ANO 4 Edição 68 - Maio 2018 INÍCIO contactos

Nilo da Silva Lima


Elogio do silêncio: o pensamento poético na poesia de Luciano Sheikk

 

Mário de Andrade se refere, assim, aos estudos e pesquisas de arte, também, como forma de reconhecimento do próprio artista: "para mim a melhor homenagem que se pode fazer a um artista é discutir-lhe as realizações, procurar penetrar nelas, e dizer francamente o que se pensa" (ANDRADE, 2001, p. 233). É o que se propõe este artigo ao tomar Eternidade ao instante (2014), de Luciano Sheikk como leitura.

 

Quero pensar, influenciado por Harold Bloom (2013, p.27), poeticamente o pensamento poético de Luciano Sheikk, evocando dois conceitos de poesia pertinentes à leitura desejada.

 

Primeiro, o conceito de poesia como espanto (GULLAR, 2015), cujo enunciado se acha numa série de entrevistas que começa em 2015 a Ubiratan Brasil e se repete dispersa por outras entrevistas em diversas ocasiões em que o poeta foi abordado sobre o pensar poeticamente o pensamento poético. Algo que está em sua obra, mas cujas categorias ainda requerem um estudo que as recolha e demonstre o rigor e a elaboração desse "a poesia como vejo, nasce do espanto". De poesia nascida de um espanto, de um espasmo, do silêncio por vezes, que é corporal, realizado na ordem do corpo físico da linguagem, mas que, ao mesmo tempo, ultrapassa essa fisicidade linguística ou ultrapassa pela fisicidade linguística do poema esse estado puro de espanto por uma necessidade pessoal do poeta de comunicá-lo, de torná-lo possível ao sentido, aos sentidos, ao próprio signo linguístico e poético.

 

Segundo, o conceito de poesia como bosque. Evocando dessa vez o pensamento de Umberto Eco, em Seis passeios pelos bosques da ficção (1994), precisamente no que ele considera a pertinência do leitor na relação autor, obra e público. O leitor como artífice da criação literária. E, ao mesmo tempo, da própria natureza da obra literária, o que por sua vez o faz evocando o poeta Jorge Luís Borges, do texto Os jardins das veredas que se bifurcam (2007), para reiterar que um bosque é um jardim com veredas que se bifurcam. A poesia, toda poesia, certamente, seja ou se assemelhe a um bosque. As entradas nesse bosque são sempre múltiplas. Como múltiplos são também os bosques, cada bosque. Mesmo os singulares. As entradas costumam ser, pois, umas visíveis, outras menos. E há as que devem ser inventadas, criadas pelas próprias pegadas da caminhada. Não há uma que seja a definitiva, a autorizada, a legítima. Nenhum poeta há que se tenha aventurado a essa determinação. Teria sido um esforço em vão? Todas, ou acima de tudo as entradas que hão de ser inventadas, todas levam à caminhada, à visitação, a habitar esse bosque, enquanto se caminha por ele e nele.

 

Metáfora mínima para justificar a minha chegada à poesia de Eternidade ao instante (2014), vamos dizer, por esse lado que talvez alguns reconheceriam como fim, como porta de fundo.

 

Primeiro psiu

 

É no silêncio que desordeno
todo o meu caos (SHEIKK, 2014, p. 90)

 

Segundo psiu

 

Por fim romper o meu silêncio
por escrito, sempre que impossível (SHEIKK, 2014, p.91)

 

Psiuuuuuuuuu

 

Sejamos infinitamente
menores que o silêncio
e maiores com ele (SHEIKK, 2014, p. 92)

 

Esses três poemas, imaginariamente se constituindo no conjunto a que se refere essa leitura, encontram-se, praticamente, ao fim do livro. Encerram o livro quando se toma esse caminho normal de entrada e caminhada inseridas nesse espaço territorial que chamamos capa. No sentido do que se chama tradicionalmente do princípio ao fim. É por onde invento o princípio da minha visitação. Não são múltiplas as entradas no bosque da ficção? Não são tantas as entradas quantos são os caminhantes? Portanto, eis por aonde chego, entro ao bosque, aos bosques poéticos de Eternidade ao instante.

