ANO 4 Edição 65 - Fevereiro 2018 INÍCIO contactos

Aida Gomes


Kosovo, as crianças e os cães

“We are the needy relatives, we are the aborigines, the ones left behind, the backward, the stunted, the misshapen, the down-and-out, the moochers, the freeloaders, parasites, conmen, suckers. Sentimental, old-fashioned, childish, uniformed, troubled, melodramatic, devious, unpredictable, negligent. The ones who don´t answer letters, the ones who miss the great opportunity, the hard drinkers, the babblers, the porch-sitters, the dead-line missers, the promise-breakers, the braggarts, the immature, the monstrous, the undisciplined, the easily offended, the ones who insult each other to death but cannot break off relations. We are the maladjusted, the complainers intoxicated by failure.”

 

György Konrád, “To Cave Explorers from the West”

 

 

Quando era estudante de ciências sociais o termo “O Outro” fascinava-me. “O Outro” referia-se ao olhar Europeu sobre os povos por ele dominados. Um olhar que longe de ser humano ou benevolente, curioso ou neutro, era uma gaze maléfica, um olhar perscrutante sobre o Outro: Africano, Sul-americano, Oriental, e/ou Árabe. Décadas depois, ao pisar pela primeira vez o solo da Europa Central, incluindo os Balcãs, perguntei-me se os habitantes desta região seriam também “O Outro”, aos olhos da Europa Ocidental? Sim, ponderei, embora um outro aparentado, (sem maiúscula), um corpo exilado, alternadamente, dentro e fora da Europa, à medida que os botins dos soldados invasores de exércitos (a mando de imperadores Búlgaros, Otomanos, Austro-Húngaros e Russos) avançavam vitoriosos ou retrocediam em debandada. Sobre como os habitantes do Leste da Europa eram vistos pela Europa Ocidental, o escritor húngaro Gyorgy Konrád escreveu em 1988:

 

“Somos os parentes necessitados, os aborígenes, os abandonados, atrasados, atrofiados, deformados, vagabundos, parasitas, oportunistas, vigaristas. Somos os sentimentais, os ingénuos. O desinformado, o perturbado melodramático, o mesquinho imprevisível, negligente. Os que nunca respondem às cartas, que deixam passar todas as grandes oportunidades, os alcoólatras, tagarelas, eternamente sentados nos bancos dos jardins, os desrespeitadores de prazos, que quebram todas as promessas, os fanfarrões, os gabarolas, os imaturos, monstruosos, indisciplinados, facilmente ofendidos, que se insultam mortalmente mas nunca se separam. Somos os mal-adaptados, os queixosos, inebriados pelo fracasso.”1

 

Uma descrição familiar a qualquer um “Outro” nascido nas margens da história dos impérios.

 

 

O Domínio Turco


Os Balcãs ocupam na Europa um lugar distinto pelas referências literárias e o cruzamento de vivências. Tomemos Kosovo: «uma planície onde sérvios labutam o solo; albaneses transpiram nas profundezas das minas; turcos, (despendidos, remanescem sobre glórias passadas), plantam papoulas e malaguetas; e os ciganos enchem o ar de alaridos de vida".2


Na Europa do Leste, principalmente nos Balcãs, perdura a lembrança de uma alargada ocupação (extremamente cruel) do Império Otomano. Ivo Andric, nascido na atual Bósnia Herzegovina e prémio Nobel da literatura de 1961, descreve em A Ponte sobre o Drina3 o começo do domínio turco desta região: os laços e desenlaces entre Bosníacos e Sérvios ao redor da ponte no decorrer de centenas de anos. O árduo esforço de soerguer as onze colunas que edificam a ponte; lágrimas e sangue, o fogo dos séculos, sacrifícios e vítimas; mitos e sonhos, os crânios de mil inocentes; conspirações e o rugir das águas durante inundações e inumeráveis suicídios. Os castelos de cartas dos impérios Austro-Húngaro e Otomanos que se desmoronam, brados de dor e de raiva, o povo calcado e soldados em fuga.

 

 

A Era Socialista


A escritora croata Slavenka Drakulic descreve em How We Survived Communism and Even Laughed4 a experiência socialista no feminino na Europa do Leste, isto é, a maneira como a uniformidade e o conformismo afetou as mulheres. Diversificar a oferta era considerado um devaneio, típico da burguesia decadente capitalista. Havia somente um shampoo, o de camomila, representado pela mesmíssima imagem de uma mulher loura, anos a fio. As morenas que preferencialmente quisessem o shampoo verde-maçã teriam de o procurar (ou sonhar) na liberdade do Ocidente capitalista. Foi por necessidade que as mulheres voltaram às receitas das avós, (o sumo de limão dá um lustre magnífico de seda ao cabelo).


