ANO 4 Edição 68 - Maio 2018 INÍCIO contactos

Carlos Vale Ferraz


Nó cego

SINOPSE

 

Objeto de estudo e de atenção nos meios universitários, Nó Cego é hoje um clássico da literatura portuguesa e sobretudo um grande e poderoso romance dos nossos dias, essencial para as atuais gerações de portugueses viverem esse período crucial da nossa História que foram os anos da guerra colonial e o fim do regime de ditadura, bem como para conhecer os dramas, as angústias, as alegrias e as tristezas da geração que fez a guerra e que a terminou, abrindo Portugal à modernidade.

 

Mantendo a estrutura da obra tal como originalmente publicada, Carlos Vale Ferraz intensificou a narrativa, dotando o texto de uma linguagem mais depurada, com as situações mais definidas na sua complexidade, por forma a que o leitor se sinta mais bem situado dentro da ação. E é assim que Nó Cego participa simultaneamente do documento e do monumento, do poderoso testemunho e da excelente literatura.

 

SOBRE O LIVRO

 

«Nó Cego é, sem dúvida, um romance que permite ao leitor viver, vicariamente, aventuras diversas — é um livro eminentemente lisible. Daí o seu sucesso popular e o facto de se ter tornado num livro de culto entre certas camadas de ex-combatentes. Mas o romance realista Nó Cego não se esgota na sua “lisibilidade”, no carácter chão e no ritmo febril de uma história que nunca deserta da realidade — Nó Cego, como objeto ficcional, não se esvazia se lhe tirarmos o seu poder de nos fazer ver os Comandos no mato e de nos fazer sentir o bedum dos seus corpos. Uma leitura exigente, ativa, revelará a sua essencial camada metafórica, as suas qualidades de texto (também) scriptible.

 

[…] Nó Cego é não só um romance de aventuras, corrido, fácil, amigo do leitor, como é literalmente sofisticado, com um fundo falso onde esconde uma soberba macrometáfora.»

 

Rui de Azevedo Teixeira

 

 

Carlos Vale Ferraz.

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Revista InComunidade, Edição de Maio de 2018


FICHA TÉCNICA


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Revisão de textos: Filomena Barata e Alice Macedo Campos

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Colaboradores de Maio de 2018:

Henrique Prior, Adán Echeverría, Adelto Gonçalves, Alexandra Magalhães Zeiner, Alexandra Vieira de Almeida, Bruno Candéas, CARLOS BARBARITO, Carlos Vale Ferraz, Cássio Amaral ; Heleno Álvares, Cláudio B. Carlos, Cristian Barbarosie, Daniel Rosa dos Santos, Diniz Gonçalves Júnior, Fabián Soberón ; Will Moritz, trad., Federico Rivero Scarani, Fernando de Castro Branco, Filipe Papança, Gociante Patissa, Henrique Dória, Hermínio Prates, Inma Luna, Jandira Zanchi, Jean Sartief, João Aroldo Pereira, José Couto, José Gil, José Guyer Salles, Kátia Bandeira de Mello-Gerlach, Leila Míccolis, Leonardo Almeida Filho, Luanna Belmont, Lucas Perito, Luis Alberto Nogueira Alves, Marcelo Labes, Marcia Kupstas, Maria Estela Guedes, Marinho Lopes, Matheus Guménin Barreto, Moisés Cárdenas, Myrian Naves, Ngonguita Diogo, Nilo da Silva Lima, Noélia Ribeiro, Nuno Rau, Paulo de Toledo, Reynaldo Bessa, Reynaldo Jiménez ; Rolando Revagliatti, Ricardo Alfaya, Ricardo Ramos Filho, Silas Correa Leite, Tânia Diniz, Vera Casanova, Jayme Reis


Foto de capa:

CÂNDIDO PORTINARI, 'o lavrador de café', 1934.


Paginação:

Nuno Baptista


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