 

Penso que toda poética de Eternidade ao instante possa começar, nasça aqui nesse conjunto de poemas. Psiu! já é por si um pedido ou certa delicada imposição de silêncio.  Não sei exatamente o que é, em que se constituiria a delicadeza de um silêncio imposto. Sequer se isso seria mesmo possível. Nesse mundo barulhento, o silêncio por vezes há que se impor, há que ser imposto. Breve em razão da urgência do silêncio. As palavras não nascem para o silêncio, embora necessitem dele para serem sentidas.

 

David Le Breton, no livro El silencio (2006)1, ressalta a urgência e a necessidade do homem contemporâneo de buscar este silêncio, na sua ruptura com o quotidiano, com a pressa, com a correria contemporânea de chegar, apesar de viver, por essa ânsia, continuadamente em diáspora.

 

Vive-se hoje o tempo de uma saturação quase absoluta de comunicação. Há cada vez menos espaço para o ouvir, para a escuta, não só da palavra na comunicação em si, mas também de seus ecos no corpo do discurso, no corpo social, no corpo do corpo. Todo esse estado de saturação contemporânea da comunicação leva a certa fascinação pelo silêncio. Por vezes sem uma consciência do quanto desejamos ou do quanto precisaríamos desejar o silêncio. Ainda que por um instante ou por um instante que transborda a sua comedia eternidade.

 

O silêncio é a quebra ou compõe a quebra dessa saturação contemporânea para que o pensamento, a linguagem, o sentimento e o próprio ser humano se desafoguem do fluxo desse turbilhão de ruídos. "A modernidade traz consigo o ruído" (LE BRETON, 2006, p. 4). Aqui me recordo também de Mário Quintana, em especial em seu poema " Parêntesis", em que diz "(Em meio ao turbilhão do mundo o poeta reza sem fé)" (QUINTANA, 2005, p. 518).

 

Ou seja, para desafogar o pensamento, a linguagem, o sentimento e o homem desse turbilhão é que o poeta continua rezando de sua incredulidade. Essa oração do poeta - a poesia - nasce, instaura esse espanto como forma de romper a malha consistente dos ruídos contemporâneos. Quando tudo ao seu redor, inclusive o próprio poeta, a poesia padecem desse estado de despojamento para a escuta. Fala-se, fala-se intempestivamente, sem espaço e tempo para a escuta. Sucumbem-se o discurso, o signo e a pessoa. Anula-se o caminhar pela suposição de certa rotina quotidiana a repetir o estado circular da saturação da comunicação, impossibilitando a descida, o estar, o caminhar pelas bifurcações dos bosques silenciosos, esquecidos, abandonados, inabitados nos porões das entrelinhas ou no fundo à revelia da superfície do fluxo desse turbilhão. Daí a aspiração, o desejo, o fascínio, por vezes até mesmo uma paixão mística pelo silêncio, como lugar, como espaço de calma, não da urgência das ruas intermitentes das cidades; lugar de escuta em oposição ao excesso de discurso; lugar de poesia nascida de um espanto que se propaga o silêncio da própria escuta da linguagem.

 

A desordem do mundo contemporâneo, o caos instaurado por ele e nele formam esse estado de saturação de comunicação como se nela, como se nesse excesso que não permite, que nega os espaços mínimos de silêncio, estivesse de fato e essencialmente constituiria a característica do homem - ser comunicante ininterrupto. A poesia nasce, emerge de sua fragilidade, de sua inutilidade o silêncio, absolutamente à contramão dessa desordem, desse turbilhão que não lhe permite ser. A poesia é esse estado menor que um psiu e ao mesmo tempo maior com o silêncio. Ela não é algo que está fora da linguagem ou da vida, ao alcance, para ser alcançada, antes, acha-se dentro, parte da essência corporal da linguagem, da vida, do homem, que longe, quanto mais distante dela, mais se afasta de sua essência, menos escuta a si mesmo. Mais deseja o silêncio a desatar as urdiduras do turbilhão do mundo.

 

Por outro lado, "o silêncio não é um resto, uma escória" (LE BRETON, 2006, p. 8) da palavra, da linguagem, do discurso. Pelo contrário, constitui-se parte essencial tanto da palavra quanto da linguagem e do discurso. E se mostra mais relevante ainda à linguagem poética, por onde talvez o silêncio seja a fundamentação da própria essência poética. A poesia é, por assim dizer, uma linguagem que se prima pela proposta da escuta do silêncio. A poesia está sempre menos na palavra impressa, dita do que nas entrelinhas, no não-dito. Num silêncio que está em cada caminhante que se aventura pelos seus bosques em jardins de veredas que se bifurcam.

