ANO 4 Edição 58 - JULHO 2017 INÍCIO contactos

Henrique Prior


EDITORIAL: UMA TRAGÉDIA NACIONAL

O Verão português sempre foi acompanhado da tragédia dos incêndios. A destruição de uma parte não negligenciável da riqueza nacional é acompanhada, frequentemente, por perda de vidas humanas. Não espanta que este Verão tenha acontecido o mesmo que vem acontecendo há décadas, a não ser a invulgar perda de vidas humanas. O que espanta mesmo é que aqueles que, ao longo de décadas, nada fizeram para minorar a principal causa desta tragédia que é a desordem da floresta nacional venham agora carpir sobre leite derramado e culpar os outros sobre esse desastre nacional.

 

Neste desastre bem sabemos que todos os partidos que ocuparam o poder nas últimas décadas têm as mãos sujas.

 

E se este choque brutal que o país sofreu não servir para que este governo adote as soluções que se impõem, nomeadamente:

 

Primeiro-racionalizando a floresta estabelecendo áreas de cultivo mínimas, com uma gestão capaz.

 

Segundo- Diversificando a floresta de modo a alternar as espécies florestais predominantes, o eucalipto e o pinheiro, com as espécies mediterrânicas típicas, nomeadamente o carvalho e o castanheiro.

 

Terceiro- Criar legislação que imponha aos proprietários a limpeza dos terrenos com sanções sérias se o não fizerem, e fiscalização capaz para impor a lei.

 

O país espera soluções corajosas que combatam o caos e o abandono da nossa floresta. Está recetivo a medidas que antes não aceitaria, nomeadamente o reagrupamento da propriedade, com ou sem emparcelamento.

 

Se o governo não tomar essas medidas, será responsável pela continuação desta tragédia porque bem sabe que os períodos de grave seca no nosso país irão aumentar.

 

UM RIDÍCULO NACIONAL

 

O furto de armas do exército português, tal como ocorreu em Tancos, é caso de incompetência e irresponsabilidade que sujeitou o nosso país à chacota internacional.

 

O desleixo e a corrupção, desde os submarinos aos aviões, desde os tanques às manutenções militares, têm sido uma constante na nossas forças armadas sem que se tomem medidas sérias para combater tudo isso. As chefias militares que têm como função primeira proteger os seus homens e o seu material abdicam demasiadodo cumprimento desse dever e nada se passa. A oposição pede a demissão do ministro da Defesa como se lhe competisse definir a periodicidade das rondas aos paióis militares, e saber se a rede de proteção é inútil ou se a videovigilância está avariada. Mas não tem a coragem de pedir a demissão das chefias militares às quais, obviamente, cabe a responsabilidade por tudo isso.

 

Há que dizer às chefias militares em casos destes: obviamente, demitam-se.

 

HENRIQUE PRIOR

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Revista InComunidade, Edição de JULHO de 2017


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Foto de capa:

ANTONIO DACOSTA, 'Dois limões em férias'. Ano: 1983


Paginação:

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