ANO 3 Edição 19 - JANEIRO 2014 INÍCIO contactos

Maria do Sameiro Barroso


AMATO LUSITANO - OS BEZOARES E A TRADIÇÃO DAS PEDRAS CURATIVAS

«Aos desafortunados mortais, a terra não só engendra o mal, mas também o remédio para cada doença. A terra engendra serpentes, mas engendra também o remédio contra elas. Da terra procede todo o género de pedras, e há nelas uma energia infinita e diversa.»

 

Lapidário Órfico (vv. 407-410)

 

O uso de fósseis e de outro material paleontolontológico com fins terapêuticos remonta ao Neolítico e faz parte da medicina tradicional. As amonites eram frequentemente vistas como serpentes enroladas. Os fósseis eram utilizados como amuletos e como antídotos contra mordeduras de cobras e outros animais venenosos. Era-lhes atribuída uma acção benéfica no tratamento da cegueira, impotência e esterilidade. Às pedras preciosas e semipreciosas era igualmente atribuído valor terapêutico, habitualmente ligado ao mágico e ao religioso.

 

Na Antiguidade Clássica, o interesse pelas pedras ficou registado nos lapidários. O mais antigo remonta a Teofrasto (c.372- c. 287 aC) que escreveu um tratado que é considerado o primeiro trabalho que aborda os minerais de forma científica. Pedaneo Dióscorides (c. 40-90 d. C.) dedicou os capítulos 80 a 129 da sua obra, Matéria Médica, à descrição das propriedades dos metais, minerais e pedras preciosas, com destaque para as suas propriedades e uso medicinal.

 

O fascínio pelas pedras englobou a tradição mágica e esotérica, muito popular entre os gregos, como testemunham os lapidários gregos apócrifos de datação incerta, escritos a partir do séc. II a. C., a saber, Líthica Orphéôs, Orphéôs Líthica Kêrygmata, Socrátous Dionísou perì líthon e Damigeron-Evax.

 

O enciclopedista romano, Plínio, o Velho (séc. I d. C.) dedicou aos minerais os livros XXXVI e XXXVII da sua Historia Naturalis. Na sua obra, recolheu vastas informações de autores anteriores. O seu legado constituiu talvez a maior referência para os autores posteriores.

 

Na chamada linha científica que se caracteriza por uma descrição bastante objectiva dos materiais, metais, pedras preciosas, semipreciosas, fósseis, terras e das suas propriedades e uso medicinal, conta-se a obra Etymologiarum de Santo Isidoro de Sevilha (c.560-638) que incluíam capítulo sobre as pedras, as gemas e as suas propriedades curativas. Esta obra foi uma das obras de referência mais marcantes para os autores posteriores.

 

A litoterapia foi particularmente apreciada no Próximo Oriente e Oriente. Entre as pedras curativas, há uma que se destaca, o bezoar. Yuhannā Māsawayh (777-857) que pertenceu à escola médica de Bagdad, conhecido na Europa como Mesuë, Mesuë Senior, Janus Damascenus or Serapion foi um dos primeiros a referir o seu nome, bem como as suas propriedades curativas e uso terapêutico.

 

 

Encontra-se referência ao uso de pedras preciosas e bezoares em quase todos os médicos árabes. No entanto, o tratado mais notável nesta área é o Kiab al-Jam ahir fi maYrifat aljaw ahir (Book on the Multiple Knowledge of Precious Stones). A obra está traduzida para inglês. O autor, Muhammad ibn Ahmad al-Beruni (973-depois de 1050,19), de origem shiita, nascido na Pérsia, é uma das figuras cimeiras da cultura oriental. Filósofo, matemático, astróno, geógrafo e enciclopedista, viveu na Índia onde aprendeu sânscrito, o que lhe permitiu o acesso aos textos nessa língua. Aborda os minerais, combinando os seus conhecimentos de física medicina e mineralogia, descrevendo a sua proveniência, descrição física, origens lendárias e etimologia das palavras que os designam, tendo recolhido material, proveniente de fontes helenísticas, romanas, sírias, islâmicas e indianas. Entre as pedras que aborda, encontra-se o bezoar ao qual dedica um capítulo. Num apêndice, fornece informação sobre um assunto surpreendente. Fornece setenta receitas cujos ingredients são pérolas, pedras preciosas e semi-preciosas, ouro, marfim, coral, bezoar mineral e outros minerais, unicórnio (chifres de veado,19), misturadas com ingredientes vegetais e especiarias. As receitas destinam-se a tratar as mais variadas doenças.

 

Outro autor, Mesuë Junior, conhecido como Pseudo- Mesuë, devido à escassez de informações que envolvem os seus escritos, pensa-se que terá escrito um livro, Grabadin, que foi muito popular na Idade Média. Uma receita, o Electuário de Gemas, foi particularmente apreciado. Era uma pasta que combinava o pó de várias pedras preciosas e semi-preciosas e metais preciosos (pérolas brancas, safiras azuis, esmeraldas, granadas, coral vermelho, âmbar, ouro, prata, raspas de marfim, e ingredientes vegetais, tais como açafrão, cardamomo, canela, almíscar, mel e açucar rosado. Os ingredientes eram diluído em água e vinho, formando um xarope. Era essencialmente, um tónico.

 

No séc. XII, o uso de bezoares, concreções calcárias do segundo estômago dos ruminantes asiáticos, já se tinha generalizado. A palavra deriva do persa padzahr (pad, expelir; zahr, venenos) significa antídoto contra venenos. Inicialmente utilizados como antídotos passaram a ser também prescritos em febres e outras afecções, mantendo uma carga mágica e apotropaica forte, sendo apreciadas como talismãs.

 

Tal como as pedras preciosas, as pedras eram encastoadas em filigrana de ouro, trazidas ao pescoço (Fig. 1 – Pendente. Bezoar encastoado em filigrana de ouro. Séc. XVI. Colecção Távora Sequeira Pinto). Os bezoares eram também usados como talismãs. (Fig. 2- Bezoar montado num suporte de filigrana de ouro, encimado por um ramo de coral. Séc. XVIII. Colecção Távora Sequeira Pinto).
De acordo com Cyril Elgood, historiador da medicina persa, a história da pedra é longa e gloriosa, dando como certo que tenha sido utilizada no Médio Oriente pré-islâmico e estando comprovado que era conhecida dos hebreus na Antiguidade, tendo sido conhecida pelo nome de Bel Zaard (O mestre,19), tal como comprovam as referências dos médicos árabes e cita um excerto do Liber Almansoris de Rhazes que elogia as propriedades terapêuticas da pedra contra venenos perniciosos, especialmente um chamado Napelo, mais pernicioso que qualquer outro veneno.
Os bezoares eram usados fundamentalmente no tratamento de envenenamentos e mordeduras de animais venenosos. Havia também um vasto leque de pedras usadas desde tempos imemoriais, além das pedras-de-cobra. Estas pedras, mais acessíveis que os bezoares eram utilizadas. Havia outras substâncias usadas como antódotos desde a Antiguidade, entre elas, a terra sigillata e a terra Lemnia que possuíam algum efeito terapêutico, actuando como absorventes. Os bezoares, pelo seu elevado teor em calcite e brushite, actuavam como absorventes e quelantes.

 

A primeira referência ao bezoar na literatura médica europeia surge na obra de Avenzoar (Ibn-Zuhr -1094-1162,19), médico árabe de Sevilha, por volta do ano 1140 d. C. Os bezoares continuam a ser utilizados com fins terapêuticos no território actual correspondente à Persia antiga. O médico sírio Imád-ul-Dín (1118-1174,19), nascido em Damasco, escreveu a primeira monografia sobre o assunto, tendo coligido as informações dos autores anteriores e dado a conhecer o método de distinguir a pedra verdadeira da falsa. Definiu a pedra verdadeira como um cálculo encontrado no abdómen (este conceito compreendia o estômago e a vesícula biliar) da cabra selvagem, oriunda do nordeste da Pérsia. Os médicos persas não sabiam exactamente em que órgão se formava o bezoar, mas excluíam a bexiga.

 

Imád-ul-Dín descreveu os bezoares verdadeiros como sendo negros ou avermelhados, pesando cerca até 20 misqáls. As pedras falsificadas eram difíceis de distinguir, por isso descreveu um teste que consistia em aquecer uma agulha até ao rubro numa chama e introduzir no bezoar. Caso fosse verdadeiro, provocaria fumo amarelo e a agulha também se tornaria desta cor, se fosse falsa, o fumo tornar-se-ia s negro. Schlimmer, um autor holandês, escreveu em 1847 que, por essa altura, o bezoar ainda era considerado o antídoto mais potente entre os persas e que o método de Imád-ul-Dín, ainda era utilizado nessa época, para distinguir bezoares verdadeiros de falsos.

 

Os médicos árabes pensavam que os bezoares teriam sido utilizados pela medicina greco-romana. No entanto, Maimónides (1138-1204) notara já que a pedra não fora referida por Galeno e descreveu a sua estrutura em lâminas concêntricas que classificou como concreções de origem animal de cor verde escura. Quanto à sua origem, referiu duas explicações. Na primeira, alguém teria observado a sua formação nos olhos dos carneiros no Oriente. Na segunda, os bezoares se formavam na vesícula biliar. Maimónides ratifica esta última como sendo verdade.

 

Maimónides mencionou a existência de bezoares de origem mineral, provenientes do Egipto. Esses bezoares eram de várias cores, mas, de acordo com a sua experiência, tinham mostrado ser completamente ineficazes no tratamento das mordeduras de escorpiões. Da sua experiência, apenas os bezoares de origem animal haviam provado a sua eficácia. Terminando a sua referência aos bezoares, indica a forma de administração: pulverizado e diluído em óleo para administração per os, ou num emplastro a ser aplicado sobre a mordedura que cicatrizaria, salvando o doente.

 

O rei Afonso X, o Sábio (1221-1284) escreveu um lapidário no qual menciona o Bezoar que, de acordo com a tradição médica árabe, classifica como antídoto e indicado no tratamento da melancolia . Tanto quanto sei, esta é a primeira referência ao bezoar em galaico-português.

 

Com as Descobertas e o comércio de mercadorias, trazidas da Índia pelos portugueses, o uso terapêutico de pedras preciosas e de bezoares aumentou consideravelmente. O bezoar do porco-espinho, muito apreciado no Oriente passou a ser usado também na medicina europeia. Garcia de Orta (1490-1568,19), na primeira grande obra na qual regista os conhecimentos sobre doenças tropicais e tratamentos específicos para essas doenças específicas e na qual também importa conhecimentos colhidos junto dos médicos árabes e hindus com os quais entrou contacto, no Oriente dedicou o Colóquio 45 a esse tipo de bezoar.

 

No Comentário 39 das Enarrationes, Amato Lusitano (João Rodrigo Castelo Branco (1511-1568) descreve o bezoar trazido da Índia. Quanto à origem da pedra, mantém as duas explicações, enunciadas por Maimónides:

 

De resto, porém, circula hoje uma pedra, primeiramente importada da Índia para Portugal, quase sempre em tamanho e forma de uma glande, de cor cinza, a pender para o azul-escuro, composta por muitas lâminas, a que outros, na verdade, chamam pedra-bezoar, conhecida como lágrima-de-cervo, e a aprovam como antídoto, tão eficaz como divino, contra toda a espécie de veneno” .

 

Quanto à origem dos bezoares, as opiniões dividiam-se. Alguns autores pensavam que se formavam na cabeça de alguns animais, enquanto outros pensavam que se formavam no fígado. Na tradição oriental, havia uma lenda segundo a qual, após comer as serpentes, o cervo mergulhava em águas pantanosas onde as suas lágrimas coagulavam formando um precioso bezoar que era cuidadosamente recolhido.

 

 

É a essa lenda que Amato alude, inscrevendo-se na tradição mitológica de explicação do mundo, à qual se opõe a da observação empírica, dando também como hipótese a origem da pedra no estômago animal:
 

“Com efeito, no Oriente, onde costumam encontrá-las de enorme tamanho, o cervo, depois de ter comido as serpentes, então verdadeiramente atacado pela sede, corre para águas estagnadas à sua disposição, nelas ficando imerso, por instinto natural, do mesmo modo que o sedento Tântalo, no meio das ondas, nada bebeu, pois se tivesse saboreado um pouco de água, tinha logo caído morto. Entretanto um fluido escorre para os olhos dele, paulatinamente engrossa, torna-se espesso e coagula, e forma uma excrescência do tamanho de uma glande, que, depois de o cervo sair das águas, os homens procuram, já desprendida dos olhos. E, tal como uma coisa preciosíssima, guardam-na, designando-a como lágrima-de-cervo, ou, melhor, pedra bezoártica, isto é, pedra-antídoto. Hoje, na verdade, os nossos Portugueses, que muitas coisas trazem da Índia, que nós até aqui transmitimos, testemunham que se trata desta fabulosa pedra, quando ela é, de preferência, extraída do estômago ou das entranhas de um animal” 

 

O seu uso como antídoto é referido num caso de envenenamento de uma família após ingestão de sublimado. O bezoar é o primeiro fármaco que utiliza, após ter feito o diagnóstico:

 

“Vendo-os, a todos a todos aflitos e a vomitar, disse que a causa era uma só e comum a todos e estava certo de que fora veneno. Por isso, sem qualquer demora fomos para remédios vomitivos. Entre eles é de citar a pedra bezoar (lapis bezarticum). Extraída do estômago duma certa cabra da Índia, sobre a qual muito falei nos nossos Comentários a Dioscórides, raspaduras de unicórnio, óleo comum, e principalmente o vomitório que levou a palma entre os utros, como verifiquei então pela experiência, foi a água de napha, isto é, de flor de laranjeira. Dela demos a beber a cada um, uma libra tépisa. Após a terem tomado, todos pareceram ficar melhor. Mas depois de terem vomitado muito, passamos ao antídoto feito de víboras a que chamamos teriaga, assim como ao preparado de acetosidade de cidra, à esmeralda, ao escórdio, ao poejo de Creta, à terra sigilatta, ao bolo arménio, oriental, que os antigos (como dissemos) chamavam terra lemnia, e a outras coisas semelhantes.»
(I Centúria, Cura LXIV)

 

A indução do vómito, preconizada por Amato, é um procedimento terapêutico absolutamente correcto no tratamento dos envenenamentos por substâncias não corrosivas, nos nossos dias. O bezoar é usado como emético (vomitivo,19), juntamente com outras substâncias. É de notar o uso da esmeralda, possivelmente como absorvente, após o vómito, juntamente com outras substâncias absorventes como a terra sigilatta e a Terra lemnia, entre a teriaga, adaptada do mitridaticum de Mitrídates Eupator (  ) por Andrómaco de Creta, médico do Imperador Nero , entre outras substâncias vegetais, possivelmente com propriedades absorventes. A esmeralda era particularmente cara a Maimónides que a elegia como a melhor substância, a administrar nos casos de envenenamento e mordedura de animais venenosos.

 

A popularidade destas pedras fabulosas levou a que, bezoares provenientes de lamas e outros animais, já conhecidos pelos nativos, passassem a ser utilizados, sendo de referir o tratado de bezoares do Novo Mundo de Nicholas Monardes. 

 

No início do séc. XVII, a obra Gemmarum et Lapidum Historia do mineralogista flamengo Anselm Boetius de Boodt (1550–1632,19), médico do Imperador Rudolfo II, incluiu, entre as pedras preciosas e semi-preciosas, os bezoares, embora não sejam pedras, no sentido estritamente mineralológico do termo.

 

No séc. XVII, Pierre Pomet (1658-1699) aludiu o embaraço dos boticários perante os clientes quando procuravam um bezoar animal, passando a enumerar quais eram os bezoares existentes: o Bezoar Oriental, o Bezoar Ocidental, a Pedra de Porco, a Pedra de Malaca, a Pedra de Fel, o Bezoar de Singe, o Pó e Fígado de Víboras ao qual chamou Bezoar de França, o Pó de Carne de Víbora, óleo de Víbora, Óleo de Escorpiões, de Mathiole; há também quem dê Teriaga ou Mitridático e o Orvietano (panaceia popular à base de ervas tóxicas) e, finalmente, o Bezoar Vegetal à base de sementes de Genebra, explicando que, destinando-se todas estas substâncias ao combate dos venenos, os médicos devem explicar nas receitas o que pretendem para cada doente.

 

No final do séc. XVII, o Jesuíta Gaspar António começou a produzia bezoares artificiais em Goa, pensa-se que, numa tentativa evitar o comércio generalizado de bezoaras falsos, contendo substâncias perigosas, e de fornecer um produto mais acessível que os bezoares verdadeiros, concebeu a Pedra de Goa, espécie de Electuário de Gemas ao qual acrescentara o bezoar animal, reduzido a pó e novas substâncias vulgarizadas na matéria medica quinhentista, a partir do contacto com a medicina oriental a partir dos Descobrimentos Portugueses, tais como olhos de caranguejo (occuli cancrorum,19), que não são propriamente olhos mas concreções calcárias. O almíscar que também tinha sido um dos componentes do Electuário de Gemas, conferia-lhe um toque aromático muito agradável que ficou expresso num poema do poeta irlandês, Naham Tete (1625-1715):

 

A deliciosa, a deliciosa taça,
Que sacia a minha alma sedenta;
Quando toda a mistura do sumo jorra
Perfumada com a fragrante Pedra de Goa,
Escorrendo, com o seu brinde devasso,
Escorrendo, escorrendo, escorrendo
O seu líquido castanho cor de noz
Que desce, pela goela abaixo,
Em goles cor de rubi.

 

Agradecimento:
Ao Dr. Álvaro Sequeira Pinto, agradeço a gentileza de autorizar a publicação das imagens dos bezoares da sua colecção (Távora Sequeira Pinto).

 

Maria do Sameiro Barroso é médica, escritora e investigadora.

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