Cultura

Mrs. Dalloway: a ficção do tempo

Inicialmente pensado com o título As Horas, Mrs Dalloway, de Virgínia Woolf, é o primeiro grande romance modernista da autora inglesa publicado em 1925. A acção decorre durante um fresco dia de Junho de 1923, durante o qual Clarissa Dalloway, uma mulher com cerca de 50 anos, prepara a recepção que irá oferecer em sua casa. Ao receber inesperadamente a visita de Peter Walsh, regressado das Índias, Clarissa faz uma viagem ao passado, tão imprevista como a chegada do seu antigo amor. Adoptando um estilo que proporciona à narrativa um fluxo de consciência, Virgínia Woolf vai tecendo a trama através de memórias e ilusões da adolescência. Numa escrita vertical, ou seja, numa perspectiva psicológica, a narrativa vai evoluindo com viagens ao passado por onde desfilam os protagonistas da história. Ao penetrar no interior de cada personagem, Virgínia Woolf vai tecendo uma imagem integral da vida de Clarissa, mas também da estrutura da sociedade londrina no início dos anos 20, logo após o fim da Grande Guerra. Diferentes visões do tempo vivido por cada um dos personagens retratam o espírito da sua vida numa trama de intrigas insuspeitáveis. Num outro cenário de Londres, mas no mesmo palco, desenrola-se a vida de Septimus Warren Smith, ex-combatente da Grande Guerra e traumatizado por ela, que nunca se cruza com Clarissa, mas de quem é um duplo, e com quem a protagonista parece partilhar a mesma consciência num jogo de opostos.

 

Mrs. Dalloway tem a sua origem no conto «Mrs Dalloway em Bond Street», integrado num volume que recolhe outras histórias sobre a festa que prossegue para além do fim do romance. A Festa de Mrs. Dalloway ganha vida própria para além da história de onde nasceu. Esta obra é o resultado de uma escrita paralela à do romance, na qual Virgínia Woolf vai concebendo fragmentos, pequenas intrigas que poderiam integrar eventualmente o corpo principal de Mrs. Dalloway e que, por qualquer razão, foram rejeitadas pela autora, não deixando, contudo, de ter vida própria. 

 

Era notória a atracção que a festa exercia sobre Virgínia Woolf; com os seus códigos, com os seus deslizes, a festa desvelava alguns sentidos das coisas que em ocasiões quotidianas não transpareceriam. Era por essa razão que a festa e as suas cerimónias eram o manancial da sua observação minuciosa das coisas, onde se ocultava a matéria transcendente da sua construção literária. Contudo, Virgínia Woolf, encobrindo as suas intenções artísticas, dava a imagem da senhora que adorava as festas da sociedade, ao ponto de Leonard Woolf afirmar em Downhill All the Way, que «a ideia de uma festa sempre a excitou; era, aliás, muito sensível à realidade mental e à excitação física da festa em si, à subida da temperatura do espírito e do corpo, ao fermento e à fonte do rebuliço». Mas Stella MacNichol, que organiza e comenta este volume, afirma: «Foi despojada da excitação, das flutuações de humor e temperamento, e da animada atmosfera da festa, que Virgínia Woolf criou o microcosmo da sociedade que nos transmite nas histórias de Mrs. Dalloway»1.

 

Escrever ficções cuja acção decorra num só dia é um desafio que tem atraído alguns romancistas, dramaturgos, cineastas. O que estimula a aceitar esse desafio é a diversidade de palcos e personagens que actuam; o que está para além do nosso conhecimento acerca delas; o que se pode fazer a partir de pressupostos narrativos ficcionais que só o autor conhece e que vai desvelando ao leitor, levando-o por vielas e travessas, afastando-o criteriosamente do epicentro do desfecho, criando clímaxes, que irão desembocar na praça final de todas as surpresas. O Tempo e a sua manipulação no templo da ficção é o que atrai o criador nesse confronto entre o que Paul Ricoeur chama o tempo íntimo e o tempo monumental2. Assim aconteceu com J. Joyce em Ulisses e, mais recentemente, com o filme Nova Iorque Fora de Horas ou com o primeiro romance de Paulo Castilho Fora de Horas, mas também em Finisterra de Carlos de Oliveira, onde não há uma referência ao dia, mas onde o tempo é uma ausência que, paradoxalmente, vai passando. 

 

Mrs. Dalloway. Toda uma vida num só dia. Num exercício de espeleologia das personagens que constituem uma rede de grutas que intercomunicam através das suas inquietações, desesperos e questionamentos, mas que à superfície se desconhecem, num denso fluxo de consciência.   

 

Paul Ricoeur concentra o seu interesse na abordagem de Mrs. Dalloway em dois planos distintos: a configuração da obra, o que a narração vai construindo no interior da ficção, e a visão do mundo, a sua experiência no tempo que projecta para fora de si. Para Ricoeur, esta configuração apresenta-se como necessária para a sua projecção ainda que «truncada»3 se a obra fosse analisada unicamente sob este ponto de vista, uma vez que se trata de uma «configuração muito particular»4, subtil, onde o narrador vai partilhando com o leitor várias experiências temporais, diversos modos de olhar e sentir o tempo, das suas personagens. 

 

Mrs. Dalloway vai comprar flores, numa fresca manhã de Junho, para a festa que irá oferecer aos seus convidados no fim do dia. Entre o primeiro momento do dia e o desfecho da narração, à noite, há todo um conjunto de acontecimentos, cuja técnica narrativa, para Ricoeur, é subtil numa história horizontal simples. O registo narrativo é heterodiegético, ou seja, na terceira pessoa; alguém que está afastado do epicentro da narrativa mas que mantém uma equidistância em relação a todos os intervenientes, sabendo rigorosamente o que se passa no interior de cada um deles. Trata-se de um narrador omnipotente e omnipresente.

 

O dia vai sendo marcado pelas badaladas do Big Ben e por todos os relógios e sinos da cidade de Londres, sugerindo o tempo monumental para Ricoeur. Pequenos eventos sucedem-se apontando para o fim último da história, a festa. 

 

No seu passeio matinal, Clarissa vê passar um automóvel do Príncipe de Gales ou de qualquer outra figura real, um aeroplano exibe uma bandeirola publicitária; quando chega a casa recebe a inesperada visita de Peter Walsh, antigo amor com quem estivera para casar trinta anos antes, conversam, ele é convidado para a festa, despede-se de Clarissa, sai, passando pelos mesmos cenários desde logo conhecidos por Mrs. Dalloway, cruza-se com um casal, Septimus e Rezia, que a protagonista não conhece; Richard, o marido de Clarissa hesita em comprar-lhe um colar, optando por um ramo de flores; a filha do casal, Elisabeth, vai às compras com Miss Kilman, sua preceptora, entre muitos outros pequenos acontecimentos, que vão construindo a história individual de cada personagem, marcados pelas badaladas do Big Ben. 

 

Por que razão, insiste a voz que narra na marcação do tempo através dos relógios e sinos londrinos? Será para ir orientando o leitor no decurso da história? Será para marcar o tempo que é igual para todos os personagens? Para Ricoeur, estas badaladas do Big Ben servem para ir evidenciando a experiência pessoal que cada um tem do tempo vivido. 

 

E cada momento por eles vivido é pleno de recordações, de viagens ao passado, de sonhos e ilusões que a autora, através da narradora, vai escavando, num exercício de espeleologia, onde vai desvelando ao leitor, numa narrativa vertical, o universo psicológico de cada actor nesta acção. A narrativa vai, assim, avançando paradoxalmente através dos recuos na memória dos seus personagens a que Paul Ricoeur chama os «discursos interiores» ou «pensamentos mudos»5. Todas estas viagens interiores são por si só um rio de muitos afluentes onde cada personagem tenta adivinhar os pensamentos de outros, o que imaginam de si, revelando os seus segredos que se distendem quase como corpos solitários na totalidade da narrativa. «A arte da ficção – diz Ricoeur – consiste, assim, a tecer conjuntamente o mundo da acção e o da introspecção, a intercalar o sentido do quotidiano e o da interioridade»6. Neste discurso vertical, em que os personagens se questionam, se procuram, a história adensa-se numa multiplicidade de pontos de vista, construindo, desta maneira, identidades que se vão relacionando subterraneamente. Contudo, Ricoeur sublinha que «o entrecruzamento do presente narrado com o passado evocado confere uma densidade psicológica às personagens, sem nunca lhes conferir uma identidade estável»7, até porque a voz que narra, conferindo-lhes uma busca interminável, não os condiciona, mas, antes, através de sinais, de pequenos detalhes, desvela-os, não na sua totalidade, deixando a sensação intrigante ao leitor de nunca saber ao certo se a aferição que vai fazendo de cada um deles é sustentável. 

 

O narrador, omnipotente e omnipresente como uma entidade divina, tem a particularidade de conhecer tudo sobre cada um dos personagens o que lhe permite, criando tensões várias, «passar de um fluxo de consciência ao outro»8, colocando-os nos mesmos palcos de acção onde ouvem os mesmos ruídos ou assistem aos mesmos incidentes, como a passagem do aeroplano ou da viatura real, pontuados pelas badaladas do Big Ben. É neste mesmo cenário que entram em cena duas figuras de ruptura, Septimus e a sua mulher Rezia, que nada têm a ver com o círculo de Mrs. Dalloway, que consultam médicos no sentido de recuperar aquele do traumatismo de guerra que sofrera anos antes no conflito mundial, o que tem provocado o desmoronamento do casamento. Esta técnica narrativa permite também o cruzamento de Peter Walsh, no seu passeio, com o casal desesperado. 

 

Espaços, momentos, lugares, instantes, percepções de pequenos eventos que «passam» nos subterrâneos dos fluxos de consciência de um para outro personagem vão criando fissuras na narrativa horizontal, rupturas na temporalidade, onde ecoam distintas experiências numa intrigante dissonância no seio de uma totalidade cénica. 

 

Nas escavações das grutas que cada personagem representa, o que é importante, diz Ricoeur, não são as horas que ecoam para todos, mas sim a relação que cada um dos protagonistas estabelece com o sinal do tempo através dos relógios e que «constituem a experiência temporal fictícia que a história constrói com um cuidado extremo para a persuasão do leitor»9.

 

Tempo íntimo, tempo interior, que se desloca no passado e no futuro, dissonante do tempo monumental, autoritário e associado ao poder que como ele vigia e controla o movimento inexorável. Um automóvel passa com o príncipe de Gales, o Big Ben soa, os psiquiatras querem internar Septimus, ouvem-se as badaladas dos relógios londrinos, as acções dos representantes do poder são sublinhadas pelas horas que ressoam pela cidade. A autoridade do tempo associada sempre às figuras de Autoridade, o príncipe, os psiquiatras, o poder político: o relógio manda como quem exerce o poder, mas também ao serviço desse mesmo poder: «tempo de relógios, tempo da história monumental, tempo de figuras de Autoridade: o mesmo tempo!»10.

 

Septimus está à beira da loucura e no seu tempo íntimo fala com o seu camarada de armas, Evans, que morrera na guerra, imagem fantasmática que, de uma outra dimensão e de um outro «tempo», com ele dialoga. Septimus versus o dr. Bradshaw, o psiquiatra. Aquele perde a medida do tempo, a medida de todas as coisas, este quer impor a medida, a regra de todas as coisas. O tempo monumental é castrador, ao passo que o tempo íntimo é libertador. «Só precisamente a ficção – sublinha Ricoeur – pode explorar e trazer para a linguagem o divórcio entre as visões do mundo e as suas perspectivas inconciliáveis do tempo, que escava ou perfura o tempo público»11.

 

Septimus está tão distante da vida real, na sua temporalidade íntima, quanto está de todo o círculo de amigos de Mrs. Dalloway, ainda que esteja ligado a ela pela presença da morte. Todos os personagens que rodeiam Clarissa, por um qualquer motivo, inserem-se no conforto do tempo autoritário, ora adaptando-se a ele, como Peter Walsh ou Sally Seton, que no passado tinha tido um caso não muito esclarecido quer com Clarissa quer com Peter e que reaparece como senhora respeitada, mãe de família e casada com um industrial rico e associado ao poder, ora integrando-se no seio das figuras de Autoridade como Richard Dalloway ou o médico Bradshaw. São «variações que constituem toda uma gama de “soluções” em que os dois extremos são figurados, por um lado, pelo acordo íntimo com o tempo monumental das figuras de Autoridade, resumida ao doutor Bradshaw e o “terror da história” – para citar Mircea Eliade – figurado por Septimus». No seu estado alterado, Septimus, vê em tudo horror e terror que representam para ele, como nos explica Ricoeur, «o antagonismo entre duas perspectivas temporais»12, entre ele e os outros, entre ele e a vida, numa eterna solidão que o levará ao suicídio. Morte marcada pelas seis badaladas do Big Ben. 

 

«O que há de comum entre Clarissa e Septimus? – questiona Carlos João Correia. – Em primeiro lugar, o espaço e o tempo. O espaço – porque o romance para lá de nos oferecer uma descrição dos estados mentais dos personagens, mostra-nos a mesma “unidade do lugar”» e o tempo «porque todos os acontecimentos importantes do romance são marcados pelas badaladas do sino do relógio Big Ben londrino»13.

 

Todos os personagens não só comunicam entre si na superficialidade da superfície, como também através dos obscuros corredores subterrâneos, onde se sublinham na intimidade do seu tempo as angústias, os medos, as inseguranças. E é neste sentido que se inscreve a relação entre Septimus e Mrs. Dalloway que, sem nunca se conhecerem, comunicam através das grutas o medo que têm da própria vida, o mistério da morte, o ziguezagueante movimento interior pelos subúrbios do enigma que cada um representa no tempo monumental. 

 

É o tempo da morte que chega com as badaladas dos relógios, mas é também sublinhado com as horas, o anúncio feito pelo dr. Bradshaw durante a festa de Mrs. Dalloway. E Clarissa não deixa passar em claro, nas suas cogitações, a presença da morte na sua festa. A festa que continua alheia aos seus pensamentos e à morte do seu duplo. Ela optara por viver, como membro da ordem instalada. «É a Clarissa que o narrador confia a tarefa de legitimar, mas somente até certo ponto, o sentido redentor da morte de Septimus»14. É esta a tensão que domina a intriga, a proximidade entre Clarissa e Septimus, a sua relação angustiante com a morte, num jogo enervante instante a instante. O que ressoa entre eles, nos seus subterrâneos, divide-os no último instante: Septimus suicida-se, não suporta o tempo monumental, é um poeta expulso da cidade; Clarissa sente a sua morte como algo que lhe pertence, mas segue em frente, no silêncio dos seus medos: «A sua vida mundana, o facto de frequentar e ser frequentada por figuras de Autoridade fazem com que uma parte dela esteja do lado do tempo monumental»15.

 

Paul Ricoeur afirma que Clarissa é a heroína do romance, mas só o é pelo seu amor à vida; surge, no entanto, como anti-heroína pelo mesmo terror que a habita: o medo do tempo. O tempo que vai marcando no rosto a deterioração da vida: Septimus é o duplo de Clarissa; ele morreu no seu lugar; ela resgata a sua morte continuando a viver. A morte (ou a procura da morte) é um duplo desafio: a união com a eternidade e o confronto com o tempo monumental e com as figuras de Autoridade. 

 

A ficção evolui numa «dimensão» vertical, abísmica do tempo. E a ficção do tempo talvez não surja da acção imaginativa, mas tão só de uma descrição transmudada do real. Que voz é esta que nos conta esta história? Uma voz fictícia? Ou será a voz de Virgínia Woolf na denúncia dramática da existência à sua volta? A verdade é que ela sai de cena, expulsa da cidade, suicidando-se; recusando o tempo monumental das frivolidades. A sua festa era outra: a da vanguarda cosmopolita europeia. As outras, cujo odor emanava resquícios vitorianos, seriam para disfarçar o silêncio. A morte foi o fim de um tempo que recusou. 

 

Imagem de Virgínia Woolf

 

No filme As Horas, Virgínia Woolf suicida-se na intimidade das águas do rio; Laura, a leitora de Mrs. Dalloway opta pela vida quando está à beira do colapso pela opressão que o quotidiano exerce sobre ela; o seu filho, Richard, amigo de Clarissa e poeta suicida-se, saltando de uma janela, como Septimus, abandonando o tempo; e Clarissa provavelmente questiona-se por que é que os poetas se suicidam em busca da eternidade. 

 

No filme As Horas, Virgínia Woolf (Nicole Kidman) escreve Mrs Dalloway, um romance que trinta anos depois irá acompanhar Laura (Julianne Moore), uma jovem mãe dos arredores de Los Angeles. Em Nova Iorque, hoje, Clarissa (Meryl Streep), a incarnação de Mrs. Dalloway, dedica a sua vida a um amigo poeta que se encontra às portas da morte. São três mulheres, em três épocas distintas, com três destinos, ligadas por um romance que irá alterar as suas vidas. Inspirado na vida e na obra da Virgínia Woolf, Cunningham, fazendo o contraponto com a estética modernista de então, vai tecendo a sua obra a partir dos ícones de um certo pós-modernismo social. 

 

 

Referências bibliográficas

 

1 Stella MacNichol, «Introdução» em A Festa de Mrs. Dalloway, Livros Cotovia, Lisboa, 2003, p.15.

 

2 Paul Ricoeur, Temps et récit II. La configuration du temps dans le récit de fiction. L’expérience temporelle fictive. 1. Entre le temps mortel et le temps monumental : Mrs Dalloway, Seuil, 1991.

 

3 Op. cit., p 152

 

4 Id.

 

5 Id., p. 154.

 

6 Id., p. 155.

 

7 Id., p. 155.

 

8 Id., p. 156.

 

9 Id., p. 158.

 

10 Id., p. 159.

 

11 Id., p. 160.

 

12 Id., p. 162.

 

13 Carlos João Correia, Virgínia Woolf e a Questão do Tempo no Romance Mrs. Dalloway, em Ex aequo, nº 9, 2003.

 

14 Paul Ricoeur, Temps et récit II. La configuration du temps dans le récit de fiction. L’expérience temporelle fictive. 1. Entre le temps mortel et le temps monumental : Mrs Dalloway, Seuil, 1991. p. 164.

 

15 Ibidem.

 

Luís Filipe Sarmento nasceu em Lisboa, a 12 de Outubro de 1956. Jornalista, Escritor, Tradutor e Realizador de Televisão.

Alguns dos seus livros e textos encontram-se traduzidos em inglês, espanhol, francês, italiano, grego, árabe, mandarim, japonês, romeno, macedónio, croata, turco e russo.

Produziu e realizou a primeira experiência de Videolivro feita em Portugal no programa Acontece para a RTP (Radiotelevisão Portuguesa).Coordenador Internacional da Organization Mondial de Poétes (1994-1995).Membro do International Comite of World Congress of Poets. Presidente da Associação Ibero-Americana de Escritores (1999-2000). Coordenador para Portugal da World Poetry Movement. Participou em mais de 100 festivais, congressos e feiras internacionais.

 

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1 Comentário

  1. Excelente texto Luís. O meu preferido da Virgínia é As Ondas

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