 

Aliás, na imagem poética de David Le Breton, "a palavra é um fino fio que vibra na imensidade do silêncio" (LE BRETON, 2006, p. 8). Nesse sentido é que "Caminhar é também uma travessia pelo silêncio" (LE BRETON, 2017, p.33). Posto que:

 

Caminhar oferece uma bela imagem da existência, sempre inacabada, pois se apoia incessantemente no desequilíbrio. Caminhar é uma abertura ao mundo que convida à humildade e ao prazer de aproveitar o instante (LE BRETON, 2017, 41).

 

Em Eternidade ao instante, nota-se não apenas graficamente na divisão do livro, mas no corpo físico da linguagem, a passagem entre as duas partes que constituem essa travessia, essa travessura poética de revelar, mais do que levar eternidade ao instante. É como se a gente sentisse ou a gente sente, de fato, esse estilhaçamento da linguagem poética que espalha a poesia que se reparte, da primeira parte, na série de fragmentos poéticos que se multiplicam e se conectam nessa segunda parte do livro - a parte repartida. Em vez da comunicação, o poeta propõe que a poesia seja comunhão - partilha, sempre mais do que mero signo linguístico. Não se trata apenas desse estilhaçamento físico visível do poema na folha da página, na pele da língua, mas também de uma consciência artística, poética de que a arte, a poesia, é múltipla, rizomática, conectiva. Ininterruptamente se conecta com a vida, a história, a memória cultural, a linguagem, os desejos, os sonhos - afinal diz o poeta: "Os sonhos/Não são de plástico/Morrem mas vivem" (SHEIKK, 2014, p. 64). Ou vivem porque morrem. Ou morrem para viver. O repartir, o tornar-se parte, o estilhaçamento são esse mover, e esse movimento que procede da vida e de que a vida procede, posto que não participam da natureza por si morta do plástico.

 

Um pouco dessa inutilidade tão propalada da poesia vem do próprio poeta, esse ser sempre de mãos vazias - "os poetas não servem para nada; os poetas só servem para ler e escrever" (LEAL, 2015) - que chega à linguagem, que é de domínio de todos e não apenas de si, de sua arte, de seu objeto de arte, de mãos vazias, por vezes apenas com os vestígios da miséria, dos desejos, dos sonhos, da dor, da esperança, do amor, do ódio, dos ciúmes, das desesperanças do homem. Nada mais. Aliás, será menos inútil a todo poeta se ele se ofertar à linguagem senão assim deste despojamento ou não será poeta?

 

Le Breton diz que "a modernidade traz consigo o ruído" (LE BRETON, 2006, p. 4), pois bem, a poesia traz consigo o silêncio. Não que a palavra nasça para o silêncio, mas que a palavra na linguagem poética, por especial, adquire, instaura esse espaço peculiar de escuta, de silêncio, no âmago de seus próprios ruídos quotidianos, bem como dos ruídos do mundo, da vida humana. A poesia, repito, é certa urdidura a propor cicatrizes  esse estado de fissura de comunicação contemporânea.

 

A eternidade que o poeta parece desejar, contraditoriamente nascida da própria essência do instante, realiza-se, manifesta-se visível através do silêncio. O silêncio é, pois, essa espécie de território de interseção entre a eternidade comunicada ao instante. A poesia precisa da sabedoria de não apenas transitar, mas habitar esse espaço com o corpo físico da linguagem.

 

A poesia de Luciano Sheikk é esse esforço poético por habitar a linguagem nesse território eminentemente poético. Retomo a ilustração da capa do livro. Em meio ao turbilhão de cores que figuram o instante, a pluralidade de cores, de vozes, o fio destoante, sem ser, sem se tornar incolor, firme, visível da eternidade que pode ser apenas um fio de cor transitória, como pode reescrever o corpo físico e o sentido das cores, numa nova tonalidade, como se mostra no lado de baixo da ilustração da capa.

 

Tem-se esta ilusória territorialidade da eternidade no instante por estas asas, livres do próprio voo, do voar, fundados na palavra - espécie de amor, paixão que seduz o poeta, o homem em geral, ao refúgio nele, contra as dores do mundo. Embora o amor não seja um esconderijo. O amor é para ser posto na praça, na dor, ao sol ou à eternidade da noite que luz apenas a escuridão. Nesta trajetória, nesta diáspora pelos sentimentos que marcam o homem deste tempo, imerso, náufrago do instante. O poeta se vale de uma multiplicidade de formas poéticas que formam o mosaico poético, como a nau com que atravessa as intempéries do próprio tempo, rompendo os ruídos das altas naus da comunicação contemporânea, cais, silêncios em busca da fundação do ser, da eternidade deste ser no tempo, no instante, que é o que cabe ao poeta - o instante. Nada mais, tempo algum outro lhe pertence ou lhe será ofertado em herança, ainda que sonhe com eles, ou se lembre de Goethe.

 

Não é levar, entupir o instante de eternidade, não. É fazer aflorar a imanência da eternidade que há no instante. Uma eternidade, portanto, inerente ao instante, não algo, atributo que lhe é imposto de fora, do mundo, das pessoas, dos sentimentos (vida e poética) da poesia (história e memória). A eternidade imanente ao silêncio é transitória, é travessia, não cais. Não cria raízes, inventa-se rizoma.

 

O silêncio é onde o poeta desordena o seu caos, pessoal e humano. No entanto, para não ser uma fuga definitiva do mundo, um  claustro, é que se rompe para ver este silêncio desejado que há de ser sempre menor do que ele e ao mesmo tempo maior com ele (SHEIKK, 2014, p.54).

 

Quero concluir com o poema "H": "As luas breves/O sol e a neve/Você nua" (SHEIKK, 2014, p. 59). A nudez é um encantamento humano. Um espanto e um bosque infinito em seus plenos jardins de veredas que se bifurcam. Há nesse poema uma nudez pudica que, no entanto se revela, mostra-se. A nudez é por vezes uma espécie de eternidade que se manifesta ao instante. Nudez pudica, porém, percebida, oferece um colorido, um gesto, um gosto, um olhar sedutor à poesia, como em especial nesse poema em que ela não se despe nem se cobre, ilumina a própria claridade do sol. As friagens do desejo se aquecendo, acendendo-se ao calor do prazer. Uma nudez qual próprio sol a desinventar as friagens temporais das contingências humanas. Como se nota, não é um apelo ao corpo apenas, mas uma nudez a encher os olhos, todos os cantos e recônditos do silêncio do instante por essa eternidade, absolutamente, fugaz do desejo. O tempo é um sonho. O poeta confessa: "Os sonhos/Não são de plástico/Morrem, mas vivem (SHEIKK, 2014, p. 64).

 

Ao lado desse poema há o poema "Velejar" (SHEIKK, 2014, p. 39) que se conecta ao poema "H", não pela nudez explícita, mas pela sensualidade do que os liga a uma mesma cena e cenário de paixão, de alumbramento pelo outro:

 

Atravessei um oceano
Dentro de mim
Para te encontrar
Do outro meu lado
       [...]
Vi naufrágios do meu ser
       [...]
E a morte mais distante (SHEIKK, 2014, p. 39).

 

O que importa ao barco é a navegação, o trânsito. O cais é, ao mesmo tempo, o fim ou um fim. A estagnação. O naufrágio à superfície. O leitor é o vento a conduzir o poema para fora da morte, ao navegar contínuo para fora da morte, para longe da placidez das águas, das rotas e das rotinas. Como o amor nega temporariamente as contingências humanas.

 

A poesia põe em cena um silêncio, diferente de mera ausência de palavras. Quer-se um esforço pela escuta de todos os silêncios necessários, inclusive o seu próprio silêncio, sabendo, todavia que, por isso que o silêncio não tem fim em si mesmo e se perde se não se conectar aos anseios que constituem o homem.

 

Nota

1 Os textos apresentados nesse artigo que fazem referência a citações dos livros: El silêncio (2006) e Elogio del caminar (2017), de David Le Breton têm livre tradução nossa.

 

Referência bibliográfica:

 

ANDRADE, Mário; BANDEIRA, Manuel. Correspondência. Organização e notas introdutórias de Marcos Antonio de Moraes. 2.ed. São Paulo: Editora USP, 2001.

BORGES, Jorge Luís. Ficções. Tradução de Davi Arrigucci Junior. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

ECO, Humberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução de Hildegard Feist. 10 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

GULLAR, Ferreira. Entrevista [2 de setembro de 2015]. São Paulo: Estado de São Paulo. Entrevista concedida a Ubiratan Brasil.

HAROLD, Bloom. A anatomia da influência: literatura como modo de vida. Tradução Ivo Korytowski e Renata Telles. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

LEAL, Filipa. Pelos leitores de poesia. Porto: Abysmo, 2015.

LE BRETON, David. El silencio. Traducción de Agustin Temes. 2.ed. Madrid: Sequitur, 2006.

______. Elogio del caminar. Traducción e Hugo Castignani. 5 ed. Madrid: Siruela, 2017.

SHEIKK, Luciano. Eternidade ao instante. Ponte Nova: ALEPON, 2014.

QUINTANA, Mário. A vaca e o hipogrifo. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.

 

Nilo da Silva Lima, natural de Ponte Nova (MG), graduado em Letras pela FUNREI – Fundação de Ensino Superior de São João del-Rei, onde também fez pós-graduação em Estudos Literários. Mestre em Teoria da Literatura pela UFMG. Sócio correspondente da Academia de Letras, Ciências e Artes de Ponte Nova. Tem artigos publicados pela Vertentes - Revista Universidade Federal de São João del-Rei; pela Ato, revista de literatura de Belo Horizonte; Cronópios, revista eletrônica especializada em crítica e literatura brasileira; Em Tese, revista da UFMG; resenhas sobre a obra de Adriana Lisboa e Denise Emmer no Caderno Prosa e Verso, do jornal O Globo; Revista da Academia de Letras de São João del-Rei; jornal A Gazeta de São João del-Rei. Mantém o blog www.literaturalima.wordpress.com.br onde publica com regularidade apenas textos literários.

TOP ∧

Revista InComunidade, Edição de Maio de 2018


FICHA TÉCNICA


Edição e propriedade: 515 - Cooperativa Cultural, ISSN 2182-7486


Rua Júlio Dinis número 947, 6º Dto. 4050-327 Porto – Portugal


Redacção: Rua Júlio Dinis, 947 – 6º Dto. 4050-327 Porto - Portugal

Email: geral@incomunidade.com


Director: Henrique Dória       Director-adjunto: Jorge Vicente


Revisão de textos: Filomena Barata e Alice Macedo Campos

Conselho Editorial:

Henrique Dória, Alice Macedo Campos, Cecília Barreira, Clara Pimenta do Vale, Filomena Barata, Jorge Vicente, Maria Estela Guedes, Maria Toscano, Myrian Naves


Colaboradores de Maio de 2018:

Henrique Prior, Adán Echeverría, Adelto Gonçalves, Alexandra Magalhães Zeiner, Alexandra Vieira de Almeida, Bruno Candéas, CARLOS BARBARITO, Carlos Vale Ferraz, Cássio Amaral ; Heleno Álvares, Cláudio B. Carlos, Cristian Barbarosie, Daniel Rosa dos Santos, Diniz Gonçalves Júnior, Fabián Soberón ; Will Moritz, trad., Federico Rivero Scarani, Fernando de Castro Branco, Filipe Papança, Gociante Patissa, Henrique Dória, Hermínio Prates, Inma Luna, Jandira Zanchi, Jean Sartief, João Aroldo Pereira, José Couto, José Gil, José Guyer Salles, Kátia Bandeira de Mello-Gerlach, Leila Míccolis, Leonardo Almeida Filho, Luanna Belmont, Lucas Perito, Luis Alberto Nogueira Alves, Marcelo Labes, Marcia Kupstas, Maria Estela Guedes, Marinho Lopes, Matheus Guménin Barreto, Moisés Cárdenas, Myrian Naves, Ngonguita Diogo, Nilo da Silva Lima, Noélia Ribeiro, Nuno Rau, Paulo de Toledo, Reynaldo Bessa, Reynaldo Jiménez ; Rolando Revagliatti, Ricardo Alfaya, Ricardo Ramos Filho, Silas Correa Leite, Tânia Diniz, Vera Casanova, Jayme Reis


Foto de capa:

CÂNDIDO PORTINARI, 'o lavrador de café', 1934.


Paginação:

Nuno Baptista


Os artigos de opinião e correio de leitor assinados e difundidos neste órgão de comunicação social são da inteira responsabilidade dos seus autores,

não cabendo qualquer tipo de responsabilidade à direcção e à administração desta publicação.

2014 INCOMUNIDADE | LOGO BY ANXO PASTOR