguardando pelos milagres
que só podem nascer das mãos dos homens

 

 


 

 

 

esta civilização  

 

Esta civilização com pés de aço silício e seu desconhecido coração movido a vapor a gasolina a gente. Antífona de ícones épocas delírios de uma insana lucidez. É brutal sua ternura é amargo seu doce é longe seu perto. Consumida em alfabetos ágrafos, jardins de inverno. Com suas Musas (e mulheres) belas apolíneas – sentadas bem ao meu lado e impossíveis todavia no infinito. Em seu pulso uma bizarra sinfonia, ordenada convulsão. Viciada em si mesma, ela é um dócil lobo raivoso. Cruamente nua – e contudo aversa a tudo que lhe despe. Prisioneira de códigos, senhas, cifras. Um choro incontrolável inguiado na garganta. De sorriso fácil largo mórbido absurdamente feliz.

 

Esta civilização de homens concebidos pelas máquinas! Os cães civilizados levam seus donos para caminhar e, eventualmente, ao psiquiatra. Detrás de seus óculos escuros, os olhos escuros desta civilização. Por toda parte e solta, a flauta de Pã entretém!

 

Esta civilização em sua retórica clara obscura tragicômica. Se distanciando de si mesma à medida em que se aproxima. O homem civilizado  ainda assim, um homem. Fuma. Esta civilização em sua convulsa dialética  de canteiros de rosas e canteiros de obras gases pesados, entardeceres. Ah, a alma da cidade se perdeu no homem! Esta civilização profanou o Paraíso das maçãs puras dos cachos negros de uvas de samambaias e sequóias! E esta esquizofrênica busca pelo novo, o novo, o novo.

 

Esta civilização com seus dentes afiados de chacal de hiena de motosseras devorando àrvores e defecando papel morto, fétido, inútil. Devorando areia e cimento e vomitando arranha-céus, estacionamentos. E o que faremos com essas toneladas de concreto-armado apontando para o nada? Que estranho noturno na boca desta civilização! Caminhando incontrolável sempre adiante para trás. Esta civilização chega finalmente ao seu rim: porque a natureza agora é a outra, a única civilização, o único Éden possível.

 

 

 

 

 

 

a infinita escrita    

 

a vida é este papel em branco
que recebemos ao nascer
das indizíveis mãos do invisível
e sobre o qual derramaremos
o sol cotidiano, tardes, manhãs
escreveremos amizades, ontens
arrebóis, noites solitárias
inventaremos nossas mãos pés
braços e abraços longos
desenharemos setembros
sombras ventos paisagens
lugares campos sonhos dias
aprenderemos- pela pedra-
o perdão o ódio o ócio
o pódium e os muitos mitos
sim, escreveremos nossa história
rascunhos de nós mesmos
sobre o branco silencioso do papel
um após o outro após o outro
até que a morte nos passe a limpo.

 

 


 

 

 

os povos

 

os povos: cansados de si mesmos
como velhos navios exaustos de mar

 

outros povos sem cais sem portos
jovens demais para se saberem

 

os povos: apodrecendo em si mesmos
em seus mitos estátuas e heróis

 

os povos: mortos em seus mártires
perdidos nas ruas de suas cidades

 

quanto sangue na baioneta dos povos!
quantos séculos presos em suas rotas

 

há um outono que só existe para os povos
que lhes decepa a cabeça sem piedade

 

deus guarde os povos sem pátria
sem mártires sem estátuas sem glórias
deus salve os povos sem povo!

 

 

 

 

 

 

san francisco   

 

a brisa calma sopra  sobre a baía   
- feito quando Deus soprou nas narinas do homem
San Francisco à meia-noite está amanhecendo
um presépio armado sobre as colinas sinuosas
ladeiras que sobem até a alta noite de novembro
ao meu redor, a silhueta das colinas ornadas de luzes
lucilando em si e na baía escurecida –
onde se olham e se enamoram tal qual Narciso
ao meu lado esquerdo, a Golden Gate Bridge
é uma infinita ponte sobre a escuridão
bondes iluminados lentos charmosos e ônibus elétricos
circulando à música de um antigo jazz que nasce do silêncio
e as luzes cintilando e cintilando e cintilando calmas
a noite de San Francisco esta noite, de tão clara, de tão bela
nem precisa das estrelas:
as constelações dos homens estão brilhando para Deus.

 

 

 

 


 

no café Trieste     

 

sentado a uma mesa do Café Trieste (triste?)
sem Lawrence Ferlinghetti
em San Francisco
enfadado pelo aroma estranho dos jornais
o café na caneca parece desenhado a nanquim
onde leio de forma legível:
minha vida está cansada de mim
apenas os mortos me fazem companhia
ao meu lado N’Os Miseráveis, de Victor Hugo
começarão em breve uma rebelião

 

as ruas lá fora procuram por uma época
como um corpo procura por uma alma

 

 


 

 

 

Deus

 

Deus olhando para Terra
o homem olhando para os Céus
Deus criou os rios os bichos a hera
os peixes as frutas o vento o oceano
e viu que era belo e viu que era bom
à sua semelhança Deus criou o homem
o homem logo criou caso com Deus
reclamou da vida reclamou da obra
Deus acreditando crendo no homem
o homem sempre duvidando de Deus
Deus prometendo descer e ser homem
o homem na loucura de subir e ser Deus
Deus aguardando pelo trabalho do homem
que viva em harmonia com os seus
(os deuses são todos iguais
e esperam pelo mesmo dos mortais)
que trabalhe a vida, que semeie a terra
o homem à espera do maná de Deus
o homem padecendo da mesma fome
e com inveja de Deus que não come
há milênios o velho óbvio se arrasta
sem que o homem lhe dê a mão
somos homens: já sabemos demais de tudo
e ainda não sabemos de quase nada
Deus se cumpriu desceu aos homens
o homem se revoltou e matou Deus
milênios e milênios se passaram
asteróides cruzaram o universo
Deus olhando para a Terra
o homem olhando para os Céus:
nem Deus entende o homem

e nem o homem entende Deus

 

Narlan Matos (Brasil/USA) 1975, Itaquara. É um dos poetas latino americanos mais traduzidos no mundo hoje. Críticos na América e na Europa têm apontado a importância universal de sua obra. Aos 21, estreou com Senhoras e senhores: o amanhecer, vencedor do Prêmio Copene de Literatura (atual Braskem) em 1997, e publicado pela Fundação Casa de Jorge Amado. Seu segundo livro, No acampamento das sombras, lhe rendeu seu primeiro prêmio nacional, o Prêmio XEROX de Literatura Brasileira, em 2000.  Aí começa sua escalada internacional, sendo convidado para representar o Brasil em vários festivais internacionais. Em 2002, foi escolhido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para representar o Brasil no International Writing Program, University of Iowa. Sua poesia mereceu comentários de poetas lendários como o russo Yevgeny Yevtushenko, o espanhol Juan Carlos Mestre, os americanos Robert Creeley, Lawrence Ferlinghetti e Michael Palmer – este se torna seu tradutor nos USA - e do esloveno Tomaz Salamun. Seu terceiro livro de poemas Elegia ao Novo Mundo, publicado pela editora 7 Letras, foi indicado ao Prêmio Internacional Portugal Telecom e lhe consagrou um lugar de nova vanguarda dentro da poesia latino-americana contemporânea, merecendo um importante artigo do Dr. Eleutério Santiago Diaz, da University of New Mexico. Se tornou interlocutor de Noam Chomsky, com quem já se encontrou duas vezes, no MIT, e com quem mantém vasta correspondência. Ele participa regularmente de inúmeros programas literários e festivais internacionais nos EUA e na Europa. Seus poemas já foram publicados em muitas línguas, incluindo o esloveno, espanhol, italiano, vietnamês, chinês, croata, lituano, alemão, Japonês, inglês, romeno, espanhol, sueco e hindu. Mestrado pela University of New Mexico e doutor pela University of Illinois at Urbana Champaign. Sua obra já foi destaque em revistas na Suécia, Lituânia, Eslovênia, Japão e China. Em 2014, a importante revista Italiana POESIA dedicou 13 páginas à vida e obra de Narlan Matos. Recentemente, comemorando seus 20 anos de literatura, quatro antologias poéticas completas foram publicadas com sua obra, na Eslovênia, Japão, Itália e Espanha, com ampla repercussão de crítica. Em 2016, a Rádio Nacional da Croácia levou ao ar um programa de meia hora sobre sua vida e obra. Idealizou e liderou a primeira delegação de poetas americanos a visitar Cuba desde a Revolução Cubana, com poetas como Robert Hass, Claudia Keelan, David St. John e vários outros. Um alaúde, a península e teus olhos negros, seu quarto livro de poemas, acaba de sair no Brasil, pela editora Penalux. Em 2017, a Universidade da Costa Rica publicou Elegia ao Novo Mundo em espanhol. Sua tournê mundial 2017 passou por Itália, Cuba, Porto Rico, Costa Rica e Alemanha. Obtendo vasta atenção de público e crítica. Em 2018, publicou Canto aos homens de boa vontade, muito bem recebido pela crítica e público. Atualmente é professor na The George Washington Univeristy. Site: https://sites.google.com/site/narlan7matos/

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Revista InComunidade, Edição de Dezembro de 2018


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Colaboradores de Dezembro de 2018:

Henrique Dória, Adán Echeverría, Adelto Gonçalves, Alexandra Vieira de Almeida, Alicia Salinas ; Rolando Revagliatti, entrev., André Caramuru Aubert, André Nigri, Beatriz H Ramos Amaral, Caio Junqueira Maciel, Casé Lontra Marques, Cecília Barreira, David Sarabia, Eduard Traste, Eliana Mora, Fernando Andrade, Francisco Orban, Geovane Monteiro, Helena Barbagelata Simões, Henrique Dória, Ivy Menon, Jandira Zanchi, Jorge Bateira, Jorge Castro Guedes, José Antonio Abreu de Oliveira, Katyuscia Carvalho, Krishnamurti Goés dos Anjos, Leila Míccolis, Leonardo Almeida Filho, Lino de Albergaria, Luiz Otávio Oliani, Luiz Roberto Guedes, Maria Emília Lino Silva, Marinho Lopes, Narlan Matos, Ramon Carlos, Ricardo Ramos Filho, Rita Faleiro, Rocío Prieto Valdivia, Salomão Sousa, Silas Correa Leite, Taise Dourado


Foto de capa:

Tríptico do pintor alemão George Grosz


Paginação:

Nuno Baptista


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