Por altura dos odores cítricos descritos acima, começaram a aparecer pelas ruas de Belgrado, Budapeste, Sofia e Praga um número inusitado de ruivas. Chamavam a tenção. Apareciam em cada esquina. Estranho capricho de moda. Vermelho luzeiro nas ruas, (seria uma ação de revelia e repúdio do inconcebivelmente cinzento das ruas das capitais do Leste?) De onde vinham, e o que queriam as mulheres de cabelo vermelho?
Descobriu-se serem elas a prova do quão inexorável era o sistema socialista. Para as brancas (ou cinzentas da meia-idade), não existia outro recurso senão tinta vermelha. No Leste da Europa, todas as fábricas socialistas, por diretiva, ou mero acaso, produziam apenas um tom de tinta escarlate berrante, originando bizarros cortejos de mulheres ruivas pelas ruas. Tal inverosímil fato enraizou a crença que o sistema jamais acabaria. Seria absurdo conceber outra realidade que retratasse tão fidedignamente o absurdo da existência humana.

 

 

A Nova Era


Inesperadamente (ou não), em 1989 a União Soviética desintegra-se. Durante a década de noventa a Jugoslávia desmembra-se e os noticiários europeus são inundados por imagens de longas manchas de refugiados. Desespero. Bósnia. Horrores em Srebrenica. Corpos esqueléticos. (Nesses anos, tinhas os olhos doridos do Congo, Ruanda, Somália, Angola e Libéria; e por isso o olhar desviava-se instintivamente das imagens nos écrans da televisão.)


De repente, o outro dessa outra europa torna-se um parente próximo. As atrocidades dos Balcãs são registradas ao minuto. As feridas da mais recente guerra mundial abertas. Todo o ressentimento étnico escavado. O pó soprado e analisado. A revoada de jornalistas exaurida, mal consegue conter o tornado de emoções. Para cobrir a barbaridade no coração da Europa e punir os crimes hediondos foi criado o Tribunal Penal Internacional de Haia.

 

 

Kosovo


O nome Kosovo deriva de “Kosovo Polje”, ou seja “Planície dos Melros”, lugar onde presumidamente se travou a mais importante batalha entre o reino da Sérvia e o Imperio Otomano. Foi em 1389.


Chego a Kosovo dezassete anos após o conflito de 1998-’99. As marcas do passado ainda estão visíveis. O acordo de paz de 1999 pôs fim às hostilidades entre as forças sérvias e a guerrilha albanesa, dando início a um processo de retorno de uma estimativa de um milhão de refugiados albaneses a Kosovo. Regressaram sedentos de vingança pelo que as forças sérvias tinham feito. A sua realocação gerou a saída precipitada de milhares de sérvios.


Declarando-se independente em 2008, Kosovo é reconhecida por 111 dos 193 membros das Nações Unidas. Dos cerca de 1.8 milhões de habitantes de Kosovo, aproximadamente 90% é albanesa. Os sérvios, os turcos, os bosníacos e os ciganos formam as minorias étnicas. Ano 2017 a tensão entre a minoria sérvia e a maioria albanesa subsiste. Às crianças albanesas de Kosovo nada é ocultado sobre a opressão e o terror genocida do estado e exercito sérvio contra os albaneses, antes e durante o conflito. Desde a escola primária que as crianças sérvias aprendem sobre o terror exercido pelos albaneses contra a população sérvia de Kosovo. A memória do conflito é venerada como um ritual religioso, a lembrança da morte, do exilio, da opressão é tão sagrada como as santas e os anjos da família, as pedras do solo. Cada ferida é honorada. Todas as mortes. Os cemitérios muçulmanos à beira da estrada. O desalojamento forçado dos albaneses. As suas novas casas reconstruídas do nada pela comunidade internacional. As novas casas dos sérvios, muitas das quais permanecem vazias.


É uma situação frágil. Na província, região ou república, dependendo do interlocutor, a comunidade internacional concorre no velar pela paz e bem-estar dos quase dois milhões de almas da região. Existe uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) e outra da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e mais uma outra Missão da União Europeia. Não esquecer a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Os objetivos destas organizações multilaterais são semelhantes: promover a paz e a estabilidade política, o estado de direito e o desenvolvimento económico dos habitantes.

 

O conflito colocou Kosovo no mapa. Encravado que está entre as montanhas da Albânia, Macedónia, Montenegro e Sérvia. Semiesquecidos nos planaltos de prados cercados de montanhas e mares, os habitantes desta região, quase se diria que regozijam, cortejados pela Turquia, a Alemanha, a União Europeia, os Estados Unidos, a Rússia e a Sérvia. Nas montras das cidades vestidos de noivas, o fátuo brilho de adornos e peles artificiais, imitação de mármore rosa italiano e memórias turcas, Mil e Uma Noites no regaço de paxás. Requinte de cristais de Viena da Áustria, mosteiros bizantinos, miragens da modernidade, Vogue, Prada, luxo dourado, falsos brilhantes do capitalismo. Todo um vislumbre ao dispor da pobreza, a alavanca da corrupção, a falta de perspetiva numa Europa Fata Morgana. Um pós-socialismo paralisado numa realidade pós-conflito. Uma promessa de um futuro incandescente de prosperidade liberal. A desesperança e indiferença da promessa de integração na EU, (esta tanto tarda). Um sentimento generalizado de abandono e descrença, apesar da presença internacional.

 

 

O Desabar da Harmonia


No norte de Kosovo a tensão étnica é constantemente alimentada por extremistas de ambas as partes. A possibilidade do descalabro omnipresente. O que fazer? Como plantar uma paz, sem sementes? Alguns da minoria sérvia consideram um novo conflito uma necessidade para que os sérvios retomem o que é dos sérvios. Por seu lado, a maioria albanesa afirma que se um sérvio levantar um só dedo que seja, «desta vez, não só os homens se levantarão, até as mulheres e as crianças lutarão.»


Em 2004 morreram três crianças afogadas. Um incidente que destapou ódios viscerais e reacendeu o conflito étnico. O Rio Ibar separa o Norte e o Sul de Kosovo. Foi a norte desse rio, numa zona de montanhas verdes e vales férteis, predominantemente habitada por Sérvios. Os protagonistas são três crianças, (há quem fale de quatro). Aconteceu, (tinha de acontecer) numa das (poucas) aldeias com população Albanesa a norte do Rio Ibar. Há também um cão e um número não especificado de adultos sérvios.


Existem várias versões do ocorrido, mas todos os relatos convergem no protagonismo de crianças, (apenas não há concordância de números, foram duas ou três as crianças? Quatro?).


Foi em Março e o topo das montanhas de Zubin Potok remanescia branco. Um cão atiçado pelo comando de voz de um, ou mais adultos sérvios, perseguiu ferozmente um número indeterminado de crianças, que apavoradas se atiraram às águas do Rio Ibar. Primeiramente a televisão estatal afirmou que foram duas as crianças que morreram afogadas e que uma terceira continuava desaparecida. Depois a imprensa e os relatórios da ONU, da OSCE e da União Europa deram voz a várias versões do ocorrido. Falou-se de três, quatro, ou mais crianças albanesas. Acossadas pelos sérvios e por um cão. Foi o caos.


Em Mitrovica, uma cidade dividida pelo Rio Ibar, milhares de jovens albaneses aglomeram-se nas imediações da ponte tentando atravessá-la. Do outro lado da ponte, na esquina do Café Dolce Vita jovens sérvios tentam impedi-los de o fazer. Tumultos e disparos por sobre a ponte. No resto de Kosovo, várias cidades e aldeias com presença sérvia tornam-se palco de atos de vandalismo. Igrejas Cristãs Ortodoxas desconsagradas. Fala-se de 28 mortos, outros ficam-se por 19. Fala-se de 900 feridos, mas há quem mencione 600. Os relatórios da ONU, OSCE e UE atropelam-se. As forças da OTAN reforçam a sua presença. Balanço: 935 casas sérvias destruídas e 10 edifícios públicos vandalizados.


Recapitulemos: Tudo começou com crianças afogadas no Rio Ibar. Os relatos aludem a um pai de uma das crianças que sobreviveu o ocorrido e que diz acreditar no filho quando este afirma que foram perseguidos por sérvios e um cão. O que continua por explicar é se esta criança que sobreviveu, era a terceira e última criança; ou era ela a quarta das crianças?


«O que é que aconteceu em 2004?», pergunto.


«Isto são os Balcãs. Ninguém esquece e ninguém entende.»


O passado nunca morre e a versão individual da história é válida e eterna, mesmo se desproporcionada e confusa.


Em 2017 houve uma tentativa abortada de reabrir a linha de ferro que une Belgrado, Sérvia a Mitrovica, Kosovo. Nas carruagens, estava escrito: “Kosovo é Sérvia”. A palavra “guerra” voltou a pairar.


O incidente do comboio não passou da intenção. Foi há mais de seis meses. Veio a Primavera e agora é Verão. Na linha de caminho-de-ferro de Mitrovica crescem papoulas e cordão-de-frade entre o aço enferrujado dos carris. Há vagões vazios, complexos minérios desmontados, armazéns e lojas abandonadas à ferrugem nostálgica do socialismo. Um letreiro rememora o aniversário dos tumultos de 2004 em Kosovo, quando igrejas e mosteiros ortodoxos foram danificados.


Grafiti. «Abaixo a OTAN.» Outro. «Viva a OTAN.» Nos muros. «Kosovo é Servia.» Por baixo. «Jamais.» Todas as realidades coexistem. A exclusão dos ciganos. O rancor dos sérvios. A petulância dos albaneses. A desconfiança dos bosníacos. Os contentores de lixo atulhados de cadáveres de cães vadios. (A câmara municipal paga €15,000.00 anualmente para que a associação de caçadores limpe a cidade.) Ouvem-se disparos intermitentes no fundo da noite. Plantam-se begónias nos canteiros que adornam a ponte sobre o Rio Ibar que separa os sérvios dos albaneses.

 

Todos os Sábados, sérvios das montanhas de Zubin Potok e Lebosovic descem a Mitrovica e vendem no Mercado da Ponte queijo de cabra fresco, mel e frutos silvestres. Soerguem-se dos baldes amarelos molhinhos de salsa, rosas, coentros e anémonas. Roliças galinhas e rijos frangos do campo lavados e depenados. As mulheres albanesas (louras e faustosas, blusas lavradas de lantejoulas) atravessam resolutamente a ponte da discórdia e recebem das camponesas sérvias, (mãos gretadas, cabelo cinza, lábios cereja), ameixas roxas e couves.


Há quem diga que quem deu inicio ao Mercado da Ponte foram os ciganos. Logo após o choque de 2004. Aproveitando-se do ódio, da destruição e da raiva, que despojou na rua os bens dos sérvios atacados por albaneses, os ciganos, (eles que vasculham todos os dias o lixo da cidade), começaram a vender à beira da ponte tudo o que achavam de roupa e calçado usado, cadeiras partidas, molduras douradas, garrafas vazias, copos, talheres, mantas e ícones de santos cristãos ortodoxos.


Aos poucos, os sérvios das montanhas, que tanto precisavam de escoar os produtos da terra arenosa, foram descendo com cestinhas de ovos, molhinhos de cebolinho, manjericão e cravos, garrafinhas de licor de ameixa, folhas de espinafre selvagem e tranças de cebolas.


Nos dias de hoje, os ciganos ainda vasculham os caixotes de lixo (e puxam de lado os cadáveres dos cães), mas já não vendem no mercado. Há uma veterinária sérvia que vacina cães vadios e os esteriliza contra todas as marés. As organizações de proteção dos animais de Kosovo organizam-se em sua defesa.


Foi durante a guerra que órfãos de donos, dezenas de cães vadios se juntaram em bandos. Desde esses dias, já lá vão quase dezoito anos, andam lado a lado. Dormem nas margens do rio (não longe dos patos), as novas ninhas escondem-nas em caixas de tangerinas nas traseiras dos supermercados. Crescidos, os filhotes mordiscam o vento e as sombras debaixo das arcadas da ponte sobre o Rio Ibar.

 

Notas

1Konrad, Gyorgy. “To Cave Explorers from the West”. New York: Penguin, 1987.

2 A.N. Dragnish & S. Todorovich. “The Saga of Kosovo, East European Monographs”, New York: Columbia University Press, 1984.

3 Ivo Andric, “A Ponte Sobre o Drina”. Cavalo de Ferro, 2017.

4 Drakulic, Slavenka, “How We Survived Communism And Even Laughed”. New York: Harper Perennial, 1993.

 

Aida Gomes nasceu em Angola, de 1997 a 2017 viveu e trabalhou em Kosovo, Libéria, Guiné-Bissau, Angola, Sudão, Moçambique, Suriname e Camboja em diversas funções e organizações, frequentemente em missões de paz das Nações Unidas.
Publicou em 2011 o romance “Os Pretos de Pousaflores” (D. Quixote/Leya, Lisboa). Tem diversos textos publicados no “Buala”; Development Workshop (Luanda); “Occasional Papers Series”, Universidade de Nijmegen (Nijmegen); “Revue Noire” (Paris); “Jornal DEMOS”, (Maputo); “Furies Theme” (Nijmegen).

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