Cultura

A Fala Pianística de Nelson Freire | Gerson Valle

Nesta foto, estão Nelson Feire e Gerson Valle, tendo atrás o conhecido crítico musical já falecido (que foi da Academia Brasileira de Letras) Luiz Paulo Horta com a pianista Maria Alice Coelho.

 

As “Cenas infantis” (“Kinderszenen”) de Robert Schumann (1810-1856) constituem-se de 12 peças curtas evocativas da infância com uma 13ª final refletindo poeticamente sobre ela – “O poeta fala” (“Der Dichter spricht”). A “fala” poética não se realiza por palavras, como costumam ser os poemas. No entanto é entendida, musicalmente, pelos sons do piano. É sensível o título dado no transcurso de uns poucos compassos. A música, quando verdadeiramente expressiva, toca significantes em seus ouvintes. Mais que a racionalidade clara dos significados trazidos por raciocínios, palavras. O ponto extremado dessa forma encantada, se assim se pode dizer, é atingida por intérpretes que sabem levar as intenções musicais por intuição, sentido interior, questões de uma subjetividade indefinida, um saber que parece tocar o âmago de existência, do mundo, quiçá do universo, pela voz ou instrumentos que dominam. 

 

Nelson José Pinto Freire (18/10/1944 – 1º/11/2021) fez de sua fala o piano. E com ele atingiu as mais recônditas nuances do espírito humano, com a compreensão de todas as experiências vivenciadas socialmente. Não precisava usar palavras. Às vezes um gesto, uma frase iniciada sem conclusão, um “como que”, “assim”, um “por exemplo” no ar, era como se tudo definisse, e, na verdade, a intenção trazida não precisava de acabamentos gramaticais, tudo estava lá no sentimento interno, na vontade ou visualização que sua presença portava com a compreensão dada por uma musicalidade rara. As pessoas que o conheciam recebiam suas mensagens sem palavras, na convivência trazida no discurso claro de suas mãos ao piano. Irradiava simpatia, congraçamento. A “fala” idealizada num poeta materializado nos sons do piano de Robert Schumann encontrou em Nelson Freire o seu perfeito representante.

 

Costuma-se caracterizar o modo de ser das pessoas do Estado brasileiro de Minas Gerais dizendo-se que “Minas trabalha em silêncio”. Num artigo literário o escritor João Guimarães Rosa listou 66 adjetivos que, lendariamente ou não, caracterizam seus conterrâneos naturais de Minas. Dentre eles, “acanhado, afável, desconfiado, sonso, sóbrio, taciturno, tímido, precavido, perspicaz, quieto, irônico, meditativo”. Nelson Freire nasceu na cidade Boa Esperança, que guarda vivamente as tradições mineiras. Coincidência ou não, sua timidez evitava expansões alardeantes, levando-o a uma contida interioridade que se exteriorizava numa brilhante “narrativa” ao piano. Seu pai, José Freire, era formado em Farmácia e sua mãe, dona Augusta, professora. Filho caçula com dois irmãos e duas irmãs. Uma delas estudava piano, e ele, ouvindo-a, deixou-se fascinar a tal ponto que, num momento em que ela se ausentara deixando a tampa do piano levantada, alcançou as teclas e repetiu algumas sequências no teclado tal como a vira tocar. 

Um fenômeno difícil de explicar. A família deixou-o brincar à vontade no piano, e todos fascinados por aquela ocorrência mágica, viram-no tirar de ouvido melodias então populares. O fato comprovado é que aos quatro anos de idade Nelson Freire deu seu primeiro recital pianístico, com peças variadas. Só em outra cidade, Varginha, foi-lhe conseguido um professor, que lhe ensinou a ler música quando ainda não conhecia as letras, e após doze aulas declarou não ter mais nada a ensinar para aquele menino. Foi imprescindível que a família se mudasse para a então capital do país, Rio de Janeiro, pois lhe caiu a imensa responsabilidade de dar uma melhor formação para o prodígio. Na verdade, tocar piano prosseguiu na sua existência como sendo mesmo uma brincadeira, o que ele próprio observou numa entrevista em Brasília ao Instituto Brasileiro de Piano, em 2006: O verbo “play” em inglês, “jouer” em francês, “spielen” em alemão, línguas em que era fluente, significam ao mesmo tempo que tocar um instrumento, brincar. E isto, dizia, é o que sempre fez. Como sempre também manteve um tratamento com a vida trazido de suas “minas gerais”: “Deixei Minas com apenas cinco anos, mas Minas não me deixou. São aquelas paisagens, o modo de ser das pessoas, os usos da terra, a culinária, tudo isso me marcou de modo muito profundo”.

 

Minas, assim, era seu espírito. Mas sua casa, seu lugar necessário para sentir seu próprio mundo passou a ser o Rio de Janeiro. Mesmo quando viajava com compromissos contratuais pelos cinco continentes, mantendo apartamento em Paris para se movimentar com mais facilidade, não deixava nunca de passar uma temporada anual no Rio, dizendo que “Preciso deste arzinho daqui para recarregar a bateria”. Este arzinho que lhe tinha sido dado na adolescência, morando no bairro de Ipanema, aonde seu pai veio trabalhar no Banco Nacional de Minas Gerais, passando de farmacêutico a bancário, saindo do interior de Minas para a capital da República, mudando a vida de toda a família, exatamente para o Nelson poder prosseguir sua carreira de pianista. A Ipanema que lhe deu o “arzinho” da praia, de calção em conversas com uma turma jovem, sem compromissos, com maresia e calor, risadas e a visão do mar, morros, como um encantamento que levou vida afora, desejando sempre reencontrar. E isto não invento, por ter ouvido dele mesmo a vontade de retornar a morar em Ipanema, citando até nomes de pessoas conhecidas da praia dos anos 50.

 

Entre o espírito e o meio ficou-lhe sempre uma simplicidade rara, trazida pelo Brasil de então, numa pessoa de predicados tão socialmente considerados superiores. Quando, numa entrevista, Mauro Ventura lembrou que ele estava sendo indicado pela crítica como um dos maiores pianistas de todos os tempos, foi logo contestando:

 

 – Não acho isso, não. Pelo contrário. E Deus me livre desta vaidade! A música é muito sagrada para se ter esse tipo de atitude. Isso faz mal para a música.

 

No Rio, o garoto prodígio tornou-se aluno de Lúcia Branco, que estudara com o belga Arthur de Greef, aluno de Franz Liszt. E a assistente de dona Lúcia, Nise Obino, encantou-se com a musicalidade excepcional de Nelson a ponto de acompanhá-lo muito mais que apenas nas horas de aula. E ele deu o depoimento que o amor da professora Nise foi grandemente responsável pela sua dedicação cada vez maior ao piano.

 

Aos doze anos de idade Nelson Freire foi um dos finalistas do 1º Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, tocando na final o Concerto Imperador de Beethoven. Este concurso foi marcante para a cidade, tendo a presença do próprio Presidente da República, Juscelino Kubitschek, e público imenso torcendo como em campeonato de futebol para pianistas de grande categoria do mundo inteiro que concorreram. Nelson, garoto ainda, em meio a feras adultas do teclado, tornou-se famoso. E ganhou do governo brasileiro uma bolsa para estudar em Viena com Bruno Georg Seidlhofer. Lá conheceu a amiga com que se identificou inteiramente, chamando-a para sempre de irmã gêmea, a pianista argentina Martha Argerich. 

 

Inicia-se a carreira internacional. Em 1964 ganhou o concurso Dinu Lipatti, em Londres. No mesmo ano, ficou em primeiro lugar no prestigioso Vianna da Motta Music International Competition, em Lisboa (que dividiu com o soviético Vladimir Klainev). 

 

Uma tragédia marcou-lhe a juventude. Em 1967, indo com os pais, do Rio a Belo Horizonte, para dar um recital nesta cidade, o ônibus em que se encontravam despencou do alto do Viaduto das Almas. Todos os passageiros, inclusive seu pais, morreram no acidente. À exceção dele, que estava deitado num banco de trás que lhe tinha sido indicado pela mãe ao embarcarem na viatura. 

 

Sua solidão mineira levou-o a um trabalho incessante com uma agenda comprometida em teatros de toda a parte. A vida era continuadamente de aeroportos, hotéis, salas e bastidores de teatros. Seu diálogo era com o piano, fala constituída de fraseados em legatos, estacatos, leggieros, com rubatos quando necessários, crescendos, diminuendos, mudando andamentos nas interpretações, destaques de vozes diferentes nos dedos, refletindo em leituras das partituras a cada momento como a sentia. Por mais estudo que tivesse, as interpretações lhe vinham por inspiração do momento. A solidão amenizava nos ensaios e apresentações com orquestras. Que foram muitas ao longo da carreira, como as Filarmônicas de Berlim, Londres, Nova York e Israel, Orquestra Real do Concertgebouw de Amsterdam, Gewandhaus de Leipzig, Orquestras de Munique, Paris, Tóquio, São Petersburgo, Viena, Boston, Filadélfia, Cleveland, Los Angeles, Chicago, Montreal, São Paulo, etc. E a companhia dos maestros Seiji Ozawa, Pierre Boulez, Riccardo Chailly, Charles Dutoit, Eugen Jochum, André Previn, Lorin Maazel, Rudolf Kempe, Rafael Kubelik, David Zineman, Kurt Masur, Valery Gergiev, Yuri Temirkanov, Sir Colin Davis, Isaac karabtschevsky, etc.

 

Pela gravação dos 24 Prelúdios de Chopin ganhou o prêmio Edison. Na década de 1960, destacam-se suas gravações, pela CBS/Sony, de obras como o Carnaval de Schumann, a Sonata Op.5 de Brahms, a Sonata de Liszt e a Sonata Op.58 de Chopin. Um álbum duplo trouxe os concertos de Tchaikovsky (1º), Liszt (“Totentanz”), Grieg e Schumann, com Rudolf Kempe conduzindo a Orquestra Filarmônica de Munique. A revista “Time” reportou em 1970 que tal álbum pegou os críticos de surpresa, obrigando-os a elogios superlativos. A mesma revista, aliás, o qualificou como “um dos maiores pianistas desta ou de qualquer outra geração”. Como em 1988 a gravadora Philips o incluiu na sua coleção “Great Pianists of the 20th Century”. As críticas de toda parte, como no “New York Times” ou no “Le Monde” enaltecem-no. Mas, não conseguem fazê-lo participar de uma publicidade para si mesmo. Chegou a declarar para o “The Baltimore Sun” que “há uma grande diferença entre música e o negócio (business) na música”. Considerava as linguagens da música e dos negócios (“business”) tão diferentes que quando era obrigado a falar de negócios sentia-se um pouco doente. E ainda concluiu: “Falar sobre mim mesmo me aborrece”. Isto talvez se acentuasse porque ele possuía algumas idiossincrasias a que se ligava fortemente, com medo de perder a sua “fala ao piano” se delas se afastasse. Conservadorismo? Mineirice também? Talvez um pouco do medo que lhe restou por ter sofrido, segundo relatou certa vez, uma espécie do que hoje se chama “bullying” na infância na escola por algumas características que o afastavam da média das crianças (e de fato, pela sua excepcionalidade era muito protegido pelos pais, professores e todos os adultos). 

 

Um exemplo de tais características, sua incrível necessidade de estar sempre criando interpretações diversas. Dizia que ao tocar não ficava satisfeito, desejando fazê-lo de forma diferente. E esta interpretação-criação lhe era mais espontânea quando tinha a presença do público, como se com ele dialogasse. Não gostava de gravar em estúdio, que achava frio, não o inspirando suficientemente. Com isto, após o início de carreira com gravações que o fizeram conhecido no meio musical de toda parte, foram rareando os contratos com as gravadoras, e seu nome não parecia ter a mesma repercussão de outros grandes pianistas contemporâneos. 

 

A sua chamada “alma gêmea” Martha Argerich parecia-se com ele, efetivamente, em certo tipo de musicalidade, escolhas na inflexão pianística, tanto que é incrível as gravações que fizeram em dois pianos ou a quatro mãos em que a frase de um se conclui na do outro num mesmo sentido musical. Nelson dizia – e aí outra de suas idiossincrasias – que não gostava de ouvir suas próprias gravações, mas se isto acontecia por acaso ficava se perguntando se era ele ou a Marha quem estava tocando… No entanto, no final do século XX, com as relativamente poucas gravações comerciais dele e o grande repertório gravado pela Martha, a carreira dela era, obviamente, muito mais notada que a dele. Somente no século XXI, numa atitude corajosa de enfrentar suas idiossincrasias, Nelson Freire assinou um contrato com a Decca que trouxe ao mundo notáveis novos cds, como o dos “Noturnos de Chopin”, de peças de Bach, de Debussy, “Liszt: Harmonies du Soir”, “Villa-Lobos & Friends”, “Encores”… Sua genialidade se tornou mais difundida para os músicos e melômanos de toda parte. Um álbum com os dois concertos para piano e orquestra de Johannes Brahms, com a Royal Concertgebown Orchestra, dirigida por Riccardo Chailly, ganhou o chamado “Oscar da música clássica” “Classical FM Gramophone Awards” em 2007. Ajudou muito a crescer sua popularidade o bem elaborado filme documentário “Nelson Freire”, de João Moreira Salles. Quando este, aliás, disse ao Nelson que gostaria de tê-lo prestando depoimentos em meio a apresentações, recebeu o ceticismo como resposta quanto aos possíveis resultados. Diante da insistência, Freire aquiesceu que se corresse o risco… O cineasta fez um belo trabalho, acompanhando o pianista entre maio de 2000 e agosto de 2001 pelo Brasil, França, Bélgica e Rússia. Conseguiu retratar a personalidade, a solidão e a maestria de um artista num filme premiado e de público considerável. 

 

Algumas homenagens bem representam seu prestígio. O governo francês o agraciou com a “Legion d’honneur”. Foi sagrado “doutor honoris causa” pelas universidades federais do Rio de Janeiro (2011), Rio Grande do Sul (2014) e Minas Gerais (2016). Mas, mesmo que saibamos haver uma unanimidade em torno de sua genialidade, ele, em sua mineirice desconfiada, dizia não ler as críticas que lhes dissessem respeito:

 

“- Se são ruins, fico deprimido. Se são boas, corro o risco de ficar vaidoso.”

 

Os “ossos do ofício” do pianista obrigou-o a vida inteira a passar mais tempo sentado do que caminhando. Com a idade, recebeu recomendação médica de andar o mais que pudesse, para a circulação, a saúde… Ele o fazia, disciplinadamente, como sempre fez em tudo. Saía de carro de sua casa em Joatinga, até à Barra da Tijuca, onde deixava o carro para exercitar-se caminhando no calçadão da praia. Uns dois meses antes do início da pandemia que reteve as pessoas isoladas em suas casas, pisando em pedras portuguesas deslocadas de seu lugar, num típico desleixo da Prefeitura, tropeçou e caiu. Para proteger as mãos que “falavam” ao piano, tentou proteger-se de lado, batendo com a parte superior do braço direito, o que causou, com o impacto do peso de todo o corpo, uma fratura.

 

Tentou-se cirurgia, fisioterapia, mas ao tocar piano começou a sentir dor. Percebendo que isto o levaria à impossibilidade de se manifestar como sempre fizera, baixou-lhe uma terrível depressão, como se lhe tivessem cortado a fala, o diálogo com o mundo, sua forma de se expressar, de existir. Passou a não falar de forma alguma, não ter vontade de nada. O isolamento da pandemia ainda mais o afastou de tudo. Não havia como vincular-se ao mundo, quando sua “fala” pianística fora-lhe tirada por um tombo.

 

Uma amiga comum contou-me que costumava telefonar diariamente para saber como estava o Nelson. No dia 31 de outubro de 2021 ouviu-o tocar parte da “Barcarola” de Chopin, logo interrompida. Pediu que ele insistisse. Quem sabe praticando alguns exercícios ao piano as condições físicas melhorassem? Nelson teria concordado em tentar isto no dia seguinte. Na madrugada teve nova queda, batendo fortemente com a cabeça. E nos deixou sem a presença viva de sua maga “fala” pianística.

 

As contracapas bem significativas de discos do Nelson Freire. Numa delas, de 1964, com os dizeres a Gerson Valle: “Que a música viva sempre para aumentar nossa amizade”.

 

E noutra contracapa significativa de um disco de Nelson Freire, de 1970, mais uma dedicatória “a meu velho amigo do peito”.

 

Imagem 1/2: Foto. A primeira de duas fotos tiradas na residência de Gerson Valle, há muitos anos, apesar da resolução, valem como documento de guarda familiar, da história da amizade entre Nelson Freire e o autor.

 

Imagem 2/2: Foto. A segunda de duas fotos tiradas na residência de Gerson Valle há muitos anos, apesar da resolução, elas valem como documento de guarda familiar, da história da amizade entre Nelson Freire e o autor.

 

Os amigos, Nelson Freire, Valle e atrás da poltrona, o Walter Beloch, “que foi nosso amigo comum desde a infância”.

 

Nelson Freire e Gerson Valle sentados lado a lado, conversando.

 

 

 

O escritor brasileiro GERSON VALLE formou-se pela Faculdade de Direito Cândido Mendes, Rio de Janeiro, em 1969. Fez pós-graduações na França, Holanda e Portugal. Foi vice-diretor da Faculdade de Direito Estácio de Sá e diretor de ensino da Sociedade de Ensino Superior e Assistência Técnica – SESAT, ambas no Rio de Janeiro. Lecionou Direito Internacional Público, Noções de Direito, Política Internacional e Cultura Brasileira, em faculdades do estado do Rio de Janeiro. Assessor Jurídico da Fundação Nacional de Arte-FUNARTE (Ministério da Cultura) durante 16 anos. Transferiu sua moradia da cidade do Rio de Janeiro para Petrópolis em 1985, tendo aí participado de diversas ongs de cunho ambiental e cultural. É membro da Academia Brasileira de Poesia – Casa Raul de Leoni, cadeira nº 31 e da Academia Petropolitana de Letras, cadeira nº 29, onde exerceu a Presidência de 2017 a 2021.

Publicou: 6 livros de Poesia, 5 livros de ficção, tradução de Gustavo Adolfo Bécquer, um livro sobre arte e política, 3 livros sobre Direito e mais de 500 artigos em periódicos do Brasil, da França, Itália e Áustria (sobre Música, Literatura, entre inúmeras resenhas, Política, Cinema, crônicas, contos, poemas).

Recebeu alguns prêmios literários, como os primeiros lugares (em poesia) da Accademia Internazionale “Il Convívio”, da Itália, e da Associação Nacional dos Escritores – ANE (em livro de contos), com sede em Brasília; Notório reconhecimento do Prêmio Maestro Guerra Peixe de Cultura 2018, do Instituto de Turismo e Cultura da Prefeitura Municipal de Petrópolis.

Seus poemas foram musicados por vários compositores (Ricardo Tacuchian, Ernani Aguiar, Guilherme Bauer, etc), sendo levados em concertos e gravados. É autor do libreto da ópera “Olga”, com música de Jorge Antunes, encenada no Teatro Municipal de São Paulo em 2005, em 2013 do Teatro Nacional de Brasília e em 2019 na Ópera Báltica de Gdansk, na Polônia